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Em Cada Esquina
O antigo Restaurante Colonial da exposição de 1940, entre palmeiras, no Jardim Botânico Tropical, em maio de 2010. Adam Jones, CC BY-SA 2.0

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Edifício cor-de-rosa de linhas curvas, com uma torre redonda rasgada por três janelas estreitas e uma fila larga de janelas envidraçadas, meio escondido por troncos grossos de palmeiras e por canteiros de plantas.
O antigo Restaurante Colonial da exposição de 1940, entre palmeiras, no Jardim Botânico Tropical, em maio de 2010. Adam Jones, CC BY-SA 2.0

Belém

Jardim Botânico Tropical (antigo Jardim Colonial)

Criado em 1906 como Jardim Colonial, recebeu em 1940 a Secção Colonial da Exposição do Mundo Português: 138 homens, mulheres e crianças trazidos das colónias foram aqui expostos ao público durante meses.

Hoje: Jardim Botânico Tropical — Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Universidade de Lisboa)
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História

O jardim foi criado por decreto de 25 de janeiro de 1906, com o nome de Jardim Colonial, para servir o ensino agronómico colonial: os futuros agrónomos «que desejem servir no ultramar» deviam ver vivas as plantas das colónias. Em 1912 instalou-se aqui, na antiga cerca do Palácio de Belém.12 No Palácio dos Condes da Calheta, no alto do jardim, funcionava o Museu Agrícola Colonial, aberto ao público em 1929.2

Em 1940, o jardim e o museu tornaram-se a Secção Colonial da Exposição do Mundo Português, aberta a 27 de junho e dirigida pelo capitão Henrique Galvão. Entre pavilhões das colónias, ruas «típicas» da Índia e de Macau e réplicas de aldeias, viveram à vista do público 138 homens, mulheres e crianças recrutados nas colónias — um «zoo humano», escreve a historiadora Cláudia Castelo.2 Os bijagós da Guiné ficaram na ilha de um dos lagos, «para deleite dos visitantes», como diz hoje o museu do jardim.1 Equipas de cientistas mediam-nos todos os dias, em estudos de antropometria; em outubro, a comissão executiva da exposição decidiu mandá-los de volta antes do inverno, invocando razões de saúde.2

Depois da exposição, o jardim e o museu ficaram quase oito anos fechados; em 1944 juntaram-se no Jardim e Museu Agrícola Colonial, que em 1951 passou a ser «do Ultramar» e em 1983, depois das independências, Jardim-Museu Agrícola Tropical. É Monumento Nacional desde 2007 e da Universidade de Lisboa desde 2015.21 Em 2021, Cláudia Castelo notava que nem a entrada nem os painéis explicavam a ligação do jardim ao império e à exposição de 1940.2

Da exposição restam a Casa Colonial, com painéis de azulejos de temas coloniais, o antigo Restaurante Colonial, hoje casa de chá, o Pavilhão das Matérias-Primas e catorze bustos de «tipos» africanos e asiáticos, do escultor Manuel de Oliveira. O museu diz estar a dar novo significado a este património, em colaboração com as comunidades de origem.1

Notas sobre as fontes2
  • Os nomes das pessoas expostas em 1940, que Cláudia Castelo diz estarem no Arquivo Histórico Ultramarino: nenhuma das fontes consultadas os publica.
  • Quantas das 138 pessoas expostas eram mulheres e quantas eram crianças: as fontes consultadas não o dizem.

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Fontes3
  1. 1Jardim Botânico Tropical. Museu Nacional de História Natural e da Ciência — Universidade de Lisboa — consultado a 3 de outubro de 2026
  2. 2Cláudia Castelo, Simulação e dissimulação do império colonial português em Belém, Lisboa (1940/2020): a secção colonial e o jardim botânico tropical. Anais do Museu Histórico Nacional (Rio de Janeiro), vol. 54, 2021 — consultado a 3 de outubro de 2026
  3. 3Horários e preços. Museu Nacional de História Natural e da Ciência — Universidade de Lisboa — consultado a 3 de outubro de 2026

Coordenadas: OpenStreetMap (nó 1206842885, entrada principal), consultado a 3 de outubro de 2026.

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