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Em Cada Esquina
O Estádio 1.º de Maio, do INATEL — o antigo Estádio da FNAT —, em 2007. Paulo Juntas, CC BY-SA 2.5

Estádio da FNAT (rebatizado Estádio 1.º de Maio)

Estádio pequeno com bancadas azuis e as letras «INATEL» no alto, atrás de um relvado e de uma vedação verde, com mastros de bandeiras e prédios altos ao fundo, num dia nublado.
O Estádio 1.º de Maio, do INATEL — o antigo Estádio da FNAT —, em 2007. Paulo Juntas, CC BY-SA 2.5

Alvalade

Estádio da FNAT (rebatizado Estádio 1.º de Maio)

No primeiro 1.º de Maio em liberdade, uma semana depois da revolução, o desfile de Lisboa acabou num comício neste estádio da FNAT, que nesse dia passou a chamar-se Estádio 1.º de Maio. No comício, Mário Soares abraçou Álvaro Cunhal.

Hoje: Parque de Jogos 1.º de Maio (Fundação INATEL)Localização aproximada
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História

O estádio era da FNAT, a Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, e tinha sido inaugurado em junho de 1959, no bairro de Alvalade, como uma das obras emblemáticas do Estado Novo; hoje é o Parque de Jogos 1.º de Maio, da Fundação INATEL, que vem da FNAT.56 A 27 de abril de 1974, dois dias depois da revolução, o Decreto-Lei n.º 175/74 fez do 1.º de Maio feriado nacional obrigatório, com entrada em vigor imediata.1 Foi, nas palavras do Museu do Aljube, a primeira conquista legal depois da revolução.2

Quatro dias depois, houve grandes manifestações em pelo menos 78 localidades, e cerca de um milhão de pessoas saíram à rua.1 Em Lisboa, o desfile juntou-se na Alameda D. Afonso Henriques e seguiu pelas ruas até aqui; o estádio da FNAT passou nesse dia a chamar-se Estádio 1.º de Maio.12 O Centro de Documentação 25 de Abril conta cerca de 500 mil pessoas na manifestação de Lisboa.3

O comício fez-se sob o lema «Paz, Pão e Liberdade». Falaram dirigentes sindicais — Manuel Correia Lopes, Jerónimo Franco, Gomes Peres e José Nunes Lourenço —, delegados de organizações estrangeiras e conhecidos opositores do regime deposto: Pereira de Moura, pelo MDP, o arquiteto Nuno Teotónio Pereira, pelos católicos progressistas, e os dois líderes chegados do exílio nesses dias, Mário Soares, do PS, e Álvaro Cunhal, do PCP. Soares saudou as Forças Armadas e todos os partidos, «sem nenhuma exceção nem nenhuma discriminação», e abraçou Cunhal; Cunhal aclamou os militares e as primeiras medidas «para liquidar a ditadura fascista e instaurar a liberdade». A Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril chama-lhe o primeiro e o último 1.º de Maio em unidade.1

Notas sobre as fontes1
  • O número de pessoas na manifestação de Lisboa: cerca de 500 mil, segundo o CD25A, que não indica de onde vem a estimativa.

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Fontes6
  1. 1Operação Viragem Histórica. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 21º de Maio – Dia do Trabalhador. Museu do Aljube Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3O 25 de Abril para os mais novos – Cronologia hora a hora. Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Acção popular (pós-25 de Abril). Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5Parque de Jogos 1.º de Maio. Fundação INATEL — consultado a 4 de outubro de 2026O antigo Estádio da FNAT, inaugurado em junho de 1959 em Alvalade, é hoje o Parque de Jogos 1.º de Maio, da Fundação INATEL, na Avenida do Rio de Janeiro (1700-330 Lisboa). A página situa por engano o comício em «1 de maio de 1975».
  6. 6História (da FNAT à Fundação INATEL). Fundação INATEL — consultado a 3 de outubro de 2026

Coordenadas: OpenStreetMap (Nominatim), consultado a 2 de outubro de 2026.

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