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Manuel Freire

n. 1942

Cantor. Pôs música no poema «Pedra Filosofal», de António Gedeão, e cantou-o pela primeira vez em público no «Zip-Zip», no Teatro Villaret, em 1969; em março de 1974, no Coliseu, sem as letras que a censura cortara, pôs a sala a cantá-lo de pé.

Cultura e censuracantorautor da música da «Pedra Filosofal»
Nasceu
1942, Vagos
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Biografia

Nasceu em 1942.1 Estudou um ano em Coimbra, durante a crise académica de 1962, e outro no Porto; depois da tropa, foi trabalhar para uma empresa metalúrgica de Ovar, a operar máquinas de cartões perfurados, e a PIDE passava lá uma vez por ano a perguntar pelo funcionário das baladas. Cantava aos fins de semana, nos feriados e nas férias.2

Em 1969, no «Zip-Zip», no Teatro Villaret, cantou pela primeira vez em público a «Pedra Filosofal», sobre o poema de António Gedeão, e tornou-se logo um dos rostos da nova canção portuguesa.2 Voltou a cantá-la no último programa, a 29 de dezembro.3 Em 1971, no mesmo palco, a editora Zip-Zip deu-lhe o «disco de bronze», por dez mil exemplares vendidos.2

A 29 de março de 1974, no I Encontro da Canção Portuguesa, no Coliseu, as letras voltaram cortadas pela censura; disse ao público, com ironia, que as tinha esquecido no comboio, e a sala percebeu, aplaudiu de pé e cantou com ele a «Pedra Filosofal» — «eles não sabem, nem sonham, / que o sonho comanda a vida».4 No fim, foi um dos que cantaram a «Grândola» com José Afonso e cinco mil pessoas.4 Em maio, já em liberdade, cantou «Vai no Vento» no I Encontro Livre da Canção Popular, no Porto.5

Notas sobre as fontes1
  • O ano e o lugar de nascimento (1942, Vagos) vêm da Wikidata.

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Fontes5
  1. 1Manuel Freire (Q6752588). Wikidata — consultado a 4 de outubro de 2026
  2. 2Luís Freitas Branco, 1971. Os baladeiros e o sonho da Pedra Filosofal: «O que nos uniu foi o que nos separou». Observador, 2021 — consultado a 4 de outubro de 2026
  3. 3Zip Zip – Parte II (último programa da série, 29 de dezembro de 1969). RTP Arquivos — consultado a 4 de outubro de 2026
  4. 4Pedro Tadeu, «Fascistas! Fascistas!» gritaram cinco mil pessoas no Coliseu, no mês antes de Abril. Mensagem de Lisboa, 2024 — consultado a 3 de outubro de 2026
  5. 51.º Encontro Livre da Canção Popular no Porto (Informação Diária, 6 de maio de 1974). RTP Arquivos — consultado a 3 de outubro de 2026

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