Jornalista, filha de Stella Piteira Santos, presa pela PIDE em 1972 (e já em 1962, segundo a CIG e a Wikipédia). Depois do 25 de Abril, como chefe de redação, deu à «Modas e Bordados» uma linha feminista e convidou Maria Lamas para diretora honorária; em 1984 escreveu «Aborto, o crime está na lei».
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Nasceu em Lisboa em 1942, filha de Stella Piteira Santos e de Inácio Fiadeiro, ambos antifascistas.2 Estudava Filosofia na Faculdade de Letras quando, na crise académica de 1962, apoiou os estudantes em greve de fome na cantina da Cidade Universitária; segundo a CIG e a Wikipédia, foi por isso que a PIDE a prendeu pela primeira vez.21 Em 1972 foi presa quando regressava do Brasil, onde estava exilada.1 Foi detida a 26 de novembro, no aeroporto, e passou um mês em Caxias — é esta a primeira prisão que lhe regista o Memória Comum.23
Em 1974 começou a escrever na «Modas e Bordados», suplemento d'O Século. Como chefe de redação, ofereceu a Maria Lamas o cargo de diretora honorária, e a revista passou a chamar-se «Mulher – Modas e Bordados», com uma linha editorial feminista. Escreveu também no suplemento «Mulher» do Diário de Notícias e no Diário de Lisboa, e foi vogal da direção do Sindicato dos Jornalistas em 1977–1978.1
Foi cofundadora da Liga dos Direitos das Mulheres e esteve na direção nacional da Associação para o Planeamento Familiar. Defendeu a despenalização do aborto e escreveu, em 1984, «Aborto, o crime está na lei». Na sua tese recuperou a biografia de Maria Lamas, depois publicada.1 Morreu a 31 de março de 2023.2
O local de nascimento (Lisboa) e o dia da morte (31 de março de 2023) só aparecem na Wikipédia; a CIG dá apenas os anos, 1942–2023.
O ano em que passou a chefe de redação da revista: 1975, segundo a Wikipédia; a CIG não o diz.
O ano de «Aborto, o crime está na lei»: 1984, segundo a CIG e a lista de obras da Wikipédia; a introdução da mesma Wikipédia diz 1978.
Se a redação de «Mulher – Modas e Bordados» ficava no edifício d'O Século em 1974–1975.
Se foi presa em 1962: a CIG e a Wikipédia dizem que a PIDE a prendeu na crise académica, por apoiar a greve de fome na cantina; o Memória Comum, que regista os presos políticos, dá como data da primeira prisão 26 de novembro de 1972.
Que foi presa no aeroporto de Lisboa: a Wikipédia diz só «no aeroporto», e a CIG diz que foi presa em 1972, quando regressava do Brasil.