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Em Cada Esquina
Fachada amarela e branca de um teatro, com uma grande janela em arco por cima da entrada e um letreiro escuro onde se lê «S. Luiz»; a rua, com carris de elétrico e carros estacionados, segue em fundo entre prédios, sob um céu branco.

Crédito da imagem: Hipersyl · CC BY-SA 4.0

A fachada do Teatro São Luiz, na Rua António Maria Cardoso, no Chiado, em março de 2018.

Percurso · Cultura e censura · a pé

Uma gaivota voava

Das canções que a censura cortou à canção que a rua cantou, do Chiado a Entrecampos

Distância
5,5 km
Duração
2 h 10 min
Paragens
6
Dificuldade:
Média
Começar o percurso

Paragens

Mapa do percurso «Uma gaivota voava», com 6 paragens numeradas. A lista das paragens está a seguir ao mapa.

As paragens

  1. Paragem 1: : 1969 — «Quem faz um filho, fá-lo por gosto»Hoje: São Luiz Teatro Municipal

    Rua António Maria Cardoso, 38, 1200-027 Lisboa

    Fachada amarela e branca de um teatro, com uma grande janela em arco por cima da entrada e um letreiro escuro onde se lê «S. Luiz»; a rua, com carris de elétrico e carros estacionados, segue em fundo entre prédios, sob um céu branco.
    A fachada do Teatro São Luiz, na Rua António Maria Cardoso, no Chiado, em março de 2018. Hipersyl, CC BY-SA 4.0

    A 24 de fevereiro de 1969, o Grande Prémio TV da Canção saiu pela primeira vez dos estúdios e foi transmitido em direto deste palco, apresentado pela atriz Maria de Lourdes Norberto.1011 Ganhou a «Desfolhada Portuguesa», poema de José Carlos Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes, na voz de Simone de Oliveira, que não fora a primeira escolha.1210 A censura deixou passar o verso «Quem faz um filho, fá-lo por gosto», que ofendeu a moral mais conservadora.10 Cinquenta anos depois, a cantora contou à Visão que foi insultada nos restaurantes e incomodada na rua, «sobretudo por homens», e que esteve para ser presa.4 Nessa noite concorreu também Teresa Paula Brito, que se reencontra no Coliseu e no fim do percurso.11

    O teatro viveu esses anos, diz ele próprio, «paredes meias com a sede da polícia política»: a sede da PIDE ficava nesta mesma rua, a poucos passos.13 Em maio de 1974, já em liberdade, a Emissora Nacional e a RTP organizaram aqui um espetáculo de canto livre: disseram-se poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen, de Manuel Alegre e de outros poetas, e cantou-se «Cantar Não É Talvez Suficiente», de Manuel Alegre, com música de Francisco Fanhais.14

    Até à paragem 21,1 km · 15 min a pé

  2. Paragem 2: : 1974 — As letras que voltaram cortadasHoje: Coliseu dos Recreios

    Rua das Portas de Santo Antão, 92-104, 1150-268 Lisboa

    Sala de espetáculos vazia, com filas de cadeiras vermelhas na plateia, camarotes e galerias em volta e o palco ao fundo, sob uma cúpula.
    A plateia do Coliseu dos Recreios, em 2010. Diogomedina, CC0 1.0

    Para o I Encontro da Canção Portuguesa, que a Casa da Imprensa organizou aqui a 29 de março de 1974, os textos das canções tinham seguido com antecedência para a Direção-Geral dos Espetáculos. Voltaram aos bastidores por volta das 20h30, «razoavelmente truncados, ou mesmo totalmente cortados», contou depois José Jorge Letria, e os cantores souberam dos cortes poucos minutos antes de começar; entre as canções proibidas estavam «Venham Mais Cinco» e «A Morte Saiu à Rua», de José Afonso.1 Francisco Fanhais, que devia atuar, foi proibido e assistiu da plateia. Manuel Freire disse que se tinha esquecido das letras no comboio, e a sala percebeu, pôs-se de pé e cantou com ele a «Pedra Filosofal».1

    No palco estava Maria do Amparo: segundo a legenda do «Diário de Lisboa» do dia seguinte, cinco mil pessoas puseram-se de pé para cantar a «Grândola» com José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Jorge Letria, Manuel Freire, José Barata Moura, Carlos Moniz, Maria do Amparo e o conjunto Intróito. A reportagem do jornal tinha um texto da jornalista Regina Louro, que contou como Letria chamou ao palco todos os cantores, para cantarem juntos. Na entrega dos prémios da Casa da Imprensa, a sala gritou «Fascistas! Fascistas!» durante quase um minuto, escreveu no seu relatório o comandante da PSP que vigiava a noite.1

    Passaram por este palco outras mulheres. Teresa Paula Brito cantou aqui, uma única vez, os poemas de Maria Teresa Horta do disco «Minha Senhora de Mim», e foi apupada por um público que os achou demasiado sensuais; saiu do palco em lágrimas.5 Luísa Basto cantou aqui em 1980, nos dez anos da CGTP-IN.15 E a 29 de janeiro de 1983, já doente, José Afonso voltou a cantar a «Grândola» com a sala, e gritou no fim o que em 1974 não podia: «25 de Abril, Sempre!».1 A noite de 1974 conta-se também no percurso «Palavras proibidas».

    José Afonso canta «Grândola, Vila Morena» no concerto do Coliseu dos Recreios de 29 de janeiro de 1983, num excerto publicado pela Associação José Afonso. Foi um dos últimos grandes concertos do cantor, já doente, e a canção que servira de senha ao 25 de Abril foi cantada com a sala.

    Página original Licença padrão do YouTube — embed permitido pelo canal oficial da Associação José Afonso

    Associação José Afonso, no YouTube. O leitor só se liga a esse sítio quando carregar em «Ver».

    Até à paragem 31 km · 15 min a pé

  3. Paragem 3: : 1971 — «Queixa das Almas Jovens Censuradas»Rua Rodrigues Sampaio, 52, 5.º andar, Lisboa

    Rua Rodrigues Sampaio, 52, 5.º andar, Lisboa

    Rua comprida vista de uma janela alta, entre prédios de vários andares, com carros estacionados dos dois lados e algumas árvores, sob céu nublado.
    A Rua Rodrigues Sampaio, onde morou Natália Correia, vista do alto, em 2011. deror_avi, CC BY-SA 3.0

    Natália Correia viveu no 5.º andar do n.º 52 desta rua de 1953 até morrer, em 1993.16 Vivia aqui quando a «Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica», que organizou e publicou em 1966, foi apreendida pela censura e a levou a julgamento no Tribunal Plenário, de 1969 a 1970.16

    Um poema seu deu canção: José Mário Branco, exilado em França desde 1963, musicou «Queixa das Almas Jovens Censuradas» e gravou-a em 1971 no LP «Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades», feito no Strawberry Studio, em Hérouville.7181920 Voltou a gravá-la em 1982, no disco «Ser Solidário».21 Natália escreveu o poema em 1957, segundo o Museu do Aljube, quando já morava nesta casa;17 as fontes não dizem onde o escreveu: esta é a casa da autora, não o lugar da canção.

    A gravação de 1971 do poema de Natália Correia musicado por José Mário Branco, do LP «Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades», gravado em França, no exílio. A faixa chega ao YouTube pela distribuidora da editora, no canal automático do cantor.

    Página original Licença padrão do YouTube — faixa entregue ao YouTube pela Parlophone Spain (℗ 1971 José Mário Branco, em licença exclusiva à Warner Music Portugal); embed permitido (oEmbed)

    Warner Music Portugal (canal «José Mário Branco – Topic», do YouTube), no YouTube. O leitor só se liga a esse sítio quando carregar em «Ouvir».

    Até à paragem 41,1 km · 15 min a pé

  4. Paragem 4: : 1969 — O «Zip-Zip» e a canção «obscena»Hoje: Teatro Villaret

    Avenida Fontes Pereira de Melo, 30-A, 1050-122 Lisboa

    Rés-do-chão de um prédio de varandas corridas, com a porta envidraçada de um teatro, o letreiro «teatro villaret» e grandes cartazes de um espetáculo; ao lado, a montra de uma repartição de finanças, e à frente um banco e a faixa do autocarro.
    A entrada do Teatro Villaret, no rés-do-chão de um prédio da Avenida Fontes Pereira de Melo, em outubro de 2022. Joehawkins, CC BY-SA 4.0

    Raul Solnado abriu este teatro a 10 de janeiro de 1965.22 Quatro anos depois, a 26 de maio de 1969, a RTP estreou aqui o «Zip-Zip», de Solnado, Carlos Cruz e Fialho Gouveia, gravado com público: no primeiro programa, a atriz Laura Soveral disse o poema de Almada Negreiros «Pede-se a uma criança: desenha uma flor!», e o convidado foi o próprio Almada.23 Até dezembro, à segunda-feira à noite, o programa levou às casas uma geração de cantores de viola na mão, os «baladeiros».824

    Foi neste palco que Manuel Freire cantou pela primeira vez em público a «Pedra Filosofal», sobre o poema de António Gedeão; voltou a cantá-la no último programa e, em 1971, regressou aqui para receber o «disco de bronze», por dez mil discos vendidos.824 Também Maria do Amparo passou pelo programa, e a transmissão da «Cantilena» de Francisco Fanhais obrigou a negociações de bastidores com a censura.258

    Ana Maria Teodósio cantou no «Zip-Zip» ao lado de Carlos Alberto Moniz.258 A primeira canção que escolheu, de «delicada sensualidade feminina», nas palavras do Observador — «minhas pernas longas, lisas, / são abóbadas são templos» —, foi vetada pela censura por «obscena»; cantou a segunda, «Meninos», e não ficou gravação de nenhuma das duas.8 Em 1971, foi ela quem gravou primeiro «Manuel», a canção de Ermelinda Duarte sobre a guerra colonial — e é Ermelinda quem espera no fim do percurso.8

    Manuel Freire canta a «Pedra Filosofal», poema de António Gedeão com música sua, numa edição digital da World Music Records publicada a 1 de fevereiro de 2020. A editora não diz de que ano é a gravação; a canção ouviu-se pela primeira vez em público no «Zip-Zip», no Teatro Villaret, em 1969.

    Página original Licença padrão do YouTube — faixa entregue ao YouTube pela World Music Records; embed permitido (oEmbed)

    World Music Records (canal «Manuel Freire – Topic», do YouTube), no YouTube. O leitor só se liga a esse sítio quando carregar em «Ouvir».

    Até à paragem 51,2 km · 20 min a pé

  5. Paragem 5: : 24 de abril de 1974, 22h55 — A primeira senhaAvenida Elias Garcia, 162, 7.º, 1050-102 Lisboa

    Avenida Elias Garcia, 162, 7.º, 1050-102 Lisboa

    Vista do alto de uma avenida escondida por copas de árvores, entre prédios de habitação de vários andares, com telhados vermelhos e torres de escritórios ao fundo.
    A Avenida Elias Garcia, nas Avenidas Novas, vista do alto, em junho de 2013. Cruks, CC BY-SA 3.0

    Às 22h55 de 24 de abril de 1974, do estúdio que os Emissores Associados de Lisboa tinham no 7.º andar deste prédio, o locutor João Paulo Diniz pôs no ar «E Depois do Adeus», cantada por Paulo de Carvalho: era a primeira senha do Movimento das Forças Armadas.2627 O Movimento escolhera-a por não levantar suspeitas: era uma balada romântica, sem conteúdo político.28

    A canção, com letra de José Niza e música de José Calvário, tinha ganho a 7 de março o Grande Prémio TV da Canção, transmitido em direto do Teatro Maria Matos e apresentado por Glória de Matos e Artur Agostinho.29 Foi Glória de Matos quem escreveu a giz, no quadro, os resultados que Artur Agostinho anunciava, e quem entregou o prémio a Paulo de Carvalho.9 A segunda senha, a «Grândola», passou às 00h20 na Rádio Renascença; essa história conta-a o percurso «O dia inicial».28

    O que se vê hoje

    Uma das placas do projeto «Lugares de Abril», da Câmara Municipal de Lisboa e da Associação 25 de Abril, com um código QR que leva à história do lugar.3536

    Paulo de Carvalho canta «E Depois do Adeus», de José Niza, a canção que venceu o Festival da Canção de 1974, num registo da RTP desse ano. Às 22h55 de 24 de abril, transmitida pelos Emissores Associados de Lisboa, foi a primeira senha da revolução.

    Página original Licença padrão do YouTube — embed permitido pelo canal oficial da RTP

    RTP, no YouTube. O leitor só se liga a esse sítio quando carregar em «Ver».

    Até à paragem 61,1 km · 15 min a pé

  6. Paragem 6: : 1974 — «Somos livres, somos livres de voar»Hoje: Obras do empreendimento EntreCampos, no terreno da antiga Feira Popular

    Avenida da República, no recinto da antiga Feira Popular de Lisboa, em Entrecampos

    Vista do alto de uma escavação funda, com muros de contenção de betão e água parada no fundo; à esquerda passa uma avenida com trânsito, e por trás alinham-se prédios de habitação de várias cores sob um céu com nuvens.
    O estaleiro das obras no terreno da antiga Feira Popular, em Entrecampos, visto do alto em outubro de 2025. O Teatro Vasco Santana ficava neste recinto. Hipersyl, CC BY 4.0

    Aqui, no recinto da Feira Popular, a Câmara de Lisboa tinha um pavilhão de cinema. Foi nele que, a 16 de dezembro de 1964, Luzia Maria Martins e Helena Félix apresentaram «Joana de Lorena», o primeiro espetáculo do Teatro Estúdio de Lisboa (TEL), a primeira companhia de teatro independente da cidade, que fundaram com Valentina Trigo de Sousa.3031 Em 1972, o pavilhão passou a ser o Teatro Vasco Santana, a casa permanente do TEL.30

    Em 1974, Luzia Maria Martins escreveu para a companhia «Lisboa 72-74», cenas da vida de Lisboa estreadas depois do 25 de Abril. Foi nessa peça que se ouviu pela primeira vez «Somos Livres», com letra e música da atriz Ermelinda Duarte, do TEL desde 1969: «Uma gaivota voava, voava, / asas de vento, coração de mar. / Como ela, somos livres, / somos livres de voar».32333 A RTP conta-a entre as canções mais populares depois do derrube da ditadura.2 As fontes não dizem em que sala estreou a peça.

    Também em 1974, ao fim da tarde e com entrada livre, o Movimento de Libertação das Mulheres lançou aqui «Mulheres Guerrilheiras», que «O Século» anunciou como o primeiro disco feminista português: poema de Maria Teresa Horta, música de Pedro Jordão, na voz de Teresa Paula Brito, a mesma cantora que o público do Coliseu apupou.65 O TEL acabou em 1991, o ano em que Helena Félix morreu, e uma rua aqui perto tem o nome dela desde o Dia Internacional da Mulher de 1993.3231 A Feira fechou em 2003, e o terreno é hoje uma obra.3034

    O single de Ermelinda Duarte com «Somos Livres», publicado pela editora Valentim de Carvalho, que o data de 1975: dois temas da sua autoria, com arranjos de José Cid. A canção nascera em 1974 na crónica «Lisboa 72-74», do Teatro Estúdio de Lisboa.

    Página original Licença padrão do YouTube — embed permitido pelo canal oficial da editora Valentim de Carvalho

    Edições Valentim de Carvalho, no YouTube. O leitor só se liga a esse sítio quando carregar em «Ver».

Notas sobre as fontes9
  • O ponto do Teatro Vasco Santana no mapa é aproximado: é o da antiga Feira Popular, do lado da Avenida da República, onde as fontes situam o pavilhão.
  • Em que sala estreou «Lisboa 72-74», a peça em que se ouviu pela primeira vez «Somos Livres»: nenhuma fonte o diz. O Teatro Estúdio de Lisboa tinha casa permanente no Teatro Vasco Santana desde 1972, mas a lista das peças lá estreadas que o Restos de Colecção publica não a inclui.
  • O dia do espetáculo de lançamento de «Mulheres Guerrilheiras»: o recorte de «O Século» diz «ontem», e a Casa Comum data-o só de 1974.
  • Quando foi Teresa Paula Brito apupada no Coliseu: o musicólogo Luís Freitas Branco conta-o sem data.
  • O dia do I Encontro da Canção Portuguesa: 29 de março de 1974 (Casa Comum, Mensagem de Lisboa) ou 28 de março (cronologia da Associação 25 de Abril).
  • O dia do primeiro «Zip-Zip»: 26 de maio de 1969 no vídeo da RTP Arquivos, 24 de maio na fotografia da mesma emissão.
  • Se a «Pedra Filosofal» que se ouve na paragem do Villaret é a gravação de 1969–1970: a edição digital é de 2020, da World Music Records, que não diz o ano da gravação.
  • O ano de «Ser Solidário», de José Mário Branco: 1982 no Arquivo José Mário Branco, que dá as datas da gravação (janeiro a março de 1982); 1980 no Museu do Aljube.
  • O ano da morte de Natália Correia: 1993 (Imprensa Nacional, que se segue); o Arquivo José Mário Branco escreve 16 de março de 1992.

Sabe mais, ou tem um documento? Conte-nos.

Fontes36
  1. 1Pedro Tadeu, «Fascistas! Fascistas!» gritaram cinco mil pessoas no Coliseu, no mês antes de Abril. Mensagem de Lisboa, 2024 — consultado a 3 de outubro de 2026
  2. 2Canção «Somos livres» (Noticiário Nacional, janeiro de 1975). RTP Arquivos — consultado a 3 de outubro de 2026
  3. 3Ermelinda Duarte — «Somos Livres» [1975] (descrição do single, com o texto de Etelvina Lopes de Almeida que acompanhou a edição em vinil). Edições Valentim de Carvalho (canal oficial no YouTube), 2020 — consultado a 4 de outubro de 2026
  4. 4Miguel Carvalho, «A Desfolhada» chegou a Simone em segredo e ela cantou-a entre insultos e GNR a cavalo. Visão (Arquivo Morto), 2019 — consultado a 4 de outubro de 2026
  5. 5Ana Monteiro Fernandes, Entrevista. Luís Freitas Branco: «Acreditava-se que a música teria uma capacidade funcional de derrubar a ditadura». Comunidade Cultura e Arte, 2024 — consultado a 3 de outubro de 2026
  6. 6Movimento de Libertação das Mulheres - O Século (recorte de imprensa, 1974). Casa Comum – Fundação Mário Soares e Maria Barroso (fundo UMAR), 1974 — consultado a 4 de outubro de 2026Cota 10092.005.001.001. O recorte não traz data; o arquivo data-o de 1974.
  7. 7«Queixa das almas jovens censuradas» (canção). Arquivo Musical José Mário Branco (CESEM, NOVA FCSH) — consultado a 4 de outubro de 2026
  8. 8Luís Freitas Branco, 1971. Os baladeiros e o sonho da Pedra Filosofal: «O que nos uniu foi o que nos separou». Observador, 2021 — consultado a 4 de outubro de 2026
  9. 9XI Grande Prémio TV da Canção 1974 (reportagem do «TV 7», 10 de março de 1974). RTP Arquivos — consultado a 4 de outubro de 2026
  10. 10Jorge Mangorrinha, #15 «Desfolhada portuguesa» (José Carlos Ary dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes), Simone de Oliveira, 1969 — série «50 canções a chamar Abril». Diário de Notícias, 2024 — consultado a 4 de outubro de 2026
  11. 11Grande Prémio TV da Canção Portuguesa 1969 (emissão em direto do Teatro São Luiz, 24 de fevereiro de 1969). RTP Arquivos — consultado a 4 de outubro de 2026
  12. 12Grande Prémio TV da Canção Portuguesa 1969 (reportagem do Noticiário Nacional, 25 de fevereiro de 1969). RTP Arquivos — consultado a 4 de outubro de 2026
  13. 1348 Memórias (exposição de 18 a 30 de abril de 2022, com curadoria de Tiago Bartolomeu Costa). São Luiz Teatro Municipal (EGEAC), 2022 — consultado a 4 de outubro de 2026
  14. 14Espetáculo de Canto Livre (Emissora Nacional, 24 de maio de 1974). RTP Arquivos — consultado a 3 de outubro de 2026
  15. 15António Adriano (textos), Adriano Correia de Oliveira, músico, 1942-1982. Câmara Municipal de Lisboa — Comissão Municipal de Toponímia, 2016 — consultado a 3 de outubro de 2026
  16. 16O Essencial sobre Natália Correia (Luiz Fagundes Duarte). Imprensa Nacional, 2024 — consultado a 2 de outubro de 2026
  17. 17Natália Correia. Museu do Aljube Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado a 2 de outubro de 2026
  18. 18Natália Correia (ficha de pessoa). Arquivo Musical José Mário Branco (CESEM, NOVA FCSH) — consultado a 4 de outubro de 2026
  19. 19«Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades» (LP, 1971). Arquivo Musical José Mário Branco (CESEM, NOVA FCSH) — consultado a 4 de outubro de 2026
  20. 20José Mário Branco — biografia e testemunho (Vidas Prisionáveis, recolhido a 16 de maio de 2019). Museu do Aljube Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado a 3 de outubro de 2026
  21. 21«Ser solidário» (LP, 1982). Arquivo Musical José Mário Branco (CESEM, NOVA FCSH) — consultado a 4 de outubro de 2026Álbum duplo de 1982, editado pela Edisom, gravado de 4 de janeiro a 12 de março de 1982.
  22. 22Eurico de Barros, O Pátio das Antigas: O teatro que Raul Solnado construiu. Time Out Lisboa, 2023 — consultado a 4 de outubro de 2026
  23. 23Entrevista a Almada Negreiros no «Zip-Zip» (primeiro programa, 26 de maio de 1969). RTP Arquivos — consultado a 4 de outubro de 2026
  24. 24Zip Zip – Parte II (último programa da série, 29 de dezembro de 1969). RTP Arquivos — consultado a 4 de outubro de 2026
  25. 25Jorge Mangorrinha, #44 «Trevo de Maio» (Maria do Amparo – Carlos Alberto Moniz), Carlos Alberto Moniz & Maria do Amparo, 1973 — série «50 canções a chamar Abril». Diário de Notícias, 2024 — consultado a 3 de outubro de 2026
  26. 26Emissores Associados de Lisboa (Lugares de Abril). Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  27. 27Movimentações do dia 25 de Abril. Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  28. 28Operação Viragem Histórica. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  29. 29XI Grande Prémio da Canção 1974 (emissão em direto do Teatro Maria Matos, 7 de março de 1974). RTP Arquivos — consultado a 4 de outubro de 2026
  30. 30José Leite, Teatro Vasco Santana. Restos de Colecção (blogue), 2014 — consultado a 4 de outubro de 2026Com fotografias do Arquivo Municipal de Lisboa e da Hemeroteca Digital e uma lista das peças em cena no teatro, de 1963 a 1989.
  31. 31A Rua Helena Félix do Teatro Estúdio de Lisboa na Feira Popular. Câmara Municipal de Lisboa — Toponímia de Lisboa, 2018 — consultado a 4 de outubro de 2026
  32. 32Marta Brites Rosa, Luzia Maria Martins (Lisbon, 27/05/1927 – Lisbon, 13/09/2000). DramaOnline — Dramaturgia portuguesa dos séculos XX e XXI (dir. Sebastiana Fadda); versão revista da entrada do Centro Virtual Camões — consultado a 3 de outubro de 2026
  33. 33A mãe do teatro independente num Largo da Quinta dos Barros. Câmara Municipal de Lisboa — Toponímia de Lisboa, 2013 — consultado a 3 de outubro de 2026
  34. 34«Melhor projeto urbanístico da Europa» vai nascer no terreno da antiga Feira Popular. Olhares de Lisboa, 2026 — consultado a 4 de outubro de 2026
  35. 35Lisboa – Lugares de Abril. Associação 25 de Abril — consultado a 3 de outubro de 2026
  36. 36Inauguradas as últimas placas do Projeto «Lugares de Abril». Olhares de Lisboa, 2024 — consultado a 3 de outubro de 2026

Outros percursos

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    O 25 de abril de 1974 hora a hora, do Terreiro do Paço ao Carmo e à porta da polícia política

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