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O Palácio Foz, na Praça dos Restauradores, em 2011. Gerd Eichmann, CC BY-SA 4.0

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Palácio comprido de fachada rosada, com três andares de janelas, telhado de mansarda escuro e um frontão ao centro, diante de uma praça larga.
O Palácio Foz, na Praça dos Restauradores, em 2011. Gerd Eichmann, CC BY-SA 4.0

Santa Maria Maior

Palácio Foz – Secretariado da Propaganda Nacional / Secretariado Nacional de Informação (SPN/SNI)

Palácio dos Restauradores adquirido pelo Estado em 1940 para o aparelho de propaganda do regime (SPN, depois SNI), dirigido por António Ferro. No mesmo edifício, com entrada pela Calçada da Glória, funcionou a censura à imprensa entre 1947/48 e 1961.

Hoje: Palácio Foz: serviços públicos e o Museu Nacional do Desporto
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História

O Palácio Foz, antigo Palácio Castelo Melhor, foi construído entre 1777 e 1858 e é Imóvel de Interesse Público desde 1971.212 No início do século XX, depois do declínio dos seus proprietários, teve vários inquilinos.2

O Secretariado da Propaganda Nacional (SPN) foi criado a 25 de setembro de 1933 e dirigido pelo jornalista António Ferro;89 em 1944, pelo Decreto-Lei n.º 33 545, de 23 de fevereiro, deu lugar ao Secretariado Nacional de Informação e Cultura Popular (SNI).110 Em 1940 o Estado comprou o palácio, despejou os inquilinos e destinou-o à sede do SPN; as obras de adaptação, do arquiteto Luís Benavente, começaram no ano seguinte.113

O edifício teve também um papel direto na repressão da palavra escrita: segundo o investigador Joaquim Cardoso Gomes, os serviços de censura à imprensa funcionaram na Calçada da Glória, 9, 2.º, «no edifício do Palácio Foz», de 1947/48 até 1961, antes de passarem para a Rua de São Pedro de Alcântara.5

Nas imediações, junto ao Elevador da Glória, agentes da PIDE mataram o trabalhador David Almeida Reis, em frente ao antigo café Palladium, durante a manifestação do 1.º de Maio de 1964.6 O café, aberto em 1932 e fechado no fim dos anos 70, ficava no rés do chão do n.º 1 da Avenida da Liberdade, ao lado do ascensor.1415 Depois do 25 de Abril instalou-se no palácio o Instituto da Comunicação Social;3 hoje alberga, entre outros serviços, o Museu Nacional do Desporto, aberto em 2012.13

Notas sobre as fontes2
  • A revista «JJ – Jornalismo & Jornalistas», que publicou o estudo de Joaquim Cardoso Gomes, ilustra com o Palácio Ludovice (Rua de São Pedro de Alcântara, 45) um edifício onde «funcionou o SPN»; não se confirmou em que anos.
  • Horários de visita: a página do Museu Nacional do Desporto (IPDJ) só publica o horário do Centro Interpretativo do Jamor, aberto pelo museu em 2019, e não diz se o núcleo do Palácio Foz continua aberto ao público.

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Fontes15
  1. 1Decreto-Lei n.º 33 545, de 23 de fevereiro de 1944 (Diário do Governo, I série, n.º 37). Diário do Governo (Imprensa Nacional), no Diário da República Eletrónico, 1944 — consultado a 4 de outubro de 2026Concentra o Secretariado da Propaganda Nacional, os serviços de turismo, de imprensa (com a censura), de exposições e de radiodifusão «num Secretariado Nacional de Informação e Cultura Popular, dependente da Presidência do Conselho».
  2. 2Palácio Foz. Open House Lisboa – Trienal de Arquitectura de Lisboa — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3Palácio Foz. Wikipédia (ponto de partida) — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Secretariado de Propaganda Nacional. Wikipédia (ponto de partida) — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5Os censores da imprensa (Joaquim Cardoso Gomes), JJ – Jornalismo & Jornalistas n.º 57, jan./jun. 2014. Clube de Jornalistas (PDF no Centro de Documentação 25 de Abril, Univ. Coimbra) — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 6Os que ficaram pelo caminho (lista, páginas 1 a 7). Memória Comum – Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos — consultado a 2 de outubro de 2026
  7. 7Nominatim – OpenStreetMap (geocodificação). OpenStreetMap contributors (ODbL) — consultado a 2 de outubro de 2026
  8. 8Decreto-Lei n.º 23 054, de 25 de setembro de 1933 (Diário do Governo, I série, n.º 218): cria o Secretariado da Propaganda Nacional. Diário do Governo (Imprensa Nacional), no Diário da República Eletrónico, 1933 — consultado a 3 de outubro de 2026
  9. 9Associação dos Professores de História / André Silveira, O SPN como motor do projeto cultural do Estado Novo. RTP Ensina, 2021 — consultado a 3 de outubro de 2026
  10. 10A Censura no Salazarismo. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  11. 11Margarida Elias, A adaptação do Palácio Foz para sede do Secretariado Nacional de Informação: a intervenção da DGEMN e de Luís Benavente no mobiliário e decoração de interiores (1940-1953). Instituto de História da Arte – NOVA FCSH (repositório RUN), 2014 — consultado a 3 de outubro de 2026O resumo diz que em 1940 o Estado comprou o palácio e decidiu que seria ocupado pelo SPN/SNI e pela Inspeção-Geral dos Espetáculos; as obras, de Luís Benavente para a DGEMN, começaram no ano seguinte.
  12. 12Palácio Foz, Palácio Castelo Melhor. e-cultura (Centro Nacional de Cultura) — consultado a 3 de outubro de 2026Ficha de património: Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 516/71 (Diário do Governo n.º 274, de 22 de novembro de 1971).
  13. 13Museu Nacional do Desporto. IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude — consultado a 3 de outubro de 2026O museu foi inaugurado no Palácio Foz, nos Restauradores, a 12 de julho de 2012.
  14. 14O Pátio das Antigas — o Palladium da Avenida. Time Out Lisboa — consultado a 4 de outubro de 2026O Café Palladium abriu em 1932 no piso térreo do n.º 1 da Avenida da Liberdade, ao lado do Ascensor da Glória, e fechou no fim dos anos 70.
  15. 15Edifício do Café Palladium. Centro Nacional de Cultura (e-cultura) — consultado a 4 de outubro de 2026Morada do edifício — Avenida da Liberdade, 1-3.

Coordenadas: OpenStreetMap (Nominatim), consultado a 2 de outubro de 2026.

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