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Em Cada Esquina

Mulheres da resistência

Helena Cabeçadas

n. 1947

Vigiada pela PIDE desde os 12 anos, militou no movimento associativo dos liceus. Presa em 1965 e expulsa de todas as escolas do país, partiu sozinha para o exílio, na Bélgica, aos 17 anos.

Repressãomilitante do movimento associativo dos liceuspresa política (1965)exilada na Bélgicaantropóloga
Nasceu
1947, Lisboa
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Biografia

Nasceu em Lisboa em 1947, sobrinha-neta do almirante Mendes Cabeçadas e filha de um católico antissalazarista. Era vigiada pela PIDE desde os 12 anos. Aos 14 acompanhou a crise académica de 1962, e no ano letivo de 1962–1963 aderiu à Comissão Pró-Associação dos Liceus e ao PCP.1

Foi presa em 1965: interrogada — diz a ficha do Museu do Aljube — pelo reitor da Universidade, enviada para o Governo Civil e detida em Caxias. Ficou impedida de terminar o último ano do liceu e foi expulsa de todas as escolas do país.1

Obrigada a exilar-se, partiu sozinha para a Bélgica aos 17 anos e lá viveu dez anos. Continuou empenhada na luta antifascista, trabalhou com emigrantes portugueses e licenciou-se em Ciências Sociais (Antropologia) na Universidade Livre de Bruxelas. Em 1968 estava em Paris, onde viveu o Maio de 68; nesse ano rompeu com o PCP. O exílio acabou com o 25 de Abril.1

Notas sobre as fontes2
  • Que liceu frequentava: a ficha do Museu do Aljube refere o Liceu D. Filipa de Lencastre e o Liceu Rainha D. Leonor, sem dizer qual.
  • Quem a interrogou em 1965: «o reitor da Universidade», segundo a ficha do Museu do Aljube. Era então aluna do liceu, e os liceus também tinham reitor; não se confirmou noutra fonte de qual dos dois se trata.

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Fontes1
  1. 1Helena Cabeçadas. Museu do Aljube Resistência e Liberdade — consultado a 2 de outubro de 2026

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