Poeta. Viveu na Graça de 1951 até morrer, escreveu a «Cantata da Paz» para a vigília de São Domingos, ajudou a fundar a comissão de socorro aos presos políticos e foi deputada constituinte. «Esta é a madrugada que eu esperava» é dela.
Oposiçãopoetacatólica contra a guerra colonialfundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticosdeputada à Assembleia Constituinte (PS)
Nasceu no Porto a 6 de novembro de 1919. Em 1951 mudou-se com a família para Lisboa, para o 1.º andar do n.º 57 da Travessa das Mónicas, na Graça, onde viveu até morrer.21
Apoiou a candidatura de Humberto Delgado e assinou o Manifesto dos 101, de católicos contra a guerra colonial e contra o apoio da Igreja a Salazar. Foi fundadora e membro da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos; antes do 25 de Abril presidiu ao Centro Nacional de Cultura e à assembleia-geral da Associação Portuguesa de Escritores.14 Os versos «Vemos, ouvimos e lemos / Não podemos ignorar», da «Cantata da Paz», foram escritos para a reunião de católicos na Igreja de São Domingos, a 1 de janeiro de 1969.3 Nesse ano foi candidata da CEUD às eleições para a Assembleia Nacional.4
Escreveu sobre o 25 de Abril o poema que ficou como o da Revolução: «Esta é a madrugada que eu esperava / O dia inicial inteiro e limpo».9 Em 1975 foi eleita para a Assembleia Constituinte pelo círculo do Porto, numa lista do Partido Socialista.1 Das 27 mulheres que tiveram lugar na Constituinte, foi a única a presidir a uma comissão — a da redação do preâmbulo da Constituição.57
Em 1999 foi a primeira mulher portuguesa a receber o Prémio Camões. Morreu a 2 de julho de 2004, aos 84 anos; dez anos depois, a 2 de julho de 2014, foi levada para o Panteão Nacional.1
O nome da comissão: Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, CNSPP, segundo Eloísa Aragão e a exposição da Assembleia da República sobre as mulheres na política; o texto da Assembleia sobre as honras de Panteão chama-lhe «Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos» e, noutro passo, «Associação de Socorro aos Presos Políticos». Segue-se o nome mais citado.
O livro em que o poema «25 de Abril» foi publicado pela primeira vez (provavelmente «O Nome das Coisas», 1977, que consta da bibliografia da Assembleia da República).
Se esteve na vigília da Capela do Rato (as fontes divergem).
O local da morte: Lisboa, segundo a Wikidata; as outras fontes dizem que viveu na Travessa das Mónicas até morrer, sem dizer onde morreu.
6Sophia de Mello Breyner Andresen. RTP – Memórias da Revolução (textos de Aniceto Afonso, Carlos Matos Gomes e Maria Inácia Rezola) — consultado a 2 de outubro de 2026
7A constituinte. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026