Apontada como a primeira notária portuguesa, com cartório em Alcântara, apresentou no I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, uma tese que exigia para as portuguesas a igualdade política plena e o direito de voto.
Repúblicanotária, com cartório em Alcântarapublicistaautora de duas teses no I Congresso Feminista e de Educação (1924)
Aurora Teixeira de Castro e Gouveia nasceu no Porto em 1891.1 É apontada como a primeira notária portuguesa.13 Tinha cartório em Alcântara, e as suas qualidades impuseram-na no notariado de Lisboa.1
Em maio de 1924, no I Congresso Feminista e de Educação, apresentou duas teses: «Reivindicações Sociais e Políticas da Mulher Portuguesa na República» e «Situação da Mulher Casada nas Relações Matrimoniais dos Bens do Casal». A primeira, ousada para a época, exigia para as portuguesas a igualdade política plena, «em nome dos princípios de uma autêntica democracia», e com ela o direito de voto.13
Publicou, entre outros, «Notariado Português – sua História, Evolução e Natureza» (1923), «Idades legais da mulher» (1926) e «Reivindicações feministas» (1928), e escreveu na «Alma Feminina», do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Morreu em Valongo em 1931.1 Desde 1988, a antiga Rua 6 do Bairro de Caselas chama-se Rua Aurora de Castro, ao lado de ruas com os nomes de outras pioneiras, como Carolina Beatriz Ângelo e Virgínia Quaresma.1