Por confirmar
526 dúvidas abertas. São o que as fontes consultadas não fecharam — e o que não se escreve como facto até alguém o confirmar.
Sabe a resposta, ou onde está o documento que a dá? Diga-nos.
Percursos · 11
A máquina da repressão2
- O número exato da casa do Governo Civil na Rua Capelo e o uso atual do edifício; a paragem fica no troço da rua.
- A data em que o Tribunal Plenário de Lisboa passou a reunir na Boa-Hora.
As figuras de Abril2
- A primeira prisão de Álvaro Cunhal: a 20 de junho de 1937, segundo a Câmara de Lisboa, que diz que foi levado para o Aljube; a 21 de julho, segundo o Memória Comum, que não diz para onde.
- Se Maria Barroso esteve no Aljube no dia do casamento: as fontes dizem só que se casaram por procuração na cadeia, onde Soares estava preso.
Do Padrão ao cais4
- Os nomes das 138 pessoas expostas em 1940, que estão nos papéis da exposição guardados no Arquivo Histórico Ultramarino, segundo Cláudia Castelo: nenhuma das fontes consultadas os publica.
- Se o «armazém da Rua da Junqueira» onde a RTP filmou caixotes de «retornados» em 1977 era o antigo edifício da Feira Internacional de Lisboa, onde o jornalista Guilherme de Melo situa os contentores.
- Em que anos, além dos filmados pela RTP (1961, 1962 e 1964), embarcaram tropas no cais de Alcântara: nas mais de vinte partidas de 1962 a 1971 que o RTP Arquivos regista, o cais é o da Rocha do Conde de Óbidos; em Alcântara o arquivo só tem aqueles três embarques e três chegadas (1964, 1966 e 1973). Falta uma fonte militar (Exército, Marinha, Revista Militar) com os portos de embarque.
- O dia em que o Movimento Nacional Feminino foi recebido em Belém: o noticiário da RTP é de 18 de maio de 1966.
Do Rato ao Parque3
- A casa de Carolina Beatriz Ângelo: a numeração atual da Rua do Sol ao Rato não chega ao 181, e a paragem é aproximada.
- A sede do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas na Travessa da Fábrica das Sedas era o n.º 1, segundo o processo da associação no Governo Civil de Lisboa; mas o mesmo processo, que vai até novembro de 1947, dá como sede a Rua da Ilha Terceira, 44, rés do chão, e a travessa como sede «anteriormente». Falta saber qual das duas foi a sede fechada em junho de 1947.
- A carta de Maria Lamas a Eugénio Bento Ferreira, de 6 de março de 1947 («um êxito estrondoso»; a imprensa católica viu no Conselho «um perigo de morte para a Mulher e a Moral»), só foi lida tal como a cita a Wikipédia, a partir do livro «Cartas de Maria Lamas» (Campo das Letras, 2004), que não se consultou.
Estudantes contra a ditadura1
- O ponto exato do anfiteatro pré-fabricado no atual campus do ISEG, e se há placa.
Graça, a colina das mulheres1
- O número da porta da antiga sede das costureiras na Rua do Benformoso; a paragem fica na rua.
O dia inicial1
- O papel de Maria de Lurdes Rocha só aparece na cronologia de Jofre Alves (CD25A).
O Estado Novo, explicado2
- Se os dois cartazes de «A lição de Salazar» citados — o da «trilogia da educação nacional» e o do «Estado Novo Corporativo» — são dos sete quadros feitos em 1938 para o décimo aniversário de Salazar nas Finanças: o Tribunal de Contas fala dos sete quadros e ilustra-os com outro cartaz da mesma série «A lição de Salazar», o da restauração financeira; a Biblioteca Nacional regista os dois cartazes como de 1938, desenhados por Martins Barata e editados pela «Escola Portuguesa». Tudo aponta para a mesma série, mas nenhuma fonte lida diz que eram sete nem enumera os quadros.
- O ano em que o cartaz do Secretariado Nacional de Informação dirigido às mulheres foi feito: 1945 ou 1946, segundo a Biblioteca Nacional.
O voto de Carolina3
- Que os números de porta de hoje (Rua Nova do Almada, 84; Praça dos Restauradores, 13; Rua dos Castelinhos, 6; Rua de Dona Estefânia, 62) correspondem aos edifícios da época.
- O número da porta do Centro Escolar Republicano Dr. Afonso Costa na Calçada de Arroios.
- O que a Liga pediu ao Governo Provisório em outubro de 1910, além do voto: a Wikipédia diz que pedia também a revisão do Código Civil e o divórcio; o historiador João Esteves e o jornal «A Capital» só falam de uma «larga representação de reivindicações feministas», entre as quais o voto.
Palavras proibidas1
- O ponto exato do antigo Café Chave d'Ouro no Rossio: a paragem fica na praça.
Uma gaivota voava9
- O ponto do Teatro Vasco Santana no mapa é aproximado: é o da antiga Feira Popular, do lado da Avenida da República, onde as fontes situam o pavilhão.
- Em que sala estreou «Lisboa 72-74», a peça em que se ouviu pela primeira vez «Somos Livres»: nenhuma fonte o diz. O Teatro Estúdio de Lisboa tinha casa permanente no Teatro Vasco Santana desde 1972, mas a lista das peças lá estreadas que o Restos de Colecção publica não a inclui.
- O dia do espetáculo de lançamento de «Mulheres Guerrilheiras»: o recorte de «O Século» diz «ontem», e a Casa Comum data-o só de 1974.
- Quando foi Teresa Paula Brito apupada no Coliseu: o musicólogo Luís Freitas Branco conta-o sem data.
- O dia do I Encontro da Canção Portuguesa: 29 de março de 1974 (Casa Comum, Mensagem de Lisboa) ou 28 de março (cronologia da Associação 25 de Abril).
- O dia do primeiro «Zip-Zip»: 26 de maio de 1969 no vídeo da RTP Arquivos, 24 de maio na fotografia da mesma emissão.
- Se a «Pedra Filosofal» que se ouve na paragem do Villaret é a gravação de 1969–1970: a edição digital é de 2020, da World Music Records, que não diz o ano da gravação.
- O ano de «Ser Solidário», de José Mário Branco: 1982 no Arquivo José Mário Branco, que dá as datas da gravação (janeiro a março de 1982); 1980 no Museu do Aljube.
- O ano da morte de Natália Correia: 1993 (Imprensa Nacional, que se segue); o Arquivo José Mário Branco escreve 16 de março de 1992.
Lugares · 91
Aeroporto de Lisboa (Portela)2
- Que Maria Antónia Fiadeiro foi presa no aeroporto de Lisboa: a Wikipédia e o Correio da Manhã (2023) dizem que foi presa «no aeroporto» a 26 de novembro de 1972, ao regressar do Brasil, e levada para Caxias, mas nenhuma das duas nomeia o aeroporto; a CIG diz só que foi presa em 1972, quando regressava do Brasil.
- A hora a que o aeroporto ficou controlado na madrugada de 25 de abril: 04h00 (Comissão Comemorativa) ou 04h25, a hora da mensagem ao Posto de Comando (Associação 25 de Abril).
Sede da Associação Feminina Portuguesa para a Paz2
- Em que anos funcionou cada sede, a da Rua do Loreto e a da Rua Latino Coelho: o registo do Governo Civil só diz que a primeira foi anterior.
- O ponto no mapa marca a Rua Latino Coelho, não o prédio do n.º 25.
Cadeia do Aljube3
- O preço do bilhete: o «Preçário» do museu diz 4 € (com os descontos calculados sobre esse valor: 2 €, 2,80 €, 3,20 €) e a página «Como chegar» diz 3 € (ambas consultadas de novo a 4 de outubro de 2026). Por isso o preço não se escreve na visita.
- Desde quando, e até quando, o edifício foi cadeia de mulheres: a dissertação de Eliana Oliveira (2012) diz só «entre os finais do século XIX e inícios do século XX».
- Se houve mulheres presas políticas no Aljube depois de 1928, e quando: as fontes do museu só documentam presas de delito comum, antes dessa data, mas o levantamento da URAP «Elas estiveram nas prisões do fascismo» (2021) regista, segundo a sua apresentação pública, mulheres em tortura e incomunicabilidade «no Aljube» (de Lisboa ou do Porto?). Falta ver o livro e os nomes; por isso o texto diz só que as presas iam «sobretudo» para as Mónicas e para Caxias.
Palácio de São Bento1
- Se o claustro com o busto de Maria Alda Nogueira se pode visitar, e em que condições.
Avenida Barbosa du Bocage, n.º 96 (capela particular de Josué Trocado)2
- A hora da explosão: «cerca das 10 horas da manhã» (António de Araújo), 10h25 (Diário de Notícias) ou «pelas 10 horas e meia» (acusação do processo, de 1938, transcrita no blogue Cidadãos por Abrantes, sem cota de arquivo).
- Se o prédio do n.º 96 ainda existe e que número tem hoje: as coordenadas marcam a avenida, não o edifício.
Avenida Barbosa du Bocage, n.º 96 (capela particular de Josué Trocado)
Palácio de Belém1
- O dia da tomada de posse de Maria Teresa Cárcomo Lobo, em agosto de 1970: a nomeação foi notícia n’A Capital a 20 de agosto e o decreto saiu no Diário do Governo de 21 (Arquivo Histórico da Presidência); a notícia da RTP sobre a posse tem a data de 22 de agosto, que pode ser a da emissão e não a da cerimónia.
Tribunal da Boa-Hora5
- Que o Plenário de Lisboa reunia na Boa-Hora vem da Mensagem de Lisboa (2022); falta uma fonte de arquivo que o confirme, diga desde quando e identifique a sala.
- O dia do julgamento de Maria Alda Nogueira (22 de outubro de 1960) só se leu na Wikipédia. Que a sua pena foi «a mais pesada» dada a uma mulher por razões políticas também só vem da Wikipédia; o Memória Comum diz que foi «a primeira mulher condenada a 8 anos de prisão maior e medidas de segurança», e é isso que o texto diz.
- A hora a que começou o julgamento das «Três Marias», a 25 de outubro de 1973: o Diário de Lisboa desse dia diz só que «hoje começou»; o de 8 de maio de 1974 cita «começou ontem às 10 horas, o julgamento de, etc.» como exemplo da nota de rotina a que a censura reduzia as notícias, o que não basta para fixar a hora (por isso a data já não a leva).
- O recurso de Carolina Beatriz Ângelo para ser recenseada (1911) foi decidido pelo juiz da 1.ª Vara Cível (Assembleia da República); o historiador João Esteves diz que foi entregue aqui, a 24 de abril de 1911, mas nenhuma fonte diz se a 1.ª Vara Cível funcionava na Boa-Hora.
- Estado do Memorial do Largo da Boa-Hora em 2026 e uso atual do edifício; a coordenada é a do largo.
Botequim3
- Quem fundou: as quatro amigas (Museu do Aljube, NOVA FCSH) ou Natália com Isabel Meyrelles, em sociedade (Imprensa Nacional; Wikipédia). O nome escreve-se como na Imprensa Nacional, «Meyrelles»; o Museu do Aljube e a NOVA FCSH escrevem «Meireles».
- Não se encontrou fonte que descreva reuniões políticas concretas no Botequim antes de 1974; a ligação à oposição vem da tertúlia que Natália mantinha em casa.
- Se há placa na fachada da Vila Sousa.
Cadeia das Mónicas5
- O decreto de 16 de abril de 1918 que criou aqui a Cadeia Civil de Mulheres vem só da Wikipédia em inglês, que cita o SIPA (a ficha do SIPA não abriu, nem a 4 de outubro de 2026); o Diário de Notícias (2021) diz que o convento passou a cadeia de mulheres em 1917. A criação de Tires em 1953 está confirmada pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais; a data da transferência das reclusas das Mónicas, não.
- Uso atual do edifício: o projeto de hotel foi aprovado pela Câmara a 19 de abril de 2023 (NiT; Opção Turismo), mas não se sabe se a obra está feita; se o espaço se pode visitar.
- O nome completo de Dalila, a tia de Magda Fonseca, e as datas das suas prisões.
- Outras presas políticas nas Mónicas referidas em blogues (Aida Paulo, transferida em 1939; Carolina Loff da Fonseca) — sem confirmação em fonte institucional.
- A data em que Isabel Aboim Inglez foi mandada para as Mónicas.
Café Gelo2
- Para onde foi o grupo depois de expulso do Gelo: o Café Nacional, na Rua 1.º de Dezembro (Luiz Pacheco, entrevista citada pelo Observador), ou o Café Palladium, na Avenida da Liberdade (Eurico de Barros, Time Out, 2021, fonte da Wikipédia).
- Texto da placa à porta.
Calçada Ribeiro Santos2
- O edifício exato da casa (a Seara Nova dá o n.º 37) e a autoria da placa de 2012.
- Quantas pessoas foram ao funeral: «milhares» (Museu do Aljube) ou cerca de cinco mil (Toponímia de Lisboa).
Cantina da Cidade Universitária3
- O dia em que começou a greve de fome: 9 de maio segundo o Museu do Aljube (a Wikipédia põe a 9 o plenário que a aprovou); a Comissão Comemorativa não dá o dia.
- Quantos foram presos: cerca de 800 (PSP), cerca de 1200 (associações de estudantes) ou 1500 (título de um artigo da revista do Expresso de 2012, citado pela Wikipédia).
- Maria Cristina Pereira aparece duas vezes na lista dos grevistas identificados pela PIDE publicada pela Comissão Comemorativa: duas estudantes com o mesmo nome, ou uma repetição.
Capela do Rato3
- Quantas pessoas foram levadas para a esquadra: fala-se geralmente em 91, número que António de Araújo repete sem o confirmar (o relato do capitão Américo Maltez, da PSP, dá 74 identificadas, e o dos participantes cerca de 40 na capela); cerca de 60 segundo Eloísa Aragão e a Wikipédia; «cerca de meia centena» segundo a RTP Ensina.
- O papel das Brigadas Revolucionárias: Carlos Antunes disse que as BR tiveram papel central e que foi ele quem decidiu que Conceição Moita leria a declaração; Isabel do Carmo e os organizadores católicos dizem que a decisão foi dos católicos.
- A presença de Sophia de Mello Breyner Andresen na capela: uma fonte secundária a favor (João Miguel Almeida, 2008), testemunhos que não a confirmam.
Casa onde morreu Angelina Vidal (Rua de São Gens, 41)2
- O ano de nascimento de Angelina Vidal: 1847 (Toponímia de Lisboa; a Wikipédia cita o assento de batismo) ou 1853 (FCSH+Lisboa). Segundo a Wikipédia, a data de nascimento da lápide está errada.
- Se o n.º 41 de hoje é o mesmo de 1917.
Casa de Carolina Beatriz Ângelo e Januário Barreto (Rua do Sol ao Rato, 181)3
- Onde ficava o n.º 181 da numeração de 1909–1910: a numeração atual da rua não parece chegar a esse número (OpenStreetMap), e o ponto no mapa marca só a rua. As plantas e os registos da época, no Arquivo Municipal de Lisboa, podem responder.
- O dia da morte de Januário Barreto: 23 de junho de 1910, segundo um blogue sobre a história do Benfica, clube de que foi o primeiro presidente da direção; Isabel Lousada dá só o ano.
- Quando o casal ou Carolina, já viúva, deixou esta casa pela da Rua António Pedro, em Arroios, e o número dessa casa.
Casa de Carolina Beatriz Ângelo e Januário Barreto (Rua do Sol ao Rato, 181)
Casa de Natália Correia3
- Se o prédio tem alguma placa que lembre Natália Correia.
- O ponto no mapa vem de um consultório com morada no n.º 52 (OpenStreetMap), não da entrada do prédio.
- A pena pela «Antologia»: 90 dias de prisão substituídos por igual tempo de multa, e mais 15 dias de multa, segundo Francisco Topa (2015), que leu a sentença de 21 de março de 1970 no processo (Torre do Tombo, 4.º Juízo Criminal de Lisboa, processo n.º 90/1966), e a cronologia de Luiz Fagundes Duarte; mas o Diário de Lisboa de 21 de março de 1970 noticiou 45 dias substituíveis por multa, com pena suspensa por três anos, e o Museu do Aljube também fala de pena suspensa (situando-a em 1966, o ano do livro). O texto segue Topa, que cita a folha do processo; só a sentença (f. 403v) fecha a questão.
Casa de Sophia de Mello Breyner Andresen3
- O ponto no mapa: o OpenStreetMap só identifica o n.º 57-D da mesma travessa; falta confirmar a porta do n.º 57.
- Se há alguma placa na fachada do n.º 57.
- A data do pedido para abrir uma editora nesta casa e o processo da Torre do Tombo onde está.
Forte de Caxias — a prisão política6
- Desde quando houve aqui presos políticos do Estado Novo: o Reduto Sul passou para a polícia política em janeiro de 1935, mas a escultura de 2020 conta os presos a partir de 1936.
- Quem estava no Reduto Norte: o Memória Comum diz que passou para a polícia política em maio de 1938, para as mulheres, mas as suas próprias fichas registam presos homens levados para lá em 1937 e 1939, e a fuga de 1961 partiu do seu fosso, com presos homens. Em abril de 1974, segundo a lista do Diário de Lisboa, o Reduto Norte tinha 68 homens e nove mulheres.
- As datas da prisão de Cesina Bermudes em Caxias (de 14 de outubro de 1949 a 14 de janeiro de 1950) e a passagem de Stella Piteira Santos por aqui, em fevereiro de 1962, só se encontraram na Wikipédia.
- Quem comandou a tomada de Caxias: os capitães José Brás e Mário Pinto, à frente de paraquedistas, segundo a cronologia da Associação 25 de Abril e a da Comissão Portuguesa de História Militar; o capitão-tenente Abrantes Serra e o capitão Mário Pinto, à frente de fuzileiros e paraquedistas, segundo a página «Presos políticos» da mesma Associação. O testemunho de Fernando Correia no Diário de Lisboa de 27 de abril de 1974 refere paraquedistas e fuzileiros navais, mas não nomeia os oficiais.
- Quantos presos saíram em liberdade: 82 — 78 e, por fim, os quatro do hospital-prisão —, segundo o República citado pelo Esquerda.net; 85, segundo a Comissão Comemorativa 50 Anos; 80 pela lista do Diário de Lisboa de 27 de abril de 1974 (77 no Reduto Norte e três na prisão-hospital). Por isso o texto dá a lista do Diário de Lisboa e não um total.
- Se o forte se pode visitar — é hoje um estabelecimento prisional em funcionamento — e onde está a placa de 2019, dentro ou fora do recinto.
Centro Escolar Republicano Dr. Afonso Costa — aulas noturnas para mulheres (Calçada de Arroios)3
- O número da porta do centro na Calçada de Arroios, e se o edifício ainda existe.
- Quem dirigia o Grupo Português de Estudos Feministas: Maria Veleda, que em 1907 seria a sua presidente, segundo a Toponímia de Lisboa; Ana de Castro Osório, que o «fundou e dirigiu», segundo o Dicionário Pedagógico, o texto citado pelo Almanaque Republicano e o Dicionário de Médicos Portugueses (a CIG diz só que ela «promoveu a criação» do Grupo). Pode ter havido uma fundadora e uma presidente; nenhuma fonte o explica.
- Se os cursos noturnos que Maria Veleda criou no centro (Wikipédia) são os mesmos que o Grupo Português de Estudos Feministas ali dava em 1907 (Toponímia de Lisboa).
Centro Escolar Republicano Dr. Afonso Costa — aulas noturnas para mulheres (Calçada de Arroios)
Casa da família Espírito Santo — sede do Centro de Estudos Africanos2
- Se o prédio que hoje está no n.º 37 é o mesmo de 1951.
- O nome completo da «tia Andreza», que as fontes só tratam assim.
Casa da família Espírito Santo — sede do Centro de Estudos Africanos
Café Chave d'Ouro2
- Localização exata do antigo café no Rossio e número de polícia: as coordenadas são as da praça. Há uma agência da Caixa Geral de Depósitos na contígua Praça D. João da Câmara (nó OSM 2493312081), mas não se confirmou que seja o edifício do Chave d'Ouro. O Observador (2015), a partir do livro de Frederico Delgado Rocha, situa o café «no número 38 do Rossio»; falta confirmar que prédio é hoje.
- O uso atual do edifício: agência bancária, primeiro do Banco Nacional Ultramarino e hoje da Caixa Geral de Depósitos, segundo o blogue Restos de Colecção.
Cidade Universitária de Lisboa (Estádio Universitário e faculdades)2
- O dia do plenário do Estádio Universitário em que falou Isabel do Carmo: a fotografia publicada pela Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril, da coleção da própria, só tem o ano, 1962.
- Quando Helena Neves foi agredida por um agente da PIDE numa manifestação: o Museu do Aljube não dá a data.
Cidade Universitária de Lisboa (Estádio Universitário e faculdades)
Clube Estefânia — assembleia de voto de São Jorge de Arroios (1911)5
- Se o n.º 62 de hoje da Rua de Dona Estefânia é o prédio de 1911 (a numeração e o edifício podem ter mudado), e o que lá está agora.
- O texto da placa à entrada da sede atual do clube.
- Em quem votou: num blogue (Em Defesa do Benfica, 2014) lê-se que votou em Afonso Costa, Bernardino Machado e Magalhães Lima, candidatos do Partido Republicano; falta confirmá-lo na imprensa de 1911.
- A frase «Se a lei não nos abre a porta, também não nos põe na rua», que a Mensagem de Lisboa atribui a Carolina, não traz fonte da época.
- A Assembleia da República escreve que em 1911 a Finlândia era «o único país europeu que reconhecia o direito de voto às mulheres»; mas a Noruega dava-o desde 1907, nas eleições nacionais, às mulheres com certos rendimentos (Storting). Talvez a Assembleia queira dizer o voto sem restrições; o texto diz as duas coisas.
Clube Estefânia — assembleia de voto de São Jorge de Arroios (1911)
Última sede do CNMP, fechada pela polícia em 19473
- Quem mandou fechar a sede: «forças policiais» (CIG), a Polícia Judiciária (Virgínia Baptista) ou o Governo de Salazar (Teresa Joaquim). A ordem de encerramento não foi encontrada.
- O ponto no mapa marca o meio da travessa, não o prédio do n.º 1 (o número vem do processo do Governo Civil de Lisboa; a FCSH+Lisboa dá só a rua, que escreve «Travessa das Fábricas das Sedas»).
- O processo do Governo Civil de Lisboa (1914–1947) dá como sede do Conselho a Rua da Ilha Terceira, n.º 44, rés-do-chão, e a Travessa da Fábrica das Sedas como sede «anteriormente»: falta saber quando houve essa mudança e se a última sede fechada pela polícia, a 28 de junho de 1947, foi a das Amoreiras (como dizem a FCSH+Lisboa e Teresa Joaquim) ou a da Rua da Ilha Terceira. Só a leitura do processo (caixa 734) o resolve.
Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas3
- O que ocupa hoje o n.º 13 da Praça dos Restauradores, e se o prédio é o mesmo (a paragem fica na praça).
- O parentesco de Maria Brazão com Adelaide Cabete: sobrinha, segundo a Toponímia de Lisboa; irmã, segundo a NOVA FCSH e a Wikipédia.
- As teses de Ilda Pinto de Lima, Regina do Carmo, Julieta Ribeiro de Carvalho e Maria Isabel Correia Manso só foram lidas na Wikipédia; a brochura de 1924 atribui «Bibliotecas infantis» e «Escolas ao ar livre», que a Wikipédia dá às duas primeiras, ao Instituto Feminino de Educação e Trabalho.
Coliseu dos Recreios1
- O número de canções proibidas (trinta) e a presença de capitães do Movimento na plateia só foram lidos na Wikipédia; o Diário de Lisboa de 30 de março de 1974 confirma as cinco mil pessoas e a lotação esgotada, mas, sob censura, só fala de «ausências» de canções.
Consultório de Carolina Beatriz Ângelo (Rua Nova do Almada, 84)3
- Se o n.º 84 de hoje é o mesmo prédio do n.º 84 de 1909.
- Durante quanto tempo funcionou aqui o consultório: só há a referência do anúncio de 1909.
- Em que tribunal correu o recurso de Carolina para ser recenseada: um blogue (Em Defesa do Benfica, 2014) diz que foi no Tribunal da Boa-Hora, a poucos passos daqui, na 1.ª Vara Cível de Lisboa.
Consultório de Carolina Beatriz Ângelo (Rua Nova do Almada, 84)
Cordoaria Nacional (Hospital Colonial e Escola de Medicina Tropical)2
- Em que parte do edifício funcionou o Hospital Colonial: as fontes dizem só que ocupou «uma parte da Cordoaria».
- Onde trabalhavam as investigadoras do Instituto antes e depois da mudança de 1958: o estudo de João Lourenço Monteiro não distingue os edifícios.
Cordoaria Nacional (Hospital Colonial e Escola de Medicina Tropical)
Sede da associação de classe das Costureiras e Ajuntadeiras (Rua do Benformoso)4
- O número de polícia da sede do sindicato na Rua do Benformoso.
- O dia da greve (no verão de 1915, depois de 8 de agosto) e a morada da fábrica, na colina de Santana.
- Tudo o que aqui se conta vem de um só artigo, de Luís Carvalho, no jornal A Voz do Operário (2019), que resume as edições de 1915 do mesmo jornal.
- O artigo diz que se demitiram doze operárias em solidariedade, mas a lista de nomes que publica tem onze.
Sede da associação de classe das Costureiras e Ajuntadeiras (Rua do Benformoso)
Sede do «Diário da Manhã» (Rua da Misericórdia, 95)1
- O que aconteceu exatamente neste prédio a 26 de abril de 1974: a Associação 25 de Abril regista que a sede do «Época» foi destruída por populares, sem a descrever, e a Trienal de Lisboa diz que o jornal teve aqui a sede até depois do 25 de Abril.
Doca de Alcântara (ataque ao cargueiro «Cunene»)1
- Se o paquete «Vera Cruz» foi o alvo inicial e a frase do comandante do «Cunene» sobre «um encanamento de gasóleo» só foram lidos na Wikipédia; o relato de Jaime Serra não os refere.
Emissora Nacional (Rua do Quelhas)2
- A hora da ocupação: 3h15 (página «Lugares de Abril»; cronologia de Jofre Alves) ou 3h50 (cronologia «Movimentações do dia 25 de Abril», da mesma Associação 25 de Abril).
- O que funciona hoje no n.º 2 da Rua do Quelhas: as coordenadas marcam a rua, não o edifício.
Emissores Associados de Lisboa (estúdio da Avenida Elias Garcia)2
- Que uso tem hoje o 7.º andar e em que ponto do prédio está a placa dos «Lugares de Abril».
- Qual das estações dos Emissores Associados de Lisboa emitia deste estúdio.
Emissores Associados de Lisboa (estúdio da Avenida Elias Garcia)
Estádio da FNAT (rebatizado Estádio 1.º de Maio)1
- O número de pessoas na manifestação de Lisboa: cerca de 500 mil, segundo o CD25A, que não indica de onde vem a estimativa.
Edifício Franjinhas — o restaurante dos cravos3
- O número de porta (o OpenStreetMap e uma publicação da Câmara apontam a Rua Braamcamp, 9) e a loja exata do restaurante.
- A data de abertura do Sir (25/4/1973) e o pormenor do cálice de Porto vêm da imprensa, não de fonte institucional.
- Se há marca evocativa de Celeste Caeiro no edifício.
Gare Marítima de Alcântara1
- Em que anos, além dos filmados pela RTP (1961, 1962 e 1964), embarcaram tropas no cais de Alcântara: o principal ponto de partida foi o cais da Rocha do Conde de Óbidos.
Governo Civil de Lisboa e 1.ª Esquadra da PSP1
- Em que anos esteve aqui o Governo Civil, e se lá estava sem interrupção em dezembro de 1972, quando para lá foram levados os catorze detidos da vigília da Capela do Rato (as fontes da vigília dizem só «Governo Civil»): fotografias de Joshua Benoliel de cerca de 1910 e Norberto de Araújo (1939) já o situam na Rua Capelo, e o próprio Governo Civil publicava, nos anos 2000, uma história do edifício onde estava (citada por Margarida Azevedo, FBAUL, 2023); nenhuma fonte consultada diz quando lá se instalou nem se saiu entretanto.
Hospital de São José3
- Onde Carolina Beatriz Ângelo operou com Sabino Coelho: a Toponímia de Lisboa liga a orientação dele às operações em São José; a FCSH+Lisboa diz que foi interna no Hospital D. Estefânia, «ao lado do médico Sabino Coelho, onde o auxiliou e realizou operações».
- O ano em que Carolina Beatriz Ângelo operou pela primeira vez em São José.
- Quando Sofia Quintino dirigiu a secção do lúpus: só a Wikipédia o diz, sem data, citando o livro de Mariana Coelho «A evolução do feminismo: subsídios para a sua história» (Imprensa Oficial do Paraná, 2002), que não se conseguiu ler.
ISCEF, no Quelhas3
- O nome do suposto informador: «Fernando Lopes Manuel» (biografia do Museu do Aljube) ou «Vítor Manuel Lopes» (texto do Museu do Aljube de 2020; também o dossiê do esquerda.net). Só a documentação da DGS fecharia a dúvida.
- Onde Ribeiro Santos foi atingido: «pelas costas» (Memória Comum; Comissão Comemorativa; notas biográficas de ribeirosantos.net) ou «com dois tiros no peito» (Toponímia de Lisboa).
- Onde ficava o anfiteatro pré-fabricado no campus de hoje (já não existe, diz o ISEG), e se há placa evocativa no ISEG.
Instituto Superior Técnico1
- Quando, e por quanto tempo, o IST esteve fechado em 1972.
Jardim Botânico Tropical (antigo Jardim Colonial)2
- Os nomes das pessoas expostas em 1940, que Cláudia Castelo diz estarem no Arquivo Histórico Ultramarino: nenhuma das fontes consultadas os publica.
- Quantas das 138 pessoas expostas eram mulheres e quantas eram crianças: as fontes consultadas não o dizem.
Sede do jornal República (Rua da Misericórdia)2
- O que é hoje o prédio do n.º 116, e se há nele alguma placa.
- Desde quando o República esteve na Rua da Misericórdia — e, por isso, se as colaborações de Maria Veleda (1950) e de Helena Neves foram já feitas nesta casa.
Quartel de Lanceiros 2 / Regimento de Polícia Militar (Calçada da Ajuda)3
- O ponto exato do quartel na Calçada da Ajuda (o ponto no mapa é aproximado).
- O nome próprio do aspirante da Polícia Militar morto a 26 de novembro de 1975: «Ascenso Bagagem» (semanário Sol, 2023) ou «José Bagagem» (Ramalho Eanes, discurso citado pelo Jornal de Negócios); a Revista Portuguesa de História Militar diz só «um aspirante da Polícia Militar».
- A hora a que o posto de comando do regime passou a funcionar aqui: a Associação 25 de Abril já o situa em Lanceiros 2 às 6h45; Jofre Alves dá a chegada dos ministros às 9h40.
Quartel de Lanceiros 2 / Regimento de Polícia Militar (Calçada da Ajuda)
Largo do Caldas / Rua da Madalena2
- O ponto exato onde Estêvão Giro caiu, no troço entre a Rua da Madalena e o Largo do Caldas: o testemunho publicado pelo Memória Comum não o precisa.
- Idade: o Museu do Aljube diz que tinha 25 anos, mas indica 1937 como ano de nascimento (o que daria 24 ou 25 anos, consoante a data).
Largo do Carmo e Quartel do Carmo6
- Hora de chegada de Caetano ao Carmo: 05h30 (Jofre Alves) ou 06h00 (Associação 25 de Abril).
- Chegada de Spínola: 17h45 (Comissão Comemorativa, CD25A) ou 18h00 (Associação 25 de Abril); a entrega do poder é situada «pelas 18h30» na página Lugares de Abril.
- Saída da «Bula»: 19h30 (CD25A) ou 19h35 (Associação 25 de Abril).
- O pormenor sobre Maria de Lurdes Rocha só consta da cronologia de Jofre Alves.
- O número de polícia do quartel: o Museu da GNR dá só «Largo do Carmo, 1200-092 Lisboa».
- Outras marcas de memória do 25 de Abril no largo, além da placa dos «Lugares de Abril» (calçada, outras placas): não verificadas.
Largo do Rato (antiga Praça do Brasil)4
- Os fuzilamentos junto ao chafariz do Largo do Rato, a 9 de fevereiro de 1927, só foram lidos na Wikipédia; o Museu do Aljube fala de revoltosos fuzilados, sem dizer onde.
- O número de mortos em Lisboa em fevereiro de 1927: a Wikipédia dá «mais de 70» no resumo e «pelo menos 90» no corpo do artigo.
- Que unidades se revoltaram em 1931: o Museu do Aljube e a Wikipédia falam do Regimento de Caçadores n.º 7, mas o estudo da Secretaria-Geral do Ministério das Finanças põe o Batalhão de Caçadores 7, no Castelo de São Jorge, do lado do Governo, e dá como tomadas Metralhadoras 1 e Artilharia Ligeira 3.
- Quantas pessoas foram levadas da Capela do Rato para a esquadra: 91, o número da «história oficial»; 74 identificadas, segundo o relato policial do capitão Américo Maltez; cerca de 40 na capela às 20h30, segundo os participantes (todos citados por António de Araújo, que não decide); cerca de 60 (Wikipédia).
Comando da Legião Portuguesa3
- A hora: rendição cerca das 13h30 («Movimentações do dia 25 de Abril», Associação 25 de Abril) ou ocupação «pelas 14H00» (página «Lugares de Abril», da mesma associação).
- O edifício exato do comando no Largo da Penha de França, e o que lá está hoje; o ponto no mapa é aproximado.
- Desde quando o comando-geral da Legião esteve na Penha de França.
Liceu de Camões1
- Se a violência policial que João Paulo Guerra situa «após o comício de Humberto Delgado no Liceu Camões» foi a 18 de maio de 1958, ou se houve mais do que uma sessão da campanha no liceu.
Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho (herdeiro do Liceu Maria Pia, o primeiro liceu feminino)3
- As moradas da escola e do liceu antes de 1933: dois blogues (Lisboa de Antigamente, 2016; O Sal da História, 2022) põem a Escola Maria Pia no Largo do Contador-Mor, em Alfama, e o liceu, a partir de 1911, no Palácio Valadares, no Largo do Carmo; nenhuma fonte institucional ou académica consultada o confirma.
- A sucessão de nomes: a biografia de Domitila de Carvalho na Wikipédia diz que o Liceu Maria Pia passou a Liceu de Almeida Garrett em 1917 e só depois a Maria Amália Vaz de Carvalho; a de Maria Guardiola trata o Almeida Garrett e o Maria Amália como liceus diferentes.
- O dia da fundação (23 de fevereiro de 1906, segundo a Wikipédia) e as datas do reitorado de Domitila de Carvalho só foram lidos na Wikipédia.
Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho (herdeiro do Liceu Maria Pia, o primeiro liceu feminino)
Sede da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (Rua dos Castelinhos, 6)5
- Durante quanto tempo a Liga teve sede no n.º 6, e onde ficavam as outras «sedes» que os Roteiros Feministas situam entre o Jardim Constantino e o Martim Moniz.
- O dia da constituição legal da Liga, em fevereiro de 1909.
- O que funciona hoje no n.º 6 e se há no prédio alguma marca da Liga.
- O ponto no mapa marca a rua, não o n.º 6, que não está identificado no OpenStreetMap.
- A quem foi entregue a representação de outubro de 1910, e quando: a Afonso Costa (Toponímia de Lisboa), ao presidente do Governo Provisório a 27 de outubro (jornal «A Capital») ou «em diversos ministérios» no mesmo dia (João Esteves); a Wikipédia dá 27 de novembro e diz que pedia também a revisão do Código Civil e o divórcio. E o dia da assembleia que a aprovou: 26 de outubro (Toponímia de Lisboa, «A Capital») ou 19 de outubro (João Esteves).
Sede da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (Rua dos Castelinhos, 6)
«Mitra» – Asilo da Mitra e 3.º Posto da 14.ª Esquadra da PSP3
- Onde ficava exatamente o posto policial da «Mitra», e se funcionava no recinto do albergue, que era da PSP e servido por agentes seus (Arquivo Histórico da Santa Casa): o ponto no mapa é o do palácio.
- Numa lista de esquadras de Lisboa de 1922, publicada pelo Memória Comum, a 14.ª Esquadra fica no Beato, com postos em Chelas e nos Olivais, e não há posto na Mitra.
- O número de polícia do palácio na Rua do Açúcar: 64 (Toponímia de Lisboa) ou 56 (OpenStreetMap).
«Mitra» – Asilo da Mitra e 3.º Posto da 14.ª Esquadra da PSP
O Século — a redação de «Modas e Bordados»2
- Se as redações de «Modas e Bordados» e de «O Século Ilustrado» funcionavam neste edifício (as fontes situam aqui o jornal).
- A duração da exposição de 1930 (um ou dois meses) e as salas usadas.
Cooperativa «A Padaria do Povo»3
- Quem esteve na assembleia fundadora do MDM: as fontes sobre a cooperativa não falam do MDM.
- A saída dos carbonários na madrugada de 4 de outubro de 1910 só consta do testemunho de José Zaluar à Mensagem de Lisboa.
- Quando foram as ameaças de denúncia registadas nas atas: José Zaluar fala da PIDE, que só existiu a partir de 1945 (antes era a PVDE), e não as data.
Padrão dos Descobrimentos1
- Se os caixotes de 1975 fotografados «junto ao Padrão» estavam no terreiro do monumento ou na doca de Belém: as fontes consultadas não o precisam.
Palácio Burnay (Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina)2
- Em que ano o instituto deixou o palácio: o ISCSP data de 2001 o novo edifício do Alto da Ajuda, inaugurado a 18 de janeiro de 2002, mas não diz quando saiu da Junqueira nem se usou as duas casas ao mesmo tempo.
- Se as obras de reabilitação anunciadas em 2024 já começaram: a 9 de janeiro de 2026, o Correio da Manhã titulava que o palácio estava «ainda à espera de obras», com trabalhos de limpeza e de nivelamento mais complexos do que o previsto (artigo fechado a assinantes; só se leu o título e o subtítulo).
Palácio Burnay (Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina)
Palácio Foz – Secretariado da Propaganda Nacional / Secretariado Nacional de Informação (SPN/SNI)2
- A revista «JJ – Jornalismo & Jornalistas», que publicou o estudo de Joaquim Cardoso Gomes, ilustra com o Palácio Ludovice (Rua de São Pedro de Alcântara, 45) um edifício onde «funcionou o SPN»; não se confirmou em que anos.
- Horários de visita: a página do Museu Nacional do Desporto (IPDJ) só publica o horário do Centro Interpretativo do Jamor, aberto pelo museu em 2019, e não diz se o núcleo do Palácio Foz continua aberto ao público.
Palácio Foz – Secretariado da Propaganda Nacional / Secretariado Nacional de Informação (SPN/SNI)
Palácio da Independência – sede da Mocidade Portuguesa3
- A ocupação do palácio pela Associação dos Deficientes das Forças Armadas depois do 25 de Abril, e a Liga dos Antigos Graduados, só foram lidas na Wikipédia; a Sociedade Histórica confirma a compra (1939), a entrega (1940), a sede da Mocidade Portuguesa (1940), a cedência total (1983) e a saída da ADFA (1993). Falta ler o inventário do SIPA (monumentos.gov.pt, n.º 5257), que não abriu.
- Um decreto de 5 de junho de 1939 (citado pela Wikipédia) mandou entregar o palácio ao Estado «sem outro fim»; a Sociedade Histórica dá a Mocidade Portuguesa aqui instalada em 1940, sem citar diploma.
- Se a Mocidade Portuguesa Feminina teve instalações no palácio: o seu Comissariado Nacional estava, nos anos do boletim (1939-1947), na Praça do Marquês de Pombal, n.º 8 (Hemeroteca Municipal de Lisboa).
Paço de São Cristóvão / Palácio Vagos — Associação de Socorros Mútuos de Empregados no Comércio de Lisboa1
- Se o salão nobre onde decorreu o congresso era o deste palácio: as fontes dizem só «nas dependências» ou no salão nobre da associação, e a compra do palácio em 1913 só foi lida na Wikipédia.
Igreja de Santa Engrácia – Panteão Nacional1
- O paradeiro dos restos mortais de Arajaryr Campos: um blogue de história local de Villanueva del Fresno diz que os dois foram enterrados no cemitério da vila como desconhecidos e que os dela foram exumados a 8 de junho de 1965 e levados para Madrid, a caminho do Brasil; falta uma fonte institucional que o confirme e diga onde está sepultada.
Parque Eduardo VII2
- O ponto exato do parque, tanto da manifestação de 1975 como da entrega das instruções em 1974; a coordenada é o centro do parque.
- O número de homens que desfizeram a manifestação (cerca de dois mil é a estimativa da reportagem).
Fortaleza de Peniche — a cadeia política1
- Quem eram as seis mulheres de presos detidas em dezembro de 1963, no protesto junto às muralhas.
Penitenciária de Lisboa1
- O dia da inauguração: a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais dá só o ano em que entraram os primeiros presos, 1885, e o subdiretor da Penitenciária, em 1888, o mês (setembro de 1885); o dia 2 de setembro aparece em resumos do SIPA (monumentos.gov.pt), cuja página não abriu.
Posto de Comando do MFA – Regimento de Engenharia n.º 1 (Quartel da Pontinha)2
- A hora a que Caetano chegou: a Associação 25 de Abril regista Spínola aqui, com os membros do Governo presos, às 20h30; a cronologia de Jofre Alves põe a chaimite «Bula» aqui às 21h00; a Comissão Comemorativa diz que, levantado o cerco às 19h30, a coluna levou hora e meia a fazer cerca de 11 km.
- Se já foi posta no quartel a placa dos «Lugares de Abril» da Câmara de Lisboa e da Associação 25 de Abril: em março de 2024 esperava pelo fim das obras.
Posto de Comando do MFA – Regimento de Engenharia n.º 1 (Quartel da Pontinha)
Praça do Império1
- O dia da manifestação junto aos Jerónimos: a peça da RTP está datada só de janeiro de 1975.
Rádio Clube Português (estúdios da Rua Sampaio e Pina)3
- A hora da ocupação: 3h12 (cronologia de Jofre Alves), 3h20 ou 3h32 (Associação 25 de Abril, nas suas duas páginas) ou 3h30 (Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril).
- Quem comandava o grupo de oficiais que ocupou a emissora: a Associação 25 de Abril diz que a emissora foi ocupada pelo «Grupo de Comandos n.º 10» e põe o major Costa Neves à cabeça da lista dos oito oficiais, sem lhe chamar comandante; a cronologia de Jofre Alves diz que a estação ficou defendida pela companhia do BC 5 e pelo «10.º Grupo de Comandos, comandada pelo capitão Mendonça de Carvalho». Nenhuma das fontes chama comandante a Costa Neves.
- O que funciona hoje no n.º 24 da Rua Sampaio e Pina, e onde fica ao certo a placa dos «Lugares de Abril».
Rádio Renascença (estúdios da Rua Capelo)1
- Se o hotel tem alguma placa ou marca que lembre a «Grândola» de 1974: não se confirmou no local.
Quartel do Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1 (RAL 1, depois RALIS)2
- A hora do cessar-fogo: 13h00 segundo Ricardo Noronha (Ler História); a RTP dá o acordo entre os comandantes pelas 14h30.
- As circunstâncias da morte de António Ramalho Fialho, a 12 de março de 1975 (morto a tiro por militares do RALIS, depois de uma frase «reaccionária», segundo o Observador), só se leram numa fonte; falta a imprensa da época (Diário de Lisboa, 12–13 de março de 1975, na Casa Comum).
Quartel do Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1 (RAL 1, depois RALIS)
Redação do jornal «A Capital» (Rua do Norte, 3)3
- O ponto no mapa é aproximado: o n.º 3 da Rua do Norte não está identificado, e o ponto fica na Praça de Luís de Camões, junto à esquina.
- Até quando a redação de «A Capital» esteve neste prédio.
- O número da casa onde Virgínia Quaresma morou na Rua do Norte, e em que anos.
Reitoria da Universidade de Lisboa2
- O dia em que Marcelo Caetano falou aos estudantes da varanda da Reitoria.
- Se alguma estudante falou nos plenários diante da Reitoria: as fontes consultadas só documentam a intervenção de Isabel do Carmo no Estádio Universitário.
Palacete de São Bento – residência oficial de Salazar1
- Segundo a Wikipédia, o palacete era desde dezembro de 1934 um colégio de raparigas das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, que teve de sair quando o Estado o expropriou; a página da congregação fala de um colégio aberto em 1934 a pedido do patriarca de Lisboa e instalado em 1938 na Rua de São Félix, sem nomear o palacete.
Rossio (Praça de D. Pedro IV)1
- O dia da ação dos porcos das Brigadas Revolucionárias: o Museu do Aljube diz só que foi «dias depois» da reeleição de Américo Tomás, a 25 de julho de 1972.
Estúdios da RTP no Lumiar2
- O bloqueio do emissor de Monsanto e a declaração lida por Fialho Gouveia às 18h40 só constam da cronologia de Jofre Alves.
- O que há hoje no n.º 44 da Alameda das Linhas de Torres: as coordenadas marcam o troço da alameda, não o edifício.
Rua Angelina Vidal1
- Se as placas da rua trazem a legenda de 1924, «Ilustre Conferencista e Propagandista da Emancipação Social».
Rua do Arsenal e Avenida da Ribeira das Naus3
- O posto de Fernando Sottomayor: aspirante (Associação 25 de Abril, Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril) ou alferes miliciano (cronologia de Jofre Alves; Toponímia de Lisboa, 2019; o cabo Alves Costa, apontador do carro, ao Correio da Manhã, 2014). Falta o registo militar (Arquivo Histórico Militar ou a Ordem do Exército), ou o artigo «A cavalaria em 25 de abril de 1974» da Revista Portuguesa de História Militar, que não abriu.
- As horas: a Associação 25 de Abril situa os confrontos entre as 6h30 ou 7h00 e as 10h30, e a agressão ao tenente Assunção às 10h45, como Jofre Alves; a Comissão Comemorativa põe o confronto da Rua do Arsenal às 10h30.
- Se o brigadeiro disparou dois tiros para o ar antes de recuar para a Rua do Arsenal: só a cronologia de Jofre Alves o diz.
Rua do Carmo — os cravos de Celeste Caeiro2
- Se Celeste ia para casa (morava no Chiado) ou para o Rossio de metro: os relatos publicados divergem.
- A hora do encontro: as fontes só dizem que foi de manhã ou perto do meio-dia.
Rua da Creche (local do assassinato de José Dias Coelho)4
- O ponto no mapa marca a rua, não o n.º 30, que não está identificado no OpenStreetMap.
- A hora do crime: «ao princípio da noite» (A Voz do Operário) ou «em pleno dia» (Toponímia de Lisboa).
- Quantos agentes: três, nomeados pelo Memória Comum, ou cinco, saídos de uma viatura, segundo A Voz do Operário.
- Onde e em que suporte está inscrita a frase de Dias Coelho no lugar do crime, e desde quando.
Ruas das feministas republicanas na Quinta dos Condes de Carnide1
- O texto atual das placas da Rua Adelaide Cabete e da Rua Ana de Castro Osório (se a de Adelaide Cabete repete o erro «1877»).
Ruas das feministas republicanas na Quinta dos Condes de Carnide
Ruas das pioneiras no Bairro de Caselas2
- As legendas das placas das outras ruas (só a da Rua Aurora de Castro está documentada).
- Quantos nomes de mulheres deu o edital de 1988: a Toponímia de Lisboa diz que, além de Carolina Ângelo, cinco dos onze restantes topónimos são de mulheres, mas a lista que publica tem seis (Leonor Pimentel, Alice Pestana, Virgínia Quaresma, Aurora de Castro, Olga Morais Sarmento e Sara Afonso).
Estação de Santa Apolónia1
- O texto exato da lápide de 2008.
Sé Patriarcal de Lisboa1
- O horário de visita: a página «Horários» da Sé e o rodapé do mesmo sítio dão horários diferentes para os meses de verão.
Sede dos Serviços de Censura / Exame Prévio (1969-1974)3
- Coordenadas aproximadas (troço da rua); o n.º 125 não está geocodificado no OpenStreetMap.
- Sequência de 25-26 de abril: um texto da revista «JJ – Jornalismo & Jornalistas», no mesmo número do estudo de Cardoso Gomes, diz que os censores fugiram da Rua da Misericórdia uma ou duas horas depois de o República sair, a 25; Cardoso Gomes fala de assalto popular na manhã de 26. Ambas as versões podem ser compatíveis.
- O uso atual do edifício e se tem placa evocativa: não verificados.
Palácio Camarido – sede da FNAT1
- O número de porta do palácio: a Fundação INATEL dá hoje como sede a Calçada de Santana, 180, e diz que é o mesmo edifício onde a FNAT se instalou em 1946; o ponto no mapa é o do n.º 164, na mesma calçada.
Sede da PVDE / PIDE / DGS9
- A hora dos disparos de 25 de abril: «por volta das 20h15» (Associação 25 de Abril), «perto das 20h30» (Museu do Aljube), 21h00 (cronologia da Comissão Portuguesa de História Militar); a placa de 1980 diz «na tarde». A rendição de 26 de abril: cerca das 9h00 ou das 9h30.
- Coordenadas: o n.º 22 não está geocodificado no OpenStreetMap; usou-se o ponto do troço da rua devolvido pelo Nominatim.
- Nome comercial atual do condomínio: a Esquerda.net (2009) refere o «site do Paço do Duque»; não se confirmou se a designação se mantém em 2026.
- A cronologia da CPHM regista ainda que um elemento da DGS capturado na rua foi abatido a tiro quando tentava fugir; não se encontrou confirmação noutra fonte.
- António Lopes Almeida (1949): a Comissão 50 Anos situa a morte numa sala do 3.º piso da sede; o Memória Comum diz que morreu na Cadeia do Aljube, a 21/1/1949.
- Disparos anteriores: Jofre Alves (CD25A) refere rajadas às 13h30 com cinco feridos e um morto às 16h15 — não confirmado noutras fontes.
- Número de porta: 22 (Associação 25 de Abril, Time Out) ou 20 (Observador).
- O texto exato e a localização atual das placas de 1980 e de 2010 — se continuam no mesmo sítio — e qual delas a de 2024 veio substituir: «a que existia até então, mas que não continha dados correctos», segundo o Olhares de Lisboa.
- As cinco «Mulheres do Couço», presas em 1962, terão sido interrogadas e torturadas nesta sede — só a Wikipédia o diz. O testemunho de uma delas, Maria Custódia Chibante (Esquerda.net, «Mulheres de Abril»), não o confirma: diz que foi presa a 27 de maio de 1962 (a Wikipédia dá 27 de abril), que o primeiro interrogatório foi em Caxias e que, das duas vezes que a levaram à Rua António Maria Cardoso, só houve ameaças; não diz onde foram os interrogatórios com espancamentos e «estátua».
Sociedade Nacional de Belas-Artes3
- As salas usadas e a data da palestra de Manuela Porto.
- Se há alguma marca da exposição no edifício.
- A carta de Maria Lamas a Eugénio Bento Ferreira, de 6 de março de 1947 («um êxito estrondoso»; a imprensa católica viu no Conselho «um perigo de morte para a Mulher e a Moral»), só foi lida tal como a cita a Wikipédia, a partir do livro «Cartas de Maria Lamas» (Campo das Letras, 2004), que não se consultou.
Sociedade Portuguesa de Escritores (sede)2
- O ponto no mapa é aproximado: está na Rua da Escola Politécnica, não à porta do n.º 20.
- Quem fez o assalto: «bandos de desconhecidos, apoiados por elementos da PIDE» (memorial da APE, 1983) ou «um grupo de agentes da PIDE e de legionários» (RTP).
Campo de Concentração do Tarrafal (Cabo Verde)1
- Quantos presos vieram na primeira leva: 157 (Comissão Comemorativa), 152 (Museu do Aljube) ou 151 (Memória Comum, dossier Tarrafal).
Teatro São Luiz1
- O dia do espetáculo de canto livre: a RTP Arquivos data de 24 de maio de 1974 a gravação que a Emissora Nacional emitiu, sem dizer se é o dia do espetáculo ou o da emissão.
Teatro Vasco Santana (antiga Feira Popular)5
- O ponto exato do teatro dentro da antiga Feira Popular: as legendas de fotografias de 1961 e de 1972 situam-no na Avenida da República, e em 2015 dizia-se que o edifício dava para a avenida; o ponto do mapa é o da Feira (Wikidata), na faixa do terreno junto à avenida.
- Em que sala estreou «Lisboa 72-74», a peça em que se ouviu pela primeira vez «Somos Livres»: nenhuma fonte o diz, e a lista das peças em cena no Teatro Vasco Santana publicada pelo Restos de Colecção não a inclui (em 1974 regista só «O mar», em março e abril).
- O dia do espetáculo do Movimento de Libertação das Mulheres: o recorte de «O Século» diz «ontem», mas não traz data; a Casa Comum data-o de 1974.
- Quando fechou o teatro: em 2003, com a Feira (Restos de Colecção), ou em 2006 (Lisboa de Antigamente).
- Se ainda resta alguma coisa do edifício: em 2015 estava em ruínas (Misérias de Lisboa), e o terreno está hoje em obras.
Teatro Villaret3
- O dia do primeiro «Zip-Zip»: 26 de maio de 1969 no vídeo da RTP Arquivos; a fotografia de Almada Negreiros nessa primeira emissão, também da RTP Arquivos, está datada de 24 de maio.
- Se todos os programas do «Zip-Zip» se gravaram aqui: a RTP Arquivos situa no Teatro Villaret os excertos que guarda de maio a outubro de 1969, mas a página do último programa, de 29 de dezembro, não diz a sala.
- Se há no teatro alguma placa ou marca que lembre o «Zip-Zip»: não se encontrou nenhuma fonte que o diga.
Terreiro do Paço (Praça do Comércio)2
- Quem impediu a fragata de disparar: a Associação 25 de Abril atribui-o ao imediato, o primeiro-tenente Fernando Luís Caldeira Ferreira dos Santos (o nome completo está no espólio de Seixas Louçã, no Centro de Documentação 25 de Abril; a Associação chama-lhe «Caldeira dos Santos», Jofre Alves «Ferreira dos Santos»); a Comissão Comemorativa fala da tripulação, que estava «com o Movimento»; o relatório da Marinha de 1976, do almirante Fernando Santos Silva, dá a decisão ao comandante, Seixas Louçã. O relatório e os depoimentos dos oficiais (Anais do Clube Militar Naval, 1994) não se leram diretamente.
- Em que ponto da praça está a placa dos «Lugares de Abril».
A Voz do Operário2
- As duas fotografias da Casa Comum dão datas diferentes (28/1 e 10/2/1949) para o «comício de Lisboa (Voz do Operário)»: falta saber se houve dois comícios ou se uma das datas é da catalogação.
- Se o comício de 10/2/1949 foi já depois da decisão de desistir da candidatura: o Museu do Aljube diz que Norton de Matos anunciou a desistência «a três dias das eleições», marcadas para 13 de fevereiro (o que daria 10 de fevereiro), e a Wikipédia dá o dia 12; a Casa Comum guarda um comunicado de Norton de Matos «À Nação», sobre a candidatura, datado de sábado, 12 de fevereiro de 1949 (fundo Alberto Pedroso, 09768.020), que não se leu e será provavelmente o da desistência; o Aljube legenda a fotografia do comício da Voz do Operário só com «fevereiro de 1949».
Pessoas · 83
Adelaide Cabete2
- Com quem partilhava o consultório dos Restauradores, e em que andar: com a sobrinha, a dentista Maria Brazão, no 2.º andar (Toponímia de Lisboa), ou com a irmã, Maria Brazão, e o sobrinho Arnaldo Brazão, no 1.º andar (FCSH+Lisboa).
- Se dirigiu a revista «Alma Feminina»: a Toponímia de Lisboa e a Wikipédia dizem que a fundou e dirigiu entre 1920 e 1929; a Biblioteca Nacional dá como diretora, desde 1917, Maria Clara Correia Alves.
Agostinho Neto1
- As datas das passagens pelo Aljube depois da prisão de 1960: o Memória Comum diz que voltou ao Aljube em outubro de 1962 e lá ficou até março de 1963, o que não bate com a fuga de 30 de junho de 1962, que o mesmo texto conta; a Wikipédia põe uma passagem breve pelo Aljube em 1962, com libertação em março. As prisões de 1950 e 1951 que a Wikipédia dava não aparecem no Memória Comum, que dá a primeira a 23 de março de 1952.
Albina Fernandes1
- Onde morreu e onde se fez o funeral, que se tornou uma manifestação de protesto: as fontes dizem apenas Lisboa.
Alda do Espírito Santo3
- Se foi fundadora do Centro de Estudos Africanos, como diz a Wikipédia: António Tomás Medeiros conta que o Centro era dirigido por Mário Pinto de Andrade, Amílcar Cabral, Francisco José Tenreiro e António Domingues, e que se instalou na casa onde ela vivia por intermédio de Mário de Andrade.
- O dia da morte: 9 de março de 2010 (Wikipédia; Memória Comum) ou 10 de março (African Studies Centre Leiden). A idade decide-se pelas datas: nascida a 30 de abril de 1926 — dia que o Centro de Leiden confirma —, morreu com 83 anos, como diz Leiden; os 82 do Memória Comum não batem com elas.
- O dia do massacre de Batepá: 3 de fevereiro de 1953, segundo o Museu do Aljube, que a cronologia segue; 5 de fevereiro, em Trindade, segundo o Memória Comum.
Alfredo Assunção1
- As datas de nascimento e de morte de Alfredo Correia Assunção: tinha 28 anos a 25 de abril de 1974 (RTP/Antena 1, «25 heróis do 25 de Abril»). O registo das Ordens Honoríficas tem um «Assunção, Alfredo Correia de Mansilha (Tenente-coronel)», comendador da Ordem do Infante D. Henrique (1996) e grande-oficial da Ordem da Liberdade (2006) — provavelmente ele, mas nenhuma fonte lida o confirma.
Alice Pestana3
- Se foi cofundadora da Sociedade Altruísta (Toponímia de Lisboa) ou se entrou para ela depois de criada por José Pessanha (Wikipédia).
- Se a Liga Portuguesa da Paz foi a primeira organização feminista portuguesa, como diz a Wikipédia; a Toponímia de Lisboa não o afirma, e a Dignipédia Global chama-lhe «incubadora» do movimento feminista e à sua Secção Feminina (1906) «uma das primeiras expressões» dele.
- Os lugares de Lisboa ligados à sua vida e ao seu trabalho: as fontes não dão moradas.
Ana de Castro Osório1
- Quem fundou «A Sociedade Futura»: Ana de Castro Osório (Toponímia de Lisboa) ou Olga de Moraes Sarmento e o marido, Manuel João da Silveira (Wikipédia). A Dignipédia Global diz só que fez parte da direção da revista (1902).
Ana Maria Teodósio1
- O ano de nascimento (1945) vem só da Wikidata.
Angélica Viana Porto2
- Se dirigiu a comissão da Escola Maternal de 1907, como diz a Wikipédia, ou se apenas fez parte dela, como diz o blogue Silêncios e Memórias.
- Os anos da vice-presidência do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas: 1928, segundo o blogue Silêncios e Memórias, a partir de uma fotografia da direção; 1929, 1931–1934 e 1936, segundo a Wikipédia, que acrescenta a presidência honorária em 1937.
Angelina Vidal2
- O nome completo: «Angelina Casimira do Carmo da Silva Vidal» (Toponímia de Lisboa) ou «Angelina Casimira da Silva Vidal» (Wikipédia).
- O apelido do marido: «Campo Vidal» (Toponímia de Lisboa) ou «Campos Vidal» (Wikipédia, que dá o mesmo apelido aos filhos).
António de Spínola1
- A hora a que chegou ao Quartel do Carmo a 25 de abril: pelas 17h45 (Comissão Comemorativa dos 50 Anos) ou às 18h00 (Associação 25 de Abril).
Arajaryr Campos2
- O lugar exato da emboscada: perto de Badajoz, segundo o Museu do Aljube; perto de Olivença, segundo o Panteão Nacional (ver Humberto Delgado); «a cerca de cinco quilómetros de Villa Nueva del Fresno, nas cercanias de Badajoz», segundo o Memória Comum.
- Onde estão hoje os seus restos mortais: as fontes só dão a trasladação de Humberto Delgado, para Lisboa em 1975 e para o Panteão Nacional em 1990.
Aurora de Castro e Gouveia2
- As datas completas do nascimento e da morte: a Toponímia de Lisboa só dá os anos, 1891 e 1931.
- A morada do cartório em Alcântara e a data em que foi nomeada notária.
Aurora Rodrigues1
- O ano de publicação de «Gente Comum – Uma História da PIDE»: o Memória Comum diz só que aceitou, em 2009, reconstruir a sua experiência para o livro.
Carlos Albino1
- A data de nascimento: o Jornal do Algarve dá-lhe 28 anos em abril de 1974 e 77 em abril de 2022 (cerca de 1945), sem dar o ano exato. O nome completo vem do registo das Ordens Honoríficas, onde «Guerreiro, Carlos Manuel Albino (Jornalista)» é feito comendador da Ordem da Liberdade a 2 de abril de 2025 — o único Carlos Albino jornalista agraciado, o que bate com a condecoração noticiada pelo Jornal do Algarve.
Carolina Beatriz Ângelo5
- O dia da morte: segue-se 3 de outubro de 1911, com o Dicionário de Médicos Portugueses, a FCSH, João Esteves («História Constitucional», 2014), a Dignipédia Global e a Wikipédia; a Toponímia de Lisboa diz 2 de outubro e a Assembleia da República 13. A Wikipédia diz que morreu «pelas 2 horas da manhã», o que pode explicar a data de 2. Falta ver o registo de óbito.
- O ano em que entrou na Loja Humanidade: 1907, segundo a Toponímia de Lisboa, João Esteves («História Constitucional», 2014) e a Dignipédia Global; 1906, segundo a FCSH, a partir de Isabel Lousada.
- Se a Loja Humanidade em que foi iniciada é a mesma que, segundo a Wikipédia, Deolinda Lopes Vieira ajudou a fundar em 1923, já na Ordem Maçónica Mista «O Direito Humano»: nenhuma das fontes o diz.
- Onde funcionava a 1.ª Vara Cível, cujo juiz decidiu o recurso para o recenseamento: o historiador João Esteves diz que o recurso foi entregue no Tribunal da Boa-Hora, a 24 de abril de 1911; as outras fontes não dizem onde.
- Onde está sepultada: num jazigo do Cemitério dos Prazeres, segundo a Wikipédia; nenhuma outra fonte o confirma.
Cecília Supico Pinto3
- O dia e o lugar do nascimento e o lugar da morte vêm só da Wikidata e da Wikipédia: 30 de maio de 1921, em Lisboa (freguesia dos Mártires), e Cascais. O dia da morte, 25 de maio de 2011, confirma-se na nota de óbito publicada nesse mês pelo portal de antigos combatentes Ultramar Terraweb; as outras notícias de então e a ficha do Arquivo de História Social repetem a Wikipédia.
- Que o «Retrato de Mónica» se inspirou nela só o diz a Wikipédia, sem fonte citada.
- A sede do Movimento Nacional Feminino em Lisboa: Rua Presidente Arriaga, 6, segundo a Wikipédia, sem outra fonte.
Celeste Caeiro2
- O ponto exato da entrega do cravo (ver a Rua do Carmo).
- A função no restaurante: «empregada de mesa e costureira» (A Mensagem de Lisboa); outros relatos dizem só que trabalhava no restaurante.
Cesina Bermudes3
- O ano da licenciatura: 1932 (Toponímia de Lisboa) ou 1933 (CIG e Movimento Democrático de Mulheres, que dá o internato geral em 1933/34; a Wikipédia hesita entre os dois).
- O pioneirismo do doutoramento: a CIG diz que foi a primeira portuguesa doutorada em obstetrícia; a Wikipédia, que foi a segunda mulher a doutorar-se na Faculdade de Medicina de Lisboa, depois de Domitila de Carvalho; o Movimento Democrático de Mulheres, que foi a primeira mulher doutorada em Medicina.
- A «Comissão Feminista» cujas reivindicações apresentou em Santarém: o nome é o da CIG, que não diz que comissão era; a Wikipédia põe-na entre as dirigentes da Comissão Eleitoral Feminina da candidatura em Lisboa e na Comissão Central do Movimento Nacional Democrático Feminino. Não se confirmou se é uma destas; o texto cita a CIG.
Clarisse Guerra1
- As datas de nascimento e de morte de Clarisse Guerra e o resto do seu percurso: Rogério Santos (Universidade Católica) confirma que era locutora de programas e de continuidade do Rádio Clube Português e cita uma entrevista dela no Arquivo da RTP (AHD 14915, 1993), que não se ouviu.
Conceição Matos2
- Quando acabou a segunda prisão, de setembro de 1968: o Memória Comum fala de dois meses e alguns dias de isolamento em Caxias, e o PCP de Lisboa (2024) de «mais de dois meses» em isolamento total; a Wikipédia diz que só foi libertada em meados de 1969.
- O dia e o mês do nascimento: as fontes dão só o ano, 1936.
Deolinda Lopes Vieira4
- O dia da morte: 6 de junho de 1993, segundo a Wikipédia; 8 de junho, segundo João Esteves (Silêncios e Memórias).
- A morada exata da Escola-Oficina n.º 1, no Largo da Graça.
- Se o salão nobre onde se reuniu o congresso de 1924 era o do Palácio Vagos, que pertence à associação desde 1913.
- Se a Loja Humanidade que ajudou a fundar em 1923, no Direito Humano, é a mesma em que antes se tinham iniciado Maria Clara Correia Alves, no Grande Oriente Lusitano, e Carolina Beatriz Ângelo, em 1906 ou 1907: as biografias delas não o dizem.
Domitila de Carvalho2
- Os anos em que foi reitora do Liceu D. Maria Pia: da fundação, em 1906, a novembro de 1912, segundo a Wikipédia; as outras fontes não dão datas.
- O papel de interlocutora entre Salazar e a antiga rainha D. Amélia e a defesa do crucifixo nas escolas, em 1936, vêm só da Wikipédia. O perfil da Assembleia da República confirma o resto do retrato político e regista que interveio, na sessão de 1935–1936, na discussão da proposta que reorganizava o Ministério da Instrução — falta ver o Diário das Sessões.
Elina Guimarães1
- O ano do artigo contra Júlio Dantas na «Vida Académica»: 1922 (Toponímia de Lisboa) ou 1925 (Wikipédia). Ela própria, numa entrevista de 1983 citada por Fernanda de Almeida Pinheiro («Faces de Eva», n.º 52), diz só que o escreveu quando estava na Faculdade e que foi por ele que Adelaide Cabete a convidou para o Conselho — onde entrou em 1925, segundo Anne Cova (mesma revista).
Emídio Santana3
- O papel de Emídio Santana no atentado: a Wikipédia dá-o como um dos autores; o Museu do Aljube fala de um atentado «normalmente atribuído» a anarquistas como ele, em ligação com outros elementos da Frente Popular; o Memória Comum fala de um grupo heterogéneo — motoristas de táxi de Lisboa, dirigentes anarquistas, «com destaque para Emídio Santana», e alguns militantes do PCP a título individual.
- Se chegou a cumprir a pena de degredo, e onde: a sentença de 1939 dava, em alternativa, 25 anos de degredo numa «possessão de 1.ª classe», e as fontes só dizem que passou pelas penitenciárias de Lisboa e de Coimbra e que foi libertado em 1953.
- Boa parte da biografia vem da Wikipédia, que se apoia nas memórias do próprio Emídio Santana e no seu espólio no Arquivo Histórico-Social; o percurso prisional confirma-se no Memória Comum.
Ermelinda Duarte2
- O ano e o lugar de nascimento vêm só da Wikipédia (6 de outubro de 1946, Lourenço Marques).
- Quando saiu o single de «Somos Livres»: a peça «Lisboa 72-74» estreou no fim de 1974 (RTP Memória, «Gramofone») e a gravação veio depois, por convite da Valentim de Carvalho, que data o single de 1975; não se encontrou o mês.
Estêvão Giro2
- O dia do nascimento: o Museu do Aljube dá só o ano, 1937, e diz que tinha 25 anos quando morreu, a 1 de maio de 1962 — o que pede um nascimento até 1 de maio de 1937.
- O ponto exato onde caiu, no Largo ou na Rua da Madalena: o testemunho de Adalberto Ribeiro (Memória Comum) põe ali a queda e no Largo do Caldas só a chegada, já morto, ao posto médico.
Eurico Figueiredo2
- O ano da rutura com o PCP: a Wikipédia e o Observador (2025) dizem 1967 e ligam-na à invasão da Checoslováquia, que foi em agosto de 1968.
- Quando foi Eurico Figueiredo expulso da universidade: o Museu do Aljube, ao contar a prisão de 28 de maio de 1962, diz que não chegou a tomar posse nas RIA por ter sido expulso; a Comissão Comemorativa 50 Anos e a Wikipédia põem-no entre os 21 estudantes excluídos por trinta meses, por um despacho do fim de junho.
Fernanda Botelho1
- Em que sessão do julgamento das «Novas Cartas Portuguesas» depôs: a Wikipédia nomeia-a entre as testemunhas de defesa, sem data.
Fernando Giesteira2
- A idade e a terra natal: 18 anos e natural de Salto, Montalegre, segundo o Museu do Aljube e o 7Margens, o que bate com a data de nascimento; 17 anos e natural de Vila Pouca de Aguiar, segundo o Esquerda.net e a Memória Comum, que o dá nascido em Vreia de Jales.
- O nome do pai: Amândio Gomes Giesteira, segundo o Museu do Aljube e a Memória Comum; Armando Gomes Giesteira, segundo o 7Margens.
Fernando Reis1
- O local da morte: «ao que tudo indica» o Hospital Militar da Estrela, segundo o Museu do Aljube.
Fernando Sottomayor2
- O posto: aspirante, segundo a Associação 25 de Abril e a Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril; alferes miliciano, segundo a cronologia de Jofre Alves, que dá o nome completo; «o alferes Sottomayor», segundo o cabo apontador José Alves Costa ao Correio da Manhã (2014).
- As datas de nascimento e de morte, e o que lhe aconteceu depois do 25 de Abril. O registo das Ordens Honoríficas tem um «Sottomayor, Fernando Carlos Cerqueira Gomes (Tenente)», grande-oficial da Ordem da Liberdade a 26 de fevereiro de 2021 — talvez ele, mas não se confirmou.
Glória de Matos1
- O dia e o lugar do nascimento (Lisboa, 30 de maio de 1936) vêm da Wikidata; a RTP dá-lhe 89 anos à data da morte.
Helena Cabeçadas2
- Que liceu frequentava: a ficha do Museu do Aljube refere o Liceu D. Filipa de Lencastre e o Liceu Rainha D. Leonor, sem dizer qual.
- Quem a interrogou em 1965: «o reitor da Universidade», segundo a ficha do Museu do Aljube. Era então aluna do liceu, e os liceus também tinham reitor; não se confirmou noutra fonte de qual dos dois se trata.
Helena Félix1
- O dia da morte: 7 ou 17 de março de 1991 — a Toponímia de Lisboa dá as duas datas, e a Wikidata só o ano.
Helena Neves1
- O dia da libertação: 25 de abril (Museu do Aljube; Memória Comum: «restituída à liberdade pelo Movimento das Forças Armadas a 25 de Abril») ou a madrugada de 27, quando saíram os presos de Caxias (imprensa da época citada pelo Esquerda.net).
Helena Roseta1
- Se foi uma das fundadoras do Botequim: assim o dizem a FCSH+Lisboa e o Museu do Aljube (que escrevem «Isabel Meireles»); a cronologia de «O Essencial sobre Natália Correia» (Imprensa Nacional, 2024) dá o bar como propriedade de uma sociedade de Natália Correia e Isabel Meyrelles, e não a nomeia.
Humberto Delgado2
- O lugar da morte: Badajoz (Museu do Aljube, Comissão Comemorativa dos 50 Anos) ou perto de Olivença (Panteão Nacional; a Wikipédia precisa: Los Almerines, junto a São Rafael de Olivença). Os corpos só foram encontrados em abril de 1965, em Villanueva del Fresno; o Memória Comum, na biografia de Arajaryr Campos, situa o crime «a cerca de cinco quilómetros» dessa vila.
- Quando começou a dissidência: a partir dos anos 1940 (Museu do Aljube) ou nos anos 1950 (Comissão Comemorativa dos 50 Anos).
Isabel do Carmo1
- O dia da prisão de 1972 e os lugares exatos das duas prisões (a de 1970 foi a 22 de maio, segundo o Memória Comum).
João Paulo Diniz1
- O ano de nascimento, 1949, vem da Wikidata; a CNN Portugal (2024) diz que tinha 25 anos em abril de 1974, o que dá 1948 ou 1949.
Joaquim Furtado2
- A data e o lugar de nascimento só estão na Wikidata.
- Que foi ele a ler também o segundo comunicado, às 4h45: a cronologia de Jofre Alves di-lo; a Associação 25 de Abril regista o comunicado sem dizer quem o leu.
José Dias Coelho1
- A hora do crime: «em pleno dia» (Toponímia de Lisboa) ou «ao princípio da noite» (Voz do Operário).
Junqueira dos Reis1
- As datas de nascimento e de morte, e o que lhe aconteceu depois do 25 de Abril (o nome completo vem do registo das Ordens Honoríficas, onde aparece como brigadeiro-general).
Leite de Vasconcelos2
- Se o locutor é o jornalista e escritor Teodomiro Leite de Vasconcelos (Arcos de Valdevez, 1944 – Maputo, 1997), como diz a Wikipédia; por isso não se indicam aqui datas de nascimento e de morte.
- A mesma Wikipédia dá-o como locutor em direto nessa noite; a Associação 25 de Abril diz que estava de folga, que a sua voz foi gravada na véspera e que o locutor de serviço era Paulo Coelho.
José Luandino Vieira1
- O dia em que o júri da SPE decidiu o prémio: o República de 19 de maio de 1965 diz que os prémios foram comunicados «hoje»; a Wikipédia sobre Luandino dá 21 de maio, que é o dia do assalto à sede. Falta saber em que dia reuniu o júri.
Luís Cília1
- Se Luís Cília e José Mário Branco vieram no mesmo avião de Álvaro Cunhal, a 30 de abril de 1974: a reportagem da RTP não o diz.
Luísa Basto1
- O ano de nascimento, 1947, tira-se da idade dada na entrevista de 2021 e da Wikipédia (que dá 10 de maio de 1947).
Luísa Tito de Morais1
- O local e o dia do nascimento: o Museu do Aljube dá apenas o ano, 1942.
Madalena Barbosa2
- O dia de nascimento: 13 de março de 1942, segundo a Wikipédia em inglês; a CIG e a Assembleia Municipal de Lisboa dão só o ano, e a notícia da RTP de 21 de fevereiro de 2008 diz que morreu «aos 66», o que não bate com essa data (teria 65). Fica só o ano.
- O ano em que entrou para a Comissão da Condição Feminina: 1980, segundo a Wikipédia em inglês; a CIG diz só «na década de 1980».
Manuel Freire1
- O ano e o lugar de nascimento (1942, Vagos) vêm da Wikidata.
Manuel Serra1
- A fuga do Aljube e os pormenores da tortura só aparecem na Wikipédia, que cita o Público de 2010.
Manuela Porto2
- O dia da palestra sobre Virginia Woolf: a exposição esteve aberta de 4 a 12 de janeiro de 1947, e as fontes não dizem em que dia ela falou.
- Em que sede trabalhou como vice-presidente do CNMP: na Praça dos Restauradores ou já na Travessa da Fábrica das Sedas, nas Amoreiras, para onde o Conselho se mudou em 1946.
Margarida Tengarrinha1
- A morada da casa clandestina de Lisboa onde viveu com José Dias Coelho e onde funcionou o gabinete de falsificação de documentos.
Maria Alda Nogueira2
- O dia do julgamento (22 de outubro de 1960) e o lugar da prisão (num táxi, na Avenida da Liberdade) só aparecem na Wikipédia.
- A placa de homenagem descerrada em 2024 na Rua José Dias Coelho, em Alcântara, referida só na Wikipédia.
Maria Antónia Fiadeiro3
- O ano de «Aborto, o crime está na lei»: 1984, segundo a CIG e a lista de obras da Wikipédia; a introdução da mesma Wikipédia diz 1978.
- Se a redação de «Mulher – Modas e Bordados» ficava no edifício d'O Século em 1974–1975.
- Que foi presa no aeroporto de Lisboa: a Wikipédia diz só «no aeroporto», e a CIG diz que foi presa em 1972, quando regressava do Brasil.
Maria Antónia Palla2
- Em que tribunal de Lisboa foi julgada, em 1979.
- Se a redação de O Século Ilustrado ficava no edifício do jornal, na Rua de O Século.
Maria Barroso2
- De que estação partiu o comboio em que regressaram: a cronologia de Mário Soares na Fundação diz que o Sud Express partiu a 27 de abril de 1974 (Soares tinha ido de Bona para Paris a 25), sem nomear a estação.
- Quando foi proibida de ensinar no ensino público: a exposição da Assembleia da República não dá datas, e a Fundação Mário Soares e Maria Barroso só dá o indeferimento da licença de ensino particular, em 1959.
Maria Cândida Parreira1
- Onde e quando publicou a explicação sobre a escolha de Salazar: Irene Flunser Pimentel cita-a sem indicar a origem.
Maria Clara Correia Alves2
- As datas e os lugares do nascimento, do casamento e da morte vêm só da Wikipédia, que cita os registos paroquiais e civis.
- Até quando dirigiu a «Alma Feminina»: até 1920, segundo a Wikipédia; o registo da Biblioteca Nacional, que cobre a revista de 1917 a 1946, dá-a como diretora, sem datas.
Maria da Conceição Moita1
- A fuga para Paris que preparava quando foi presa vem só da Wikipédia, que cita o livro «Os Últimos Presos do Estado Novo», de Joana Pereira Bastos. (O dia da prisão, 6 de dezembro de 1973, confirma-o o Memória Comum.)
Maria de Lourdes Pintasilgo4
- A data em que assumiu a presidência da Comissão para a Política Social relativa à Mulher: novembro de 1973, segundo a Wikipédia; a CIG confirma que lhe presidiu e que a comissão é de 1973, sem dar o mês.
- Se foi a primeira mulher ministra em Portugal, como é muitas vezes dito: nem o Arquivo Pintasilgo nem a Wikipédia o afirmam.
- A data exata da posse como secretária de Estado (maio de 1974).
- Um lugar de Lisboa com morada documentada ligado à sua ação nos anos 1970 (o ministério, a Comissão da Condição Feminina).
Maria do Amparo1
- O nome completo e as datas da vida de Maria do Amparo: as fontes lidas não os dão (a RTP Memória diz só que nasceu em Angra do Heroísmo).
Isabel Aboim Inglez2
- O ano do episódio do Tribunal Plenário e das Mónicas (1958, segundo a Wikipédia; o Museu do Aljube não o data).
- Se foi dirigente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e da Associação Feminina Portuguesa para a Paz: o Museu do Aljube chama-lhe «dirigente» das duas (e do MUD, entre 1946 e 1948); a CIG e a Wikipédia dizem que entrou como sócia no Conselho, nos anos 1930, e que mais tarde aderiu à Associação.
Maria Isabel Barreno2
- O local da morte: o Observador refere a cremação no cemitério dos Olivais, sem dizer onde morreu.
- Se esteve na manifestação do MLM no Parque Eduardo VII, a 13 de janeiro de 1975 (as fontes lidas nomeiam-na como fundadora do movimento, não como manifestante nesse dia).
Maria José Morgado2
- Quanto tempo esteve presa: o Jornal de Negócios diz que saiu sob caução pouco antes do 25 de Abril, sem dar a data.
- O andar dos interrogatórios: «o quarto andar», no relato ao Jornal de Notícias; o terceiro piso, segundo as outras fontes sobre a sede da PIDE — talvez uma diferença na maneira de contar os pisos.
Maria Lamas3
- O início em «Modas e Bordados»: 1928 (Virgínia Baptista; Wikipédia) ou 1930 (CIG); o MDM dá abril de 1929 para a entrada n'O Século, «pouco tempo depois» a entrada na direção do suplemento, e o nome dela como diretora a partir do número de 3 de agosto de 1938.
- O número de fascículos de «As Mulheres do Meu País»: 15 (Virgínia Baptista) ou 24 (Teresa Joaquim).
- Que o aeroporto onde foi presa em dezembro de 1953 é o de Lisboa: o MDM escreve só «no Aeroporto».
Maria Machado1
- Em que ações da ARA participou: o Museu do Aljube diz só que participou «na preparação de várias ações», sem as nomear.
Maria O'Neill2
- O lugar da morte: «perto de Cabo Verde», segundo o corpo do artigo da Wikipédia, ou «costa brasileira», segundo o início do mesmo artigo; o Silêncios e Memórias diz apenas «no Oceano Atlântico». Dois dias depois de sair do Brasil, Cabo Verde fica longe; o lugar da morte diz só o que as fontes têm em comum.
- A morada onde viveu em Lisboa, que as fontes não dão.
Maria Teresa Horta1
- A data da agressão na rua: o Museu do Aljube põe-na na véspera do almoço semanal das três escritoras em que nasceu, em maio de 1971, a ideia das «Novas Cartas Portuguesas», sem dar o dia; o Observador fala de violência «nas ruas», sem data nem local.
Maria Velho da Costa1
- A Wikipédia diz que o pai, oficial de Infantaria, entrou em 1958 para os censores da comissão de censura de Lisboa; não se encontrou outra fonte.
Natália Correia3
- Se chegou a ser presa em 1966, como diz a Wikipédia; nenhuma outra fonte o refere.
- O dia do primeiro debate sobre o aborto: 2 de março de 1982 (Assembleia da República) ou 3 de março (Polígrafo, que leu as atas). A FCSH põe a resposta a João Morgado no debate de 12 de novembro de 1982.
- Onde ficava a Estúdios Cor, a editora de que foi diretora literária.
Olga Morais Sarmento2
- A fundação da Secção Feminista da Liga Portuguesa da Paz e a conferência de 18 de maio de 1906 na Sociedade de Geografia de Lisboa só estão documentadas na Wikipédia.
- A data e o lugar da morte: dezembro de 1948, sem lugar, no texto da Wikipédia; 17 de outubro de 1948, em Lisboa, na Wikidata. Hélène de Zuylen morreu em Lisboa a 17 de outubro de 1947.
Otelo Saraiva de Carvalho1
- Se ficou de facto retido no Palácio de Belém no 28 de Setembro: a Comissão Comemorativa 50 Anos diz que ele e Vasco Gonçalves estiveram «aparentemente detidos».
Regina Quintanilha1
- As datas da presidência da Assembleia Geral do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1917–1919) vêm só da Wikipédia.
Sérgio Godinho1
- Quando voltou a Portugal: o Museu do Aljube diz «um ano após a Revolução de Abril»; a Wikipédia em inglês diz setembro de 1974, sem fonte própria. Falta uma fonte com a data.
Silva Pais1
- Se foi Silva Pais quem deu a ordem de disparar: a cronologia de Jofre Alves atribui-lhe, com o inspetor superior Coelho Dias, as ordens de fogo sobre a multidão às 13h30; as outras fontes não o dizem.
Simone de Oliveira1
- O dia e o lugar do nascimento (Lisboa, 11 de fevereiro de 1938) vêm da Wikidata; a Visão escreve, a 21 de fevereiro de 2019, que ela fizera 81 anos «há poucos dias».
Sofia Quintino1
- A morada do consultório (Rua da Palma, 206, 1.º esq.) e as datas da carreira hospitalar (1918–1948) dependem só da Wikipédia.
Sophia de Mello Breyner Andresen1
- Se esteve na vigília da Capela do Rato (as fontes divergem).
Stella Piteira Santos2
- Vêm só da Wikipédia: o dia da prisão (15 de fevereiro de 1962), a passagem por Caxias e o pormenor de ter sido a primeira mulher locutora da Rádio Voz da Liberdade. O documentário da RTP («Mulheres na Resistência», com o testemunho dela) confirma a ajuda na fuga de «Pavel», a prisão depois do golpe de Beja, a tortura do sono, a rádio e o regresso logo a seguir ao 25 de Abril; a CIG diz que foi presa e torturada «em Lisboa».
- Em que sede do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas militou: a dos Restauradores ou a das Amoreiras, para onde o Conselho se mudou em 1946. A Wikipédia situa a sua entrada depois de julho de 1946; a CIG não dá data.
Teresa Paula Brito3
- Quando cantou no Coliseu as canções de «Minha Senhora de Mim» e foi apupada: o musicólogo Luís Freitas Branco conta-o sem data.
- Quando saiu «Mulheres Guerrilheiras» e quando foi o espetáculo do Movimento de Libertação das Mulheres, no Teatro Vasco Santana: a Wikipédia data o disco de dezembro de 1974, com dúvida.
- Os dias de nascimento e de morte vêm só da Wikipédia; a RTP Memória confirma que morreu em 2003.
Virgínia Moura2
- O dia e o lugar da morte: 19 de abril de 1998, no Porto, segundo a Wikipédia, que cita a página de antigos estudantes da Universidade do Porto e o «Avante!» de 23 de abril de 1998 (nenhuma das duas abriu); a CIG dá só o ano.
- O pseudónimo: «Maria Selma», segundo a CIG; «Maria Salema», segundo o Memória Comum.
Virgínia Quaresma2
- Quando passou a dirigir a delegação de Lisboa da Agência Americana de Notícias: a Toponímia de Lisboa liga-a ao apoio à Cruzada das Mulheres Portuguesas durante a Grande Guerra; a Wikipédia diz que só começou a trabalhar na agência em 1922.
- Em que número da Rua do Norte viveu, e até quando: a Toponímia de Lisboa diz só que arrendou casa em frente ao jornal.
Cronologia · 111
Fundação da Associação de Socorros Mútuos Feminina do Pessoal Jornaleiro de Tabacos1
- Onde ficava a sede da associação.
Fundação da Associação de Socorros Mútuos Feminina do Pessoal Jornaleiro de Tabacos
Fundação da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas1
- O dia, em fevereiro de 1909, em que a Liga se constituiu legalmente.
Implantação da República em Lisboa1
- Onde foram costuradas as bandeiras e em que edifícios foram hasteadas.
Assembleia da Liga aprova o caderno reivindicativo feminista2
- O dia da assembleia que aprovou a representação: 26 de outubro (Toponímia de Lisboa; «A Capital» de 27 de outubro diz que foi apreciada «ontem») ou 19 de outubro (João Esteves).
- Onde se reuniu a assembleia: talvez na sede da Rua dos Castelinhos, mas as fontes não o dizem.
Assembleia da Liga aprova o caderno reivindicativo feminista
A Liga entrega ao Governo Provisório as suas reivindicações, entre elas o voto3
- O dia: 27 de outubro de 1910, segundo o jornal «A Capital» (citado na revista ex æquo), que dá a representação como apreciada na véspera em assembleia geral, e o historiador João Esteves, que põe a aprovação a 19 de outubro e a entrega, «em diversos ministérios», a 27; a data bate com a lei do divórcio, de 3 de novembro. A Wikipédia dá 27 de novembro.
- O que pedia a representação além do voto: a revisão do Código Civil e a lei do divórcio, segundo a Wikipédia; «A Capital» e João Esteves só falam de uma «larga representação de reivindicações feministas», entre as quais o voto.
- O cargo de Carolina Beatriz Ângelo na Liga: vice-presidente (João Esteves, que diz que só o foi «escassos vinte dias antes da revolução»; CIG; Wikipédia) ou vogal suplente da direção (Dicionário de Médicos Portugueses).
A Liga entrega ao Governo Provisório as suas reivindicações, entre elas o voto
Governo Provisório decreta a Lei do Divórcio1
- Divergência: a Assembleia da República escreve que Portugal foi o segundo país europeu, depois da Noruega, a admitir o divórcio por mútuo consentimento; mas o Código Civil belga admitia-o desde 1804 (Pintens e Torfs, Commission on European Family Law). Já não se diz «segundo país»; falta saber quantos países europeus o admitiam em 1910.
Delegação de mulheres leva a Teófilo Braga a proposta de voto feminino1
- Onde foi recebida a delegação.
Delegação de mulheres leva a Teófilo Braga a proposta de voto feminino
Sentença manda recensear Carolina Beatriz Ângelo1
- Se Ana de Castro Osório também pediu a inscrição: a FCSH+Lisboa diz que sim e que lha negaram; João Esteves escreve que estava previsto, mas não chegou a acontecer.
Fundada a Associação de Propaganda Feminista2
- Se o consultório onde nasceu a associação era ainda o da Rua Nova do Almada, 84, onde um anúncio de 1909 o situa.
- Quem presidiu à associação no início: Carolina Beatriz Ângelo, segundo a Toponímia de Lisboa; João Esteves escreve que Carolina se tornou a sua líder com a partida de Ana de Castro Osório para o Brasil, logo a seguir às eleições de 28 de maio de 1911; segundo a Wikipédia, Ana foi eleita presidente quando Carolina morreu, em outubro desse ano.
Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal1
- A Assembleia da República escreve que em 1911 só a Finlândia reconhecia o voto às mulheres na Europa; mas a Noruega dava-o desde 1907, nas eleições nacionais, às mulheres com certos rendimentos (Storting). O resumo diz as duas coisas.
Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal
Morte de Carolina Beatriz Ângelo1
- O número da casa da Rua António Pedro, em Arroios, onde morreu: «A Capital» de 3 de outubro de 1911 escreve «rua Antonio Pedro, S. D.» (ou «8, D.»; a reprodução não deixa ler com certeza).
Sai «A Mulher Portuguesa», revista da Associação de Propaganda Feminista1
- Onde ficavam a redação da revista e a sede da associação: o n.º 2 (julho de 1912) manda dirigir a correspondência à administradora, Joana de Almeida Nogueira, na Praça de D. Luís, 17, em Lisboa (Revistas de Ideias e Cultura), mas não dá a morada da redação nem da sede.
Sai «A Mulher Portuguesa», revista da Associação de Propaganda Feminista
Socialistas e republicanas pedem o voto ao Senado1
- A petição da Liga: a Assembleia da República situa-a no Senado, a 9 de julho; João Esteves fala de uma representação aprovada a 3 de julho, entregue a 6 ao presidente da Câmara dos Deputados e lida na sessão de 8.
Liga entrega petição pelo voto das mulheres no Senado1
- A petição da Liga: a Assembleia da República situa-a no Senado, a 9 de julho; João Esteves fala de uma representação aprovada a 3 de julho, entregue a 6 ao presidente da Câmara dos Deputados e lida na sessão de 8.
Fundação do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas2
- Quando se ligou ao International Council of Women: a CIG, a Wikipédia e o Arquivo de História Social dizem que o Conselho nasceu como sua secção portuguesa; a FCSH+Lisboa situa a filiação no ICW e na IWSA na década de 1920.
- O andar do consultório: 1.º (FCSH+Lisboa, Wikipédia) ou 2.º (Toponímia de Lisboa). Os folhetos dos congressos de 1924 e 1928 (Arquivo de História Social) dão ao Conselho a morada do 2.º andar; mas, segundo a FCSH+Lisboa, nesse andar ficavam também a Liga Portuguesa Abolicionista e as Ligas de Bondade, e não se sabe se o consultório era o mesmo andar, nem onde era em 1914.
Greve das costureiras da Ramiro Leão & C.ª1
- O dia da greve: a fonte diz só que foi depois de 8 de agosto de 1915.
Criação da Cruzada das Mulheres Portuguesas1
- Onde ficava a sede, em Lisboa: a reunião em que o movimento tomou o nome de Cruzada das Mulheres Portuguesas foi no Palácio de Belém («O Mundo», 28 de março de 1916, transcrito por João Esteves), mas isso não diz onde ficou a sede.
Sai a revista «Alma Feminina» do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas1
- Quem dirigiu o boletim nos anos 20: a Toponímia de Lisboa diz que foi Adelaide Cabete, entre 1920 e 1929; a Wikipédia dá Maria Clara Correia Alves até 1919 e Elina Guimarães em 1929-1930.
Sai a revista «Alma Feminina» do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas
Fundação do Partido Comunista Português1
- Onde ficava, em 1921, a sede da Associação dos Empregados de Escritório.
I Congresso Feminista e de Educação1
- Se o salão nobre da Associação de Socorros Mútuos dos Empregados no Comércio de Lisboa, onde decorreu o congresso, era o do Palácio Vagos, no Largo de São Cristóvão, que a associação tinha desde 1913: em 1930 a associação anunciava a «séde no Palacio de S. Cristovão» («Diário de Lisboa», 26 de dezembro de 1930), mas as notícias do congresso consultadas, de maio de 1924, não dizem a sala.
Maternidade da Companhia Nacional de Tabacos, em Xabregas1
- Onde ficava a maternidade, junto à fábrica de Xabregas.
Revolta de fevereiro de 1927 em Lisboa1
- Os fuzilamentos junto ao chafariz do Largo do Rato vêm só da Wikipédia; o Museu do Aljube fala de fuzilados sem dizer onde.
Exilados criam a Liga de Defesa da República («Liga de Paris»)1
- O dia da fundação: 12 de março de 1927, segundo a Wikipédia; o Museu do Aljube diz só março. O manifesto «Ao País» é de julho.
Exilados criam a Liga de Defesa da República («Liga de Paris»)
Maria Lamas assume «Modas e Bordados»1
- O ano em que passou a dirigir a revista: 1928 (Virgínia Baptista, Wikipédia), 1929 (João Esteves, no Dicionário no Feminino, que põe nesse ano também a entrada em «O Século», por intermédio de Ferreira de Castro) ou 1930 (CIG, que dá 1928 como o ano da entrada em «O Século»). Segue-se 1928; falta ver a ficha técnica da revista.
II Congresso Feminista e de Educação1
- Onde ficava, em 1928, a sede da Associação Comercial dos Lojistas de Lisboa.
Maria Lamas organiza a exposição «Mulheres Portuguesas»1
- Quanto tempo esteve aberta: um mês (A Voz do Operário) ou dois meses (Wikipédia).
O primeiro liceu feminino muda-se para edifício próprio1
- O dia da mudança para o novo edifício: a FCSH+Lisboa fala só do ano letivo de 1933-1934, e a 8 de outubro de 1933 o «Diário de Lisboa» já dá a mudança como feita.
Revolta dos Marinheiros no Tejo2
- O número de mortos: 12 (Museu do Aljube; resumo da Wikipédia; também o «Diário de Lisboa» de 8 de setembro, no próprio dia), 10 (corpo da Wikipédia e cronologia da Fundação Mário Soares citada por ela) ou seis (o «Diário de Lisboa» de 9 de setembro, sob censura, corrige os doze da véspera e dá seis nomes). Falta saber se houve mortos depois, entre os feridos.
- O objetivo: levar os navios para a Espanha republicana (Wikipédia, Fundação Mário Soares) ou assaltar as prisões dos Açores e formar aí um governo provisório (Museu do Aljube).
Francisco de Paula Oliveira Júnior («Pavel») foge do Aljube1
- O dia da fuga: a fonte escreve «Detido no Aljube, em maio de 1938, conseguiu fugir»; a Wikipédia, citando o «Expresso» (2025), põe a evasão em maio, e um blogue (As Causas da Júlia, 2008) dá 23 de maio de 1938, sem fonte. Falta confirmar no processo da PVDE (Torre do Tombo).
Abre a Secção Colonial, com 138 pessoas das colónias expostas ao público1
- Os nomes das pessoas expostas, que estão no Arquivo Histórico Ultramarino segundo Cláudia Castelo; nenhuma das fontes consultadas os publica.
Abre a Secção Colonial, com 138 pessoas das colónias expostas ao público
Construção dos «curros» do Aljube1
- O ano: segundo a Comissão Comemorativa 50 Anos, os curros foram erguidos «a partir de 1943»; o Memória Comum diz «no início da década de quarenta, provavelmente em 1943».
Começa a vaga de greves de 1943 na região de Lisboa1
- Que fábricas pararam: a fonte só nomeia a CUF, no Barreiro.
Oficialização da Casa dos Estudantes do Império1
- Se a visita do ministro, em julho de 1944, foi ainda na sede da Avenida Praia da Vitória, 6, onde a Casa dos Estudantes de Angola estava em abril («Diário de Lisboa», 5 de abril de 1944).
Mulheres no Movimento de Unidade Democrática2
- Os outros nomes que a CIG dá como signatárias de «As mulheres e o movimento da oposição» (Beatriz Cal Brandão, Clementina Carneiro de Moura, Maria Alda Nogueira, Natália Correia, Francine Benoît, Maria Estanco Louro) não vêm na lista publicada pelo «Diário de Lisboa» de 30 de outubro de 1945, que tem catorze nomes; podem ter assinado depois, mas nos números seguintes, até 21 de novembro, não se encontrou nova lista.
- Quando se formou a Comissão das Mulheres do MUD e onde se reunia.
Fundação do Movimento de Unidade Democrática (MUD)1
- Onde ficava, em 1945, o Centro Escolar Republicano Almirante Reis.
Constituído formalmente o MUD Juvenil1
- Onde ficava o Centro Republicano José Estêvão: Octávio Pato situa a reunião no Lumiar, mas nenhuma fonte dá a morada.
Isabel Aboim Inglez presa pela primeira vez pela PIDE2
- Quem foi preso com ela: o Museu do Aljube junta-lhe outros membros da Comissão Central do MUD na prisão de dezembro de 1946; a Wikipédia, na de janeiro de 1948.
- Onde esteve detida em dezembro de 1946.
Exposição de Livros Escritos por Mulheres1
- Quantas autoras: quatrocentas (Virgínia Baptista, CIG) ou «mil e quatrocentas» (Maria Antónia Fiadeiro, citada pelo Arquivo de História Social). Também o número de livros e de países varia: cerca de três mil, de trinta países (RUN, CIG), ou «mais de 2 mil», de vinte e cinco («Diário de Lisboa», 4 de janeiro de 1947, no dia da abertura — talvez antes de chegarem mais livros).
A polícia fecha o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas1
- Quem mandou fechar o Conselho: a Polícia Judiciária (Virgínia Baptista, Gerador), o Governo Civil de Lisboa (Wikipédia), «a polícia» ou «as forças policiais» (FCSH+Lisboa, CIG), «o governo de Salazar» (Teresa Joaquim) ou uma «ordem judicial» (nota do Arquivo de História Social ao catálogo da exposição de 1947); nenhuma fonte cita o despacho. O processo da associação no Governo Civil de Lisboa (arquivo da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, PT/SGMAI/GCLSB/H-B/001/13330, com a cota antiga «1487/A. Extintas») vai até 20 de novembro de 1947: é aí que se deve procurar o despacho.
A polícia fecha o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas
Publicação de As Mulheres do Meu País, de Maria Lamas1
- Quem cabe no grupo «a doméstica» de «As Mulheres do Meu País» — as donas de casa, as criadas de servir, ou umas e outras: a Comissão Comemorativa 50 Anos dá só o nome dos cinco grupos, e diz que o livro trata da «condição de vida das mulheres trabalhadoras portuguesas».
Sessão da Comissão Feminina da candidatura de Norton de Matos1
- Se a «Comissão Feminista» de que fala a CIG, a propósito do discurso de Cesina Bermudes em Santarém, é a Comissão Feminina da candidatura: a CIG não o diz.
Sessão da Comissão Feminina da candidatura de Norton de Matos
Mário Soares e Maria Barroso casam por procuração na cadeia do Aljube1
- Se Maria Barroso esteve no Aljube nesse dia: as fontes dizem só que o casamento, por procuração, se fez na cadeia onde Soares estava preso.
Mário Soares e Maria Barroso casam por procuração na cadeia do Aljube
Prisão de Maria Lamas e de membros do Movimento Nacional Democrático1
- Quantas vezes foi presa: três (Museu do Aljube, MDM; João Esteves, no Dicionário no Feminino, dá as prisões de 1949, 1950-1951 e 1953) ou quatro — em 1949, 1950, 1951 e 1953 (Virgínia Baptista), contando à parte 1950 e 1951.
Prisão de Maria Lamas e de membros do Movimento Nacional Democrático
Morte de Militão Ribeiro na Penitenciária de Lisboa3
- O dia da morte: 2 de janeiro de 1950 (Museu do Aljube, Memória Comum) ou 3 de janeiro (Wikidata); seguem-se o museu e o Memória Comum.
- Quanto tempo esteve em rigoroso isolamento: «nove meses», segundo o Museu do Aljube — o tempo que vai da prisão, a 25 de março de 1949, à morte; da transferência para a Penitenciária, a 10 de maio, à morte vão menos de oito meses.
- A idade: o Museu do Aljube escreve 54 anos, mas as datas que dá (13 de agosto de 1896 e 2 de janeiro de 1950) fazem 53.
Álvaro Cunhal e Sofia Ferreira julgados no Tribunal Plenário3
- A pena a que Cunhal foi condenado: as fontes citadas dizem só que ficou preso onze anos seguidos, e o Museu do Aljube escreve que foi «condenado a onze anos de prisão».
- Quando passou da Penitenciária para Peniche: a 27 de julho de 1956, segundo a legenda da sua ficha de recluso no sítio do PCP; em 1958, segundo a Câmara de Lisboa.
- Quanto tempo esteve Cunhal incomunicável: «nos primeiros catorze meses desta detenção», escreve a Câmara de Lisboa; da prisão, a 25 de março de 1949, ao julgamento, a 2 de maio de 1950, vão treze meses e uma semana.
Álvaro Cunhal e Sofia Ferreira julgados no Tribunal Plenário
Maria Lamas presa pela segunda vez1
- O número e os anos das prisões: três, «entre 1949 e 1962», segundo o Museu do Aljube; o MDM dá 1949, 1950 e 1953; a Wikipédia, 1949, 1950–1951 e 1953, e nenhuma fonte explica o «1962» do Museu; Virgínia Baptista conta quatro, com mais uma em 1951.
Reunião clandestina de mulheres em Lisboa no Dia Internacional da Mulher1
- Onde foi a reunião, em Lisboa, e quem participou.
Reunião clandestina de mulheres em Lisboa no Dia Internacional da Mulher
Maria Lamas presa no aeroporto3
- O número de presos com ela, cerca de cinquenta, vem só do MDM.
- Que o aeroporto era o de Lisboa, na Portela: as fontes dizem só que foi presa «no Aeroporto», ao regressar do estrangeiro.
- A ida para Caxias e o dia da libertação vêm só da Wikipédia.
Encerrado (pela primeira vez) o campo do Tarrafal1
- Os números do Museu do Aljube não coincidem de um texto para outro: 375 presos e 32 mortos (2023) ou 340 presos e 34 mortos (2024).
Prisão de Aida Magro, responsável clandestina da Zona Oriental de Lisboa1
- O dia da prisão, 27 de maio de 1957, vem só da Wikipédia.
Prisão de Aida Magro, responsável clandestina da Zona Oriental de Lisboa
Raul Alves cai do 3.º andar da sede da PIDE1
- A data: 31 de julho de 1958 (Museu do Aljube, Memória Comum) ou 1 de agosto de 1957 (Comissão Comemorativa 50 Anos); seguem-se os dois primeiros, que ligam a prisão às greves contra a fraude eleitoral de 1958.
Prisão de Maria Alda Nogueira na Avenida da Liberdade3
- O lugar da prisão — num táxi, na Avenida da Liberdade, sem se saber em que ponto — e o dia do julgamento, 22 de outubro de 1960, vêm só da Wikipédia; o Memória Comum confirma o dia da prisão.
- A data da libertação: dezembro de 1968, em liberdade condicional (Wikipédia), ou dezembro de 1969, ao fim de «dez anos» em Caxias (Memória Comum).
- Se foi a «primeira mulher em Portugal condenada à prisão por motivos políticos», como diz a CIG: o Memória Comum diz que foi a primeira condenada a oito anos de prisão maior e medidas de segurança.
Golpe Botelho Moniz («Abrilada» de 1961)2
- O começo: 11 de abril de 1961, só segundo a Wikipédia; o desfecho — as exonerações e a entrada de Salazar na Defesa — está no Diário do Governo de 13 de abril, o dia que o Centro de Documentação 25 de Abril dá.
- Onde, em Lisboa, se decidiu o desfecho do golpe.
Fundação do Movimento Nacional Feminino (pró-regime)1
- O dia da fundação, 28 de abril de 1961 — o do aniversário de Salazar —, e a sede na Rua Presidente Arriaga, 6, vêm só da Wikipédia.
As «Seis Marias», primeiras enfermeiras paraquedistas1
- Quem recebeu o brevet a 8 de agosto: a dissertação de Filipa Moreno Figueiredo Caetano dá as seis, ou cinco, ficando Maria da Nazaré Andrade, por uma entorse, para 23 de agosto; o Diário de Lisboa desse dia dá como lançadas as alferes Maria Zulmira, Maria Ivone Reis, Maria do Céu Policarpo, Maria Arminda Lopes Ferreira e Maria Nazaré Duarte Mascarenhas, e diz que as primeiros-sargentos Maria de Lourdes Rodrigues e Maria Helena Lopes Cardoso, magoadas, não saltaram. Os apelidos de Maria Arminda e de Maria da Nazaré não coincidem entre as duas fontes.
Operação Vagô: desvio de avião e panfletos sobre Lisboa1
- Em que bairros de Lisboa caíram os panfletos: o Diário de Lisboa desse dia diz só «diversos pontos de Lisboa e dos arredores» e que o avião andou sobretudo sobre os «bairros ocidentais».
Cândido Capilé morto a tiro numa manifestação em Almada1
- Quem disparou: uma força conjunta da PIDE, GNR e PSP, segundo o Museu do Aljube, ou a GNR, segundo o Memória Comum.
A PIDE assassina o escultor José Dias Coelho em Alcântara1
- A hora: «ao princípio da noite», segundo a Voz do Operário, ou «em pleno dia», segundo a Toponímia de Lisboa.
Prisão de Stella Piteira Santos1
- O dia da prisão, a passagem por Caxias e as companheiras de cela vêm só da Wikipédia; a CIG diz apenas que foi «presa e torturada pela PIDE em Lisboa».
Declaração do luto académico1
- O dia do plenário em que Isabel do Carmo falou.
Prisão das Mulheres do Couço1
- As 75 horas sem dormir de Maria Custódia Chibante e os onze dias e onze noites de interrogatório de Maria Galveias vêm só da Wikipédia; a historiadora Paula Godinho confirma as 98 horas de Maria Custódia na sede da PIDE.
1.º de Maio de 1962 na Baixa de Lisboa1
- Quantos se manifestaram e quantos foram presos: o Diário de Lisboa do dia seguinte diz só «centenas e centenas de pessoas» e «dezenas de feridos».
Greve de fome na Cantina da Cidade Universitária1
- Quantos estudantes foram presos na cantina: cerca de 800 (PSP), 1200 (associações de estudantes) ou 1500 (revista do Expresso, citada pela Wikipédia).
Escritores da SPE solidarizam-se com os estudantes1
- Se o abaixo-assinado foi preparado ou assinado na sede da SPE.
Prisão de Eurico Figueiredo1
- Quando foi Eurico Figueiredo expulso da universidade: o Museu do Aljube, ao contar a prisão de 28 de maio de 1962, diz que não chegou a tomar posse nas RIA por ter sido expulso; a Comissão Comemorativa 50 Anos e a Wikipédia põem-no entre os 21 estudantes excluídos por trinta meses, por um despacho do fim de junho.
Exílio de Maria Lamas em Paris1
- O início do exílio: junho de 1962 (MDM; o Museu do Aljube diz 1962) ou 1961 (Virgínia Baptista e o livro de memórias citado pelo Gerador).
Fundada a Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN)1
- Onde foi fundada: em Roma, nos últimos dias de 1962 (Museu do Aljube), ou em Argel, na I Conferência das Forças da Oposição (Centro de Documentação 25 de Abril).
Começa a luta armada do PAIGC na Guiné1
- O dia do início da luta armada: 23 de janeiro de 1963, só segundo o Museu do Aljube; Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes situam o ataque a Tite «ao findar o mês de Janeiro», o que afasta o abril do Centro de Documentação 25 de Abril.
Morte de David Almeida Reis junto ao Elevador da Glória1
- Onde ficava exatamente o café Palladium em 1964: o Memória Comum diz só «junto ao elevador da Glória».
Extinção da Sociedade Portuguesa de Escritores e assalto à sede1
- Para onde foram os jurados detidos: para Caxias, segundo o Museu do Aljube; o memorial da Associação Portuguesa de Escritores diz só que ficaram «detidos às ordens» da PIDE.
Extinção da Sociedade Portuguesa de Escritores e assalto à sede
Fecha a cadeia política do Aljube1
- O mês do encerramento: agosto de 1965 (Comissão Comemorativa 50 Anos), «julho/agosto» (Museu do Aljube) ou «verão de 1965» (Memória Comum).
Encerramento da Casa dos Estudantes do Império1
- O dia: 6 de setembro de 1965 vem só da Wikipédia; as outras fontes dão «setembro de 1965» (Buala) ou só o ano.
Prisão de Helena Pato1
- Quando nasceu a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos: em 1969, segundo a Assembleia da República; mas a biografia de Helena Pato no Museu do Aljube já fala da sua atividade na «Comissão de Socorro aos Presos Políticos» antes de ser presa, em junho de 1967.
Fundado o Movimento Democrático de Mulheres1
- Como e quando nasceu: numa assembleia na Padaria do Povo, em 1968, segundo o próprio MDM; a Wikipédia fá-lo nascer das comissões eleitorais de mulheres da oposição, e o Museu do Aljube, na biografia de Helena Pato, dá a fundação como de 1969.
«Greve da Mala» na Carris de Lisboa2
- O dia em que a greve começou: o Museu do Aljube diz só que a luta de três dias terminou a 3 de julho; a data fica no mês.
- Em que estações da Carris ficaram as malas.
Vigília pela paz na Igreja de São Domingos2
- Quando começou a vigília: na noite de 31 de dezembro de 1968, segundo a Comissão Comemorativa 50 Anos, ou a 1 de janeiro de 1969, segundo António de Araújo («Lusitania Sacra»).
- Quem musicou a «Cantata da Paz»: Francisco Fernandes, segundo a Comissão Comemorativa 50 Anos; Rui Paz, a partir de um espiritual negro norte-americano, segundo Francisco Fanhais e a tese de Eloísa Aragão.
Sophia de Mello Breyner e Maria Barroso candidatas pela oposição1
- Quando nasceu a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos: em 1969, segundo a Assembleia da República; mas a biografia de Helena Pato no Museu do Aljube já fala da sua atividade na «Comissão de Socorro aos Presos Políticos» antes de ser presa, em junho de 1967.
Sophia de Mello Breyner e Maria Barroso candidatas pela oposição
Mulheres reúnem-se na Serra de Sintra no Dia da Mulher1
- Onde, na Serra de Sintra, se juntaram as mulheres.
O «Zip-Zip» estreia-se na RTP, gravado com público no Teatro Villaret1
- O dia do primeiro programa: 26 de maio de 1969 no vídeo da RTP Arquivos; a fotografia de Almada Negreiros nessa emissão, também da RTP Arquivos, está datada de 24 de maio.
O «Zip-Zip» estreia-se na RTP, gravado com público no Teatro Villaret
Operação Mar Verde: invasão de Conacri1
- O dia: 21 de novembro de 1970, segundo o Museu do Aljube; seguem-se o 22 e o 23, os dias da invasão segundo a resolução 290 (1970) do Conselho de Segurança da ONU.
ARA destrói helicópteros na Base Aérea de Tancos1
- Quantas aeronaves foram atingidas: «toda a frota de helicópteros e alguns aviões de treino» (Centro de Documentação 25 de Abril); 28, treze delas sem recuperação, segundo a Wikipédia, que noutro passo fala em 16 helicópteros e 11 aviões.
Teresa Paula Brito canta «Minha Senhora de Mim», de Maria Teresa Horta2
- O dia da sessão de apresentação, no Auditório Sassetti: a RTP noticiou-a a 18 de maio de 1971 e o Diário de Lisboa a 20, sem dizer o dia; a 4 de maio, um anúncio do livro no mesmo jornal já falava da «recente gravação» Movieplay.
- Quando Teresa Paula Brito cantou estas canções no Coliseu e foi apupada: o musicólogo Luís Freitas Branco não dá a data.
Teresa Paula Brito canta «Minha Senhora de Mim», de Maria Teresa Horta
ARA corta as telecomunicações de Lisboa durante a reunião da NATO1
- Onde foram postas as cargas: dentro da central, segundo a Wikipédia (três operacionais disfarçados de operários); no passeio, na conduta subterrânea dos cabos ao lado da Estação Telefónica, segundo o Diário de Lisboa do próprio dia, que fala de um só engenho.
ARA corta as telecomunicações de Lisboa durante a reunião da NATO
Publicadas as «Novas Cartas Portuguesas»2
- Onde ficava a Estúdios Cor.
- O dia em que o livro saiu, em abril de 1972: as fontes dizem só que foi recolhido três dias depois; mas a 13 de maio o Diário de Lisboa ainda o dava, numa nota de leitura, como «agora publicado pela Estúdios Cor», e o relatório da censura sobre o livro tem data de 26 de maio de 1972.
Brigadas Revolucionárias largam porcos «almirantes» no Rossio2
- O dia em que os porcos foram largados no Rossio: o Museu do Aljube diz só que foi depois da reeleição de Américo Tomás, a 25 de julho de 1972.
- Quantos camiões: quinze, segundo o Museu do Aljube; treze Berliet destruídos e um camião particular danificado, segundo o Diário de Lisboa de 11 de julho de 1972, que fala de outros engenhos que não rebentaram.
Brigadas Revolucionárias largam porcos «almirantes» no Rossio
A censura proíbe «Os Sobreviventes», de Sérgio Godinho1
- Quando saiu e foi proibido: o Diário de Notícias diz que só foi publicado em setembro de 1972, o Museu do Aljube que saiu em 1971 e foi interditado três dias depois. O 1971 não se aguenta: em abril de 1972 o Diário de Lisboa ainda escrevia sobre Godinho «na expectativa» do LP, e a 8 de setembro anunciava que ele e José Mário Branco teriam «no mercado ainda este ano dois LPs». Falta o dia da saída e o da proibição.
Estudante Ribeiro Santos morto a tiro pela PIDE/DGS no ISCEF2
- O nome do homem que os estudantes tomaram por informador: Fernando Lopes Manuel, como ele se identificou (biografia de Ribeiro Santos no Museu do Aljube), ou Vítor Manuel Lopes (texto do Museu do Aljube de 2020).
- Onde foi atingido: nas costas (Memória Comum, Comissão Comemorativa 50 Anos) ou com dois tiros no peito (Toponímia de Lisboa); seguem-se as duas primeiras.
Estudante Ribeiro Santos morto a tiro pela PIDE/DGS no ISCEF
Funeral de Ribeiro Santos1
- Quantas pessoas foram ao funeral: «milhares» (Museu do Aljube, Comissão Comemorativa 50 Anos) ou cerca de cinco mil (Toponímia de Lisboa).
Vigília da Capela do Rato contra a guerra colonial2
- Quantas pessoas a polícia levou para a esquadra: 91, na versão corrente; 74 identificadas, segundo a polícia; umas 40 presentes ao fim do dia, segundo os participantes (todos citados por António de Araújo); cerca de 60 segundo a Wikipédia e cerca de meia centena segundo a RTP Ensina.
- Se Sophia de Mello Breyner Andresen esteve na capela: a tese de Eloísa Aragão (Universidade de São Paulo) diz que participou na vigília; António de Araújo nomeia-a entre os subscritores dos abaixo-assinados de solidariedade.
Prisão de Aurora Rodrigues1
- Onde foi presa: as fontes dizem só que foi depois de uma reunião de estudantes.
As Três Marias, primeira causa feminista internacional1
- O dia da votação na conferência da NOW: a Wikipédia diz só junho de 1973.
Prisão e tortura de Maria José Morgado1
- O andar dos interrogatórios: «o quarto andar», no relato de Maria José Morgado ao Jornal de Notícias; o terceiro piso, segundo a Comissão Comemorativa 50 Anos e o Memória Comum — talvez uma diferença na maneira de contar os pisos.
Reunião de Óbidos alarga a Comissão Coordenadora1
- Onde Otelo Saraiva de Carvalho foi eleito para a direção da Comissão Coordenadora: na reunião de Óbidos, a 1 de dezembro de 1973 (Comissão Comemorativa 50 Anos), ou na da Costa da Caparica, a 5 de dezembro (Associação 25 de Abril).
Prisão de Maria da Conceição Moita1
- O dia da prisão, 6 de dezembro de 1973, e a tentativa de fuga para Paris vêm só da Wikipédia, que cita «Os Últimos Presos do Estado Novo», de Joana Pereira Bastos; a tese de Eloísa Aragão (Universidade de São Paulo) confirma a prisão em Caxias no fim de 1973 e a libertação com o 25 de Abril.
«Somos Livres»: a canção de Ermelinda Duarte nasce no teatro1
- O dia e a sala da estreia de «Lisboa 72-74» (o Teatro Estúdio de Lisboa tinha casa no Teatro Vasco Santana, na Feira Popular).
«Somos Livres»: a canção de Ermelinda Duarte nasce no teatro
«Mulheres Guerrilheiras»: o MLM lança no Teatro Vasco Santana um disco feminista1
- O dia: o recorte de «O Século» diz «ontem», mas não traz data, e a Casa Comum data-o de 1974; foi depois de 7 de maio, quando nasceu o Movimento de Libertação das Mulheres. A Wikipédia data o disco de dezembro de 1974, com dúvida.
«Mulheres Guerrilheiras»: o MLM lança no Teatro Vasco Santana um disco feminista
«E Depois do Adeus» ganha o Grande Prémio TV da Canção, no Teatro Maria Matos1
- Quem apresentou: Glória de Matos e Artur Agostinho, segundo as duas peças da RTP Arquivos e o texto da Wikipédia; a caixa de informação da mesma página da Wikipédia dá Henrique Mendes, que a tabela da votação põe no júri de seleção.
«E Depois do Adeus» ganha o Grande Prémio TV da Canção, no Teatro Maria Matos
Última reunião da Comissão Coordenadora do Movimento1
- Onde ficava a casa do capitão Candeias Valente, em que se fez a reunião.
A fragata «Almirante Gago Coutinho» no Tejo1
- Quem impediu o disparo: o imediato, primeiro-tenente Fernando Caldeira dos Santos (Associação 25 de Abril, «Lugares de Abril»; Jofre Alves e a cronologia da Comissão Portuguesa de História Militar chamam-lhe Fernando Ferreira dos Santos), o próprio comandante, o capitão-de-fragata António Seixas Louçã, que alegou haver muita gente no Terreiro do Paço (Associação 25 de Abril, «Movimentações do dia 25 de Abril»), ou a tripulação, que a Comissão Comemorativa 50 Anos diz estar «com o Movimento». A Comissão Portuguesa de História Militar regista as discussões a bordo e escreve que a ordem de disparar, que viria do vice-chefe do Estado-Maior da Armada, «nunca chegou».
Disparos da PIDE/DGS matam quatro pessoas na Rua António Maria Cardoso2
- A hora: 20h00 (CD25A), 20h10 (Esquerda.net), cerca das 20h15 (Associação 25 de Abril), cerca das 20h30 (Museu do Aljube, Jofre Alves) ou 21h00 (Comissão Portuguesa de História Militar; Associação 25 de Abril, «Movimentações do dia 25 de Abril»); o «#nestedia» do Museu do Aljube fala no «final da manhã»; a hora registada aqui, 20h00, é a do CD25A.
- Se foram as únicas vítimas mortais da revolução, como diz a Associação 25 de Abril: Jofre Alves regista ainda um funcionário da DGS morto a tiro por um militar, cerca das 21h30, quando tentava fugir, sem lhe dar o nome.
Disparos da PIDE/DGS matam quatro pessoas na Rua António Maria Cardoso
Rendição e ocupação da sede da DGS1
- Quem falou ao telefone com Silva Pais: Spínola, segundo a Comissão Comemorativa 50 Anos e o Centro de Documentação 25 de Abril; o ex-ministro do Interior César Moreira Baptista, preso na Pontinha, a pedido de Spínola, na noite de 25, segundo a Associação 25 de Abril («Movimentações do dia 25 de Abril»).
José Mário Branco e Luís Cília chegam do exílio e são recebidos com a «Grândola»1
- Se José Mário Branco e Luís Cília vieram no mesmo avião de Álvaro Cunhal, como dizem várias biografias: a reportagem da RTP não o diz.
José Mário Branco e Luís Cília chegam do exílio e são recebidos com a «Grândola»
I Encontro Livre da Canção Popular, no Porto1
- O dia do encontro: a RTP transmitiu a reportagem a 6 de maio de 1974.
Espetáculo de canto livre no Teatro São Luiz1
- O dia: a RTP Arquivos data de 24 de maio de 1974 a gravação que a Emissora Nacional emitiu, sem dizer se é o dia do espetáculo ou o da emissão.
Libertação dos presos do Tarrafal1
- Se havia guineenses no Tarrafal a 1 de maio de 1974: a Comissão Comemorativa 50 Anos conta à data da revolução 50 angolanos e 14 cabo-verdianos no campo (os 62 presos guineenses estavam na ilha das Galinhas), mas escreve que a 1 de maio foram libertados presos «angolanos, guineenses e cabo-verdianos».
Manifestação feminista do MLM atacada no Parque Eduardo VII2
- O sítio exato do parque onde as mulheres foram cercadas; partiram da casa de Madalena Barbosa, no topo do Parque Eduardo VII. A reportagem do «Diário de Lisboa» do dia seguinte não o diz.
- Quantos homens as cercaram: «cerca de 2000», diz a Comunidade Cultura e Arte, sem indicar de onde vem o número; a reportagem do «Diário de Lisboa» do dia seguinte não dá números.
Criada a Comissão da Condição Feminina1
- Onde ficava a sede da Comissão da Condição Feminina em Lisboa nos anos 1970.
Golpe spinolista de 11 de Março falha1
- A hora do ataque ao RAL 1: cerca das 11h45 (RTP, «Memórias da Revolução») ou «pouco antes das 12h00» (Ricardo Noronha, «Ler História»); e os feridos: 14 (Comissão Comemorativa 50 Anos) ou 15 (RTP).
Nova lei do divórcio1
- Se a autorização do marido para a mulher viajar para o estrangeiro vigorou até ao 25 de Abril, como dizem as «Memórias da Revolução»: segundo Elina Guimarães, a exigência para o passaporte acabara em 1969.
RTP emite «O Aborto não é um Crime», de Maria Antónia Palla1
- Em que data foi lida a sentença que absolveu Maria Antónia Palla.
Câmara de Lisboa aprova o Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos no Largo da Boa-Hora1
- Se a construção do memorial começou depois de agosto de 2025.
Câmara de Lisboa aprova o Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos no Largo da Boa-Hora