Major de Artilharia, elaborou o plano de operações do 25 de Abril e dirigiu as operações a partir do Posto de Comando clandestino da Pontinha; foi depois comandante do COPCON e da Região Militar de Lisboa.
Revoluçãomajor de Artilhariaautor do plano de operações do 25 de Abrilcomandante do COPCON e da Região Militar de Lisboamembro do Conselho da Revoluçãocandidato presidencial (1976 e 1980)
Nasceu
31 de agosto de 1936, Lourenço Marques (atual Maputo), Moçambique
Nasceu a 31 de agosto de 1936 em Lourenço Marques, hoje Maputo.19 Oficial de Artilharia, combateu em Angola e na Guiné e foi um dos principais dinamizadores da contestação ao Decreto-Lei n.º 353/73, que deu origem ao Movimento dos Capitães.1 A reunião de Óbidos, a 1 de dezembro de 1973, elegeu uma Comissão Coordenadora do movimento; a 5 de dezembro, numa reunião dessa comissão na Costa da Caparica, Otelo, Vasco Lourenço e Vítor Alves ficaram com a direção.5312 Na última reunião da Comissão, a 24 de março de 1974, assumiu a responsabilidade de elaborar o plano de operações, a que deu o nome de «Viragem Histórica».32
A 23 de abril entregou aos oficiais de ligação, no Parque Eduardo VII, as «Instruções Finais».4 Desde a noite de 24 dirigiu as operações a partir do Posto de Comando instalado no Regimento de Engenharia n.º 1, na Pontinha.21 Foi ele quem insistiu com Salgueiro Maia para forçar a rendição do Quartel do Carmo, e quem, em nome dos capitães, mandatou António de Spínola para receber o poder de Marcelo Caetano.2
A 13 de julho de 1974 foi nomeado comandante da Região Militar de Lisboa e comandante-adjunto do COPCON, criado dias antes e comandado, por lei, pelo chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas; foi graduado em brigadeiro.11131 Na crise do 28 de setembro de 1974 terá ficado retido, com Vasco Gonçalves, no Palácio de Belém.6 Fez parte do Conselho da Revolução desde a sua criação, em março de 1975, e em maio integrou com Costa Gomes e Vasco Gonçalves o Diretório, a estrutura política de cúpula dos IV e V Governos Provisórios.1 A 20 de novembro de 1975 foi substituído no comando da Região Militar de Lisboa por Vasco Lourenço, decisão que esteve na origem da crise do 25 de Novembro.7 Conotado com a ala mais radical do MFA, foi preso na sequência desses acontecimentos e solto três meses depois. Candidatou-se à Presidência da República em 1976 e em 1980. Em 1985 voltou a ser preso, no caso das FP-25; foi libertado cinco anos mais tarde, depois de recorrer da condenação, e em 1996 a Assembleia da República aprovou uma amnistia para os presos desse processo.1 Morreu a 25 de julho de 2021, aos 84 anos, no Hospital Militar, em Lisboa.109
Se ficou de facto retido no Palácio de Belém no 28 de Setembro: a Comissão Comemorativa 50 Anos diz que ele e Vasco Gonçalves estiveram «aparentemente detidos».
9Morreu Otelo Saraiva de Carvalho. Observador, 2021 — consultado a 4 de outubro de 2026Nascido a 31 de agosto de 1936 em Lourenço Marques; morreu internado no Hospital das Forças Armadas.