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Em Cada Esquina
Fotografia a preto e branco de um homem de óculos de massa escuros e bigode fino, com um fato de padrão xadrez, camisa clara e gravata às riscas, de pé diante de uma parede com um quadro.

Pessoas

Agostinho Neto

1922–1979

Rob Mieremet / Anefo, CC0 1.0

António Agostinho Neto (Kilamba)

Estudante de Medicina em Lisboa desde 1948, militou na Casa dos Estudantes do Império, no MUD Juvenil e no Centro de Estudos Africanos. Preso várias vezes pela PIDE em Lisboa, foi o primeiro presidente de Angola independente.

Colonialismomédico (Faculdade de Medicina de Lisboa)poetamilitante do MUD Juvenilpreso políticopresidente do MPLA e de Angola
Nasceu
17 de setembro de 1922, Kaxicane (Ícolo e Bengo), Angola
Morreu
10 de setembro de 1979, Moscovo
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Biografia

Nasceu a 17 de setembro de 1922 em Kaxicane, Angola.1 Começou o curso de Medicina em Coimbra e em 1948 transferiu-se para a Faculdade de Medicina de Lisboa, sem deixar a atividade na Casa dos Estudantes do Império.3 Em Lisboa militou no MUD Juvenil e participou na criação do Centro de Estudos Africanos, com Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro.1

A PIDE prendeu-o pela primeira vez em Lisboa a 23 de março de 1952, quando recolhia assinaturas para a Conferência Mundial da Paz de Estocolmo. Em fevereiro de 1955 voltou a ser preso e foi condenado a 18 meses de prisão. Saiu em julho de 1957 e licenciou-se em Medicina em Lisboa a 27 de outubro de 1958.5 Regressado a Luanda, foi preso a 8 de junho de 1960, trazido para a cadeia do Aljube e deportado para Cabo Verde, e voltou depois ao Aljube.51 Libertado em 1962, com residência fixa em Lisboa, fugiu de barco para Marrocos a 30 de junho desse ano, com a mulher e os filhos.51

Assumiu a chefia do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e foi o primeiro presidente de Angola independente. Morreu em 1979, em Moscovo.13

Notas sobre as fontes1
  • As datas das passagens pelo Aljube depois da prisão de 1960: o Memória Comum diz que voltou ao Aljube em outubro de 1962 e lá ficou até março de 1963, o que não bate com a fuga de 30 de junho de 1962, que o mesmo texto conta; a Wikipédia põe uma passagem breve pelo Aljube em 1962, com libertação em março. As prisões de 1950 e 1951 que a Wikipédia dava não aparecem no Memória Comum, que dá a primeira a 23 de março de 1952.

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Fontes5
  1. 1Agostinho Neto. Museu do Aljube Resistência e Liberdade — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Movimento Anti-Colonialista (MAC). Museu do Aljube Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3Agostinho Neto. Wikipédia — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Entrevista a António Tomás Medeiros (Colecção E-Books). Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5António Agostinho Neto. Memória Comum – Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos — consultado a 4 de outubro de 2026Primeira prisão a 23 de março de 1952, em Lisboa; de novo preso em fevereiro de 1955 e condenado a 18 meses; saiu em julho de 1957; preso em Luanda a 8 de junho de 1960, passou pelo Aljube e por Cabo Verde; fugiu de Portugal a 30 de junho de 1962.

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