
Angelina Vidal
1847–1917 · professora
A outra metade da história
Lutaram pelo voto e pela lei do divórcio, escreveram o que a censura cortava, organizaram-se quando organizar-se era crime, foram presas, julgadas e exiladas — e ficaram, demasiadas vezes, à margem dos livros. Aqui ficam no centro.

71 mulheres, pela ordem em que nasceram — da geração que pediu o voto à que fez a revolução.

1847–1917 · professora

1860–1929 · escritora e pedagoga (pseudónimo Caiel)

1867–1935 · médica obstetra e ginecologista

1869–1948 · professora

1871–1955 · professora

1871–1966 · primeira mulher a frequentar a Universidade de Coimbra

1872–1935 · escritora, pioneira da literatura infantil

1873–1932 · escritora e poetisa
1877–1942 · advogada

1878–1911 · médica cirurgiã e ginecologista
1879–1964 · médica
1881–1948 · escritora e conferencista

1881–1938 · benemérita

1882–1973 · primeira jornalista de reportagem em Portugal
1888–1993 · professora primária e educadora de infância
1891–1931 · notária, com cartório em Alcântara

1893–1967 · primeira advogada portuguesa
1893–1983 · jornalista
1895–1987 · professora de Matemática
1902–1963 · professora
1904–1991 · jurista e escritora
1906–1983 · médica

1908–1950 · atriz
1908–2001 · médica obstetra

1915–1998 · engenheira civil
1917–2009 · ativista feminista e antifascista
1918–2011 · engenheira química

1919–2004 · poeta
1920–1991 · atriz
1921–2011 · fundadora e dirigente do Movimento Nacional Feminino (pró-regime)
1922–2010 · trabalhadora rural e empregada doméstica
1923–1998 · professora

1923–1993 · poeta

1925–2015 · atriz
1926–2010 · poeta
1926–2002 · poeta
1926–2007 · escritora
1927–2000 · encenadora e dramaturga
1928–1970 · combatente da Resistência francesa
1928–2023 · artista plástica
1929–2018 · jurista

1930–2004 · engenheira química
1930–1965 · secretária de Humberto Delgado

n. 1933 · jornalista
1933–2022 · trabalhadora rural
1933–2024 · trabalhadora da restauração
n. 1936 · operária
1936–2025 · atriz
1937–2021 · educadora de infância
1937–2025 · poeta
n. 1938 · cantora e atriz
1938–2020 · escritora
n. 1939 · professora
1939–2016 · escritora
n. 1940 · médica
n. 1942 · militante do movimento liceal
1942–2008 · feminista
1942–2023 · jornalista
1944–2003 · cantora
n. 1945 · cantora e autora
n. 1945 · jornalista
n. 1946 · atriz
n. 1947 · militante do movimento associativo dos liceus
n. 1947 · arquiteta
n. 1947 · cantora

n. 1947 · estudante de Medicina
n. 1949 · militante clandestina do PCP
n. 1951 · estudante de Direito
n. 1952 · estudante de Direito
locutora do comunicado do MFA das 14h30 (25 de abril de 1974)
cantora e autora
Do primeiro voto de uma mulher em Portugal às leis que, já em democracia, ainda faltava escrever. Abra cada período.
fevereiro de 1909
Fundação da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas5 de outubro de 1910
Implantação da República em Lisboa26 de outubro de 1910
Assembleia da Liga aprova o caderno reivindicativo feminista27 de outubro de 1910
A Liga entrega ao Governo Provisório as suas reivindicações, entre elas o voto3 de novembro de 1910
Governo Provisório decreta a Lei do Divórcio25 de dezembro de 1910
Leis da Família: casamento civil e igualdade na sociedade conjugal3 de fevereiro de 1911
Delegação de mulheres leva a Teófilo Braga a proposta de voto feminino14 de março de 1911
Primeira lei eleitoral da República não exclui as mulheres1 de abril de 1911
Carolina Beatriz Ângelo pede para ser recenseada28 de abril de 1911
Sentença manda recensear Carolina Beatriz Ângelo12 de maio de 1911
Fundada a Associação de Propaganda Feminista28 de maio de 1911
Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal24–27 de julho de 1911
Petição da Associação de Propaganda Feminista à Constituinte26 de julho de 1911
Constituinte elimina artigo sobre os direitos civis e políticos da mulher3 de outubro de 1911
Morte de Carolina Beatriz Ângelo3–9 de julho de 1912
Socialistas e republicanas pedem o voto ao Senado9 de julho de 1912
Liga entrega petição pelo voto das mulheres no Senado3 de julho de 1913
Código Eleitoral reserva o voto aos homens14 de novembro de 1913
Regina Quintanilha, a primeira mulher a advogar em Portugal24 de abril de 1914
Fundação do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesasagosto de 1915
Greve das costureiras da Ramiro Leão & C.ª27 de março de 1916
Criação da Cruzada das Mulheres Portuguesas1 de agosto de 1917
Morte de Angelina Vidal19 de julho de 1918
Decreto abre a advocacia e outras funções públicas às mulheres10 de maio de 1919
Decreto abole as restrições civis em razão do sexo4–9 de maio de 1924
I Congresso Feminista e de Educação17 de outubro de 1924
Lisboa dá a uma rua o nome de Angelina Vidal24 de junho de 1928
II Congresso Feminista e de Educação17 de maio de 1930
Maria Lamas organiza a exposição «Mulheres Portuguesas»15 de julho de 1931
Decreto n.º 20 073: voto para as mulheres com curso secundário ou superior11 de abril de 1933
Entra em vigor a Constituição do Estado Novo16 de dezembro de 1934
Eleitas as três primeiras deputadas portuguesas11 de janeiro de 1935
Abre a Assembleia Nacional, com as primeiras três deputadas10 de novembro de 1935
Constituição da Associação Feminina Portuguesa para a Paz11 de abril de 1936
Lei n.º 1941 cria a Mocidade Portuguesa6 de agosto de 1936
«Revolta do Leite» na Madeira; dez presas enviadas para Lisboa15 de agosto de 1936
Aprovados os estatutos da Obra das Mães pela Educação Nacional24 de novembro de 1936
Professoras primárias só podem casar com autorização do ministro1 de julho de 1938
Decreto impõe que as enfermeiras sejam solteiras ou viúvas7 de maio de 1940
Concordata com a Santa Sé proíbe o divórcio dos casamentos católicos27 de junho de 1940
Abre a Secção Colonial, com 138 pessoas das colónias expostas ao públicojulho de 1945
Maria Lamas assume a presidência do CNMP8 de outubro de 1945
Fundação do Movimento de Unidade Democrática (MUD)31 de dezembro de 1945
Lei eleitoral exclui do voto as mulheres casadas28 de maio de 1946
Lei n.º 2015 alarga o voto a algumas mulheres casadas13 de dezembro de 1946
Isabel Aboim Inglez presa pela primeira vez pela PIDE4–12 de janeiro de 1947
Exposição de Livros Escritos por Mulheres28 de junho de 1947
A polícia fecha o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesasmaio de 1948 a abril de 1950
Publicação de As Mulheres do Meu País, de Maria Lamas28 de janeiro de 1949
Sessão da Comissão Feminina da candidatura de Norton de Matos28 de janeiro de 1949
Comício de Norton de Matos na Voz do Operário22 de fevereiro de 1949
Mário Soares e Maria Barroso casam por procuração na cadeia do Aljube25 de março de 1949
PIDE prende Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro e Sofia Ferreira14 de outubro de 1949 a 14 de janeiro de 1950
Prisão de Cesina Bermudes, dirigente do Movimento Nacional Democrático Feminino7–24 de dezembro de 1949
Prisão de Maria Lamas e de membros do Movimento Nacional Democrático2–9 de maio de 1950
Álvaro Cunhal e Sofia Ferreira julgados no Tribunal Plenário19 de junho de 1950
Requerimento a Salazar contra os maus-tratos aos presos18 de julho de 1950
Maria Lamas presa pela segunda vez21 de março de 1952
Dissolução da Associação Feminina Portuguesa para a Paz8 de março de 1953
Reunião clandestina de mulheres em Lisboa no Dia Internacional da Mulher20 de dezembro de 1953
Maria Lamas presa no aeroporto19 de maio de 1954
Catarina Eufémia morta pela GNR em Baleizãojunho de 1958
Grande greve do Couço e a luta das Mulheres do Couço15 de outubro de 1959
Prisão de Maria Alda Nogueira na Avenida da Liberdade28 de abril de 1961
Fundação do Movimento Nacional Feminino (pró-regime)8 de agosto de 1961
As «Seis Marias», primeiras enfermeiras paraquedistas10 de novembro de 1961
Operação Vagô: desvio de avião e panfletos sobre Lisboa15 de dezembro de 1961
Albina Fernandes presa com os filhos pequenos15 de fevereiro de 1962
Prisão de Stella Piteira Santos8 de março de 1962
Mulheres manifestam-se no Porto contra a guerra e a repressão26 de março de 1962
Declaração do luto académico27 de abril de 1962
Prisão das Mulheres do Couço15 de maio de 1962
Escritores da SPE solidarizam-se com os estudantesjunho de 1962 a 3 de dezembro de 1969
Exílio de Maria Lamas em Paris18 de março de 1963
Fim da proibição do casamento das enfermeirasjulho de 1964
Prisão de Maria Lourença Cabecinha13 de fevereiro de 1965
PIDE assassina Humberto Delgado e Arajaryr Campos21 de abril de 1965
Prisão e tortura de Conceição Matos25 de novembro de 1966
Novo Código Civil mantém o marido como «chefe da família»junho de 1967
Prisão de Helena Pato26 de dezembro de 1968
Lei iguala pela primeira vez os requisitos de voto de mulheres e homens31 de dezembro de 1968 a 1 de janeiro de 1969
Vigília pela paz na Igreja de São Domingos24 de fevereiro de 1969
«Desfolhada Portuguesa» ganha o Grande Prémio TV da Canção, no Teatro São Luiz8 de março de 1969
Mulheres reúnem-se na Serra de Sintra no Dia da Mulher15–17 de maio de 1969
II Congresso Republicano de Aveiro26 de maio a 29 de dezembro de 1969
O «Zip-Zip» estreia-se na RTP, gravado com público no Teatro Villaret25 de outubro de 1969
Mulher casada deixa de precisar de autorização do marido para o passaporte4–15 de dezembro de 1969
Greve das operárias da Penteadora, em Unhais da Serra27 de dezembro de 1969
Professoras primárias deixam de precisar de autorização para casarjaneiro de 1970
Prisão de Diana Andringa17–21 de março de 1970
Natália Correia julgada no Tribunal Plenário pela Antologia21 de agosto de 1970
Maria Teresa Lobo, primeira mulher num governo português2 de outubro de 1970
Suicídio de Albina Fernandesfevereiro de 1971 a março de 1971
Julgamento de Diana Andringa no Tribunal Plenário7 de novembro de 1971
Primeira ação armada das Brigadas Revolucionáriasabril de 1972
Publicadas as «Novas Cartas Portuguesas»30–31 de dezembro de 1972
Vigília da Capela do Rato contra a guerra colonial3 de maio de 1973
Prisão de Aurora Rodriguesoutubro de 1973
Prisão e tortura de Maria José Morgado25 de outubro de 1973
Começa o julgamento das Três Marias, à porta fechada24 de novembro de 1973
Processo da DGS contra o grupo anticolonial e as Brigadas Revolucionárias6 de dezembro de 1973 a 26 de abril de 1974
Prisão de Maria da Conceição Moita1 de março de 1974
Maria Lamas testemunha de defesa no processo das Três Marias25 de abril de 1974
Celeste Caeiro e os cravos25 de abril de 1974
Uma voz de mulher lê o comunicado do cerco ao Carmo26–27 de abril de 1974
Tomada de Caxias e libertação dos presos políticos7 de maio de 1974
As «Três Marias» são absolvidas7 de maio de 1974
Nasce o Movimento de Libertação das Mulheres (MLM)16 de maio de 1974
Maria de Lourdes Pintasilgo, secretária de Estado da Segurança Social12 de junho de 1974
Decreto-Lei n.º 251/74 abre às mulheres a magistratura6 de julho de 1974
Decreto-Lei n.º 308/74: as mulheres entram na carreira diplomática18 de julho de 1974
Maria de Lourdes Pintasilgo, ministra dos Assuntos Sociais15 de novembro de 1974
Lei eleitoral consagra o sufrágio universal aos 18 anos13 de janeiro de 1975
Manifestação feminista do MLM atacada no Parque Eduardo VII1 de fevereiro de 1975
Criada a Comissão da Condição Feminina15 de fevereiro de 1975
Protocolo Adicional à Concordata abre caminho ao divórcio dos casamentos católicos8 de março de 1975
Primeiro Dia Internacional da Mulher celebrado em liberdade25 de abril de 1975
Primeiras eleições livres e por sufrágio universal25 de abril de 1975
Eleição da Assembleia Constituinte: 20 deputadas27 de maio de 1975
Decreto-Lei n.º 261/75 permite o divórcio dos casados pela Igreja27 de maio de 1975
Nova lei do divórcio2 de junho de 1975
Sessão inaugural da Assembleia Constituinte12 de outubro de 1975
2.º Encontro Nacional do MDM no Liceu D. Filipa de Lencastre4 de fevereiro de 1976
RTP emite «O Aborto não é um Crime», de Maria Antónia Palla2 de abril de 1976
Assembleia Constituinte aprova a Constituição da República29 de abril de 1976
O Conselho da Revolução extingue «O Século — Hoje», de Natália Correianovembro de 1977
Revisão do Código Civil acaba com o «chefe de família»17 de novembro de 1977
Decreto-Lei n.º 485/77 institucionaliza a Comissão da Condição Feminina25 de novembro de 1977
Decreto-Lei n.º 496/77: reforma do Código Civil1 de agosto de 1979
Maria de Lourdes Pintasilgo, primeira mulher primeira-ministra20 de setembro de 1979
Decreto-Lei n.º 392/79: igualdade no trabalho e no emprego26 de julho de 1980
Portugal ratifica a Convenção CEDAW sem reservas2 de março de 1982
Primeiro debate parlamentar sobre o aborto e o poema de Natália Correia24 de março de 1984
Lei n.º 3/84 sobre educação sexual e planeamento familiar5 de abril de 1984
Lei n.º 4/84: proteção da maternidade e da paternidade11 de maio de 1984
Lei n.º 6/84 despenaliza a interrupção da gravidez em alguns casos26 de janeiro de 1986
Pintasilgo, primeira mulher candidata à Presidência da República9 de maio de 1991
Comissão da Condição Feminina passa a CIDM24 de março de 1997
Aprovado o primeiro Plano Global para a Igualdade de Oportunidades28 de junho de 1998
Primeiro referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez27 de maio de 2000
A violência doméstica passa a crime público21 de agosto de 2006
Lei da Paridade: mínimo de 33% de cada sexo nas listas11 de fevereiro de 2007
Segundo referendo: o «sim» à despenalização da IVG vence17 de abril de 2007
Lei n.º 16/2007 despenaliza a IVG a pedido da mulher16 de setembro de 2009
Lei n.º 112/2009 define o regime de proteção das vítimas de violência doméstica21 de junho de 2011
Assunção Esteves, primeira mulher Presidente da Assembleia da República21 de janeiro de 2013
Parlamento aprova a Convenção de Istambul1 de agosto de 2017
Lei impõe representação equilibrada nos órgãos das empresas28 de março de 2019
Representação equilibrada no pessoal dirigente da Administração Pública29 de março de 2019
Revisão da Lei da Paridade sobe o limiar para 40%15 de novembro de 2024
Morre Celeste Caeiro, a mulher dos cravos7 de março de 2025
Parlamento evoca 50 anos do voto universal das mulheres
Hoje: Aeroporto Humberto Delgado

Hoje: Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário

Hoje: Bar Botequim (reaberto em 2010 por novos proprietários)

Hoje: O antigo Convento de Santa Mónica

Hoje: Museu do Aljube – Resistência e Liberdade

Hoje: Cantina Velha da Universidade de Lisboa

Hoje: Capela do Rato (Capela de Nossa Senhora da Bonança)
Na casa onde vivia a poeta são-tomense Alda do Espírito Santo instalou-se em 1951 o Centro de Estudos Africanos: Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Francisco José Tenreiro e outros reuniam-se aqui para «conhecer a África», longe dos olhos da PIDE.

Aqui morava, em 1909, a médica Carolina Beatriz Ângelo, com o marido, o médico republicano Januário Barreto. Daqui saiu o funeral dele, em 1910; a viuvez fez dela «chefe de família», a condição com que, em 1911, foi a primeira mulher a votar em Portugal.

Natália Correia viveu no 5.º andar do n.º 52 de 1953 até morrer, em 1993. Nos anos 1950 e 1960 a casa foi lugar das suas tertúlias e, em 1955, de uma estreia teatral à porta fechada: a tradução dela de «Huis clos», de Sartre.

Sophia de Mello Breyner Andresen viveu no 1.º andar do n.º 57 de 1951 até morrer, em 2004. Uma casa de portas abertas à oposição, com um lado virado para o rio e outro para a travessa da cadeia de mulheres das Mónicas.

Hoje: Edifício de serviços e habitação

Hoje: Uma pequena vivenda térrea
Neste centro republicano da Calçada de Arroios, ainda na monarquia, Maria Veleda criou cursos noturnos gratuitos para ensinar mulheres a ler e a escrever; em 1907, o Grupo Português de Estudos Feministas dava aqui aulas a mulheres analfabetas.

Hoje: Cidade Universitária – Universidade de Lisboa

Aqui funcionava, a 28 de maio de 1911, a assembleia de voto de São Jorge de Arroios. Foi nela que a médica Carolina Beatriz Ângelo, inscrita por ordem de um juiz, se tornou a primeira mulher a votar em Portugal.

Hoje: Praça dos Restauradores, 13

Hoje: Um prédio com uma loja no rés-do-chão
Hoje: Cooperativa, bar e espaço cultural

Hoje: Cordoaria Nacional; no edifício funciona o Arquivo Histórico da Marinha

Hoje: Edifício Franjinhas

Hoje: Estação ferroviária de Santa Apolónia

Hoje: Museu Nacional Resistência e Liberdade

Hoje: Estabelecimento Prisional de Caxias

Hoje: Gare marítima e Centro Interpretativo Murais de Almada nas Gares Marítimas

Hoje: Hospital de São José

Hoje: Igreja de São Domingos

Hoje: Instituto Superior Técnico – Universidade de Lisboa

Hoje: Jardim Botânico Tropical — Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Universidade de Lisboa)

Hoje: Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho

Hoje: Palácio Lançada, Rua de O Século

Hoje: Clínica de São Cristóvão, da Associação de Socorros Mútuos de Empregados no Comércio de Lisboa

Hoje: Palácio de Belém – Presidência da República

Hoje: Assembleia da República

Hoje: Parque Eduardo VII

No n.º 3 da Rua do Norte, na esquina com a Praça de Luís de Camões, ficava a redação de «A Capital», diário republicano da noite. Virgínia Quaresma, a primeira mulher jornalista em Portugal, escreveu nele e morou mesmo em frente; em 1911, o jornal contou a luta de Carolina Beatriz Ângelo pelo voto.

O antigo Caminho do Forno do Tijolo recebeu em 1924 o nome de Angelina Vidal, propagandista republicana, com a legenda «Ilustre Conferencista e Propagandista da Emancipação Social». Ela não viveu aqui: morreu em 1917 na vizinha Rua de São Gens.

Hoje: Rua do Carmo
Hoje: Rua Adelaide Cabete, Rua Ana de Castro Osório e Rua Maria Veleda
Hoje: Rua Carolina Ângelo, Rua Virgínia Quaresma, Rua Aurora de Castro, Rua Alice Pestana, Rua Olga Morais Sarmento e outras

Aqui tinha sede, em 1915, o sindicato das Costureiras e Ajuntadeiras. Foi para aqui que Adelaide Abrantes chamou as operárias da Ramiro Leão & C.ª, que fizeram greve contra o despedimento de três colegas e foram dispersas pela GNR.
Sede da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, que de 1935 a 1952 juntou mulheres pela paz e pelos seus direitos — de Maria Lamas, sua presidente, a Stella Piteira Santos, Isabel Aboim Inglez e Maria Alda Nogueira. O ministro do Interior dissolveu-a em 1952.

No 2.º andar do n.º 6 desta rua fundou-se em 1909 a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, de Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo, Adelaide Cabete e Maria Veleda — a primeira associação a juntar a defesa do feminismo e da República.

Hoje: Condomínio residencial

Hoje: Sociedade Nacional de Belas-Artes

No primeiro andar do n.º 20 desta rua ficava a Sociedade Portuguesa de Escritores. Em maio de 1965, por ter premiado «Luuanda», de Luandino Vieira, preso no Tarrafal, foi extinta pelo Governo, e a sede assaltada e destruída na mesma noite.

Hoje: Teatro Nacional D. Maria II

Hoje: São Luiz Teatro Municipal

Hoje: Obras do empreendimento EntreCampos, no terreno da antiga Feira Popular

Hoje: Teatro Villaret

Hoje: Antigo tribunal, fechado desde 2009

Em 1946, o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, presidido por Maria Lamas, mudou a sede para esta travessa das Amoreiras. A 28 de junho de 1947, a polícia fechou-a «sem aviso prévio», pondo fim a 33 anos de associação.
Mulheres
Costureiras em greve, uma propagandista republicana, uma cadeia de mulheres, um bar e uma poeta — a Graça contada por elas