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Em Cada Esquina

Mulheres da resistência

Celeste Caeiro

1933–2024

Celeste Martins Caeiro

Trabalhava num restaurante da Rua Braamcamp e, na manhã de 25 de abril de 1974, deu um cravo a um soldado que lhe pedira um cigarro. Ele pô-lo no cano da espingarda, e o gesto deu nome à revolução.

Revoluçãotrabalhadora da restauraçãoa mulher dos cravos do 25 de Abrilempregada do restaurante Sir«Celeste dos cravos»
Nasceu
2 de maio de 1933, Lisboa (freguesia do Socorro)
Morreu
15 de novembro de 2024, Leiria
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Biografia

Nasceu em Lisboa, na freguesia do Socorro, a 2 de maio de 1933.10 Em 1974 tinha 40 anos, vivia no Chiado e trabalhava no Sir, um self-service aberto em abril de 1973 no Edifício Franjinhas, na Rua Braamcamp.12

A 25 de abril de 1974 o restaurante fazia um ano, e os donos tinham comprado cravos para oferecer às clientes. Com a revolução na rua, não abriu, e as flores foram dadas às empregadas. Celeste foi para a Baixa. Na Rua do Carmo, a caminho do Largo do Carmo, um soldado pediu-lhe um cigarro; ela, que não fumava, deu-lhe um cravo — «um cravo oferece-se a qualquer pessoa», recordou.2 Ele pô-lo no cano da espingarda. Contou que terá dado uns seis cravos nessa manhã.1 O soldado nunca foi identificado.3

Em abril de 2024, nos 50 anos do 25 de Abril, desfilou na Avenida da Liberdade numa cadeira de rodas, com a neta, de cravos na mão. Morreu a 15 de novembro de 2024, no hospital de Leiria, aos 91 anos.27 A 8 de março de 2025, a título póstumo, o Presidente da República fê-la oficial da Ordem da Liberdade.9

Notas sobre as fontes2
  • O ponto exato da entrega do cravo (ver a Rua do Carmo).
  • A função no restaurante: «empregada de mesa e costureira» (A Mensagem de Lisboa); outros relatos dizem só que trabalhava no restaurante.

Sabe mais, ou tem um documento? Conte-nos.

Fontes10
  1. 1Celeste e Guilhermina: a flor do acaso (António Araújo, 28/7/2024). Diário de Notícias — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Morreu Celeste Caeiro, a mulher que distribuiu cravos aos militares no 25 de Abril. Tinha 91 anos. Observador — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 325 de Abril. Celeste Caeiro, a mulher que pintou Lisboa e o país de cravos. A Mensagem de Lisboa — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Celeste Caeiro. Wikipédia (português) — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5Celeste Caeiro. Wikipédia (inglês) — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 6Onde eu estava há 50 anos por... Celeste Caeiro. Diário de Notícias — consultado a 2 de outubro de 2026
  7. 7«Fui para ao pé do soldado e digo assim: 'Olhe, não tenho cigarros mas tenho aqui este cravinho'»: Celeste Caeiro (1933-2024). CNN Portugal — consultado a 2 de outubro de 2026
  8. 8Celeste Caeiro (Q16337118). Wikidata — consultado a 2 de outubro de 2026
  9. 9Ordens Honoríficas Portuguesas — pesquisa de cidadãos nacionais agraciados. Presidência da República — consultado a 4 de outubro de 2026Registo oficial das condecorações, com o grau e a data do alvará de cada pessoa agraciada (pesquisa por nome).
  10. 10Ricardo Santos, Celeste Caeiro, a senhora dos cravos (1933-2024). Sábado, 2024 — consultado a 4 de outubro de 2026«Quando Celeste Martins Caeiro nasceu, a 2 de maio de 1933, a freguesia […] ainda se chamava Socorro.»

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