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Em Cada Esquina

Mulheres da resistência

Alda do Espírito Santo

1926–2010

Alda Neves da Graça do Espírito Santo

Poeta são-tomense em cuja casa lisboeta, na Rua Actor Vale, funcionou a partir de 1951 o Centro de Estudos Africanos. Presa em 1965 e encarcerada em Caxias, escreveu depois a letra do hino de São Tomé e Príncipe.

Colonialismopoetaprofessoraanfitriã do Centro de Estudos Africanosnacionalista são-tomensepresa política
Nasceu
30 de abril de 1926, São Tomé (São Tomé e Príncipe)
Morreu
9 de março de 2010, Luanda
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Biografia

Nasceu em São Tomé a 30 de abril de 1926 e veio estudar para Lisboa, onde entrou no curso de Letras.12 Os seus poemas começaram a ser lidos a partir de 1946, nas reuniões em casa de Luís Espírito Santo.2 Na universidade e na Casa dos Estudantes do Império conviveu com os futuros dirigentes dos movimentos de libertação — Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Francisco José Tenreiro, Marcelino dos Santos, Noémia de Sousa.125

Em 1951, o Centro de Estudos Africanos instalou-se na casa onde vivia, na Rua Actor Vale, 37, ao cimo da Alameda — uma casa grande, dirigida por uma tia, a «tia Andreza»; a Wikipédia conta-a entre os fundadores do Centro.234 Ali se davam palestras de linguística e de história e se formava a consciência política sobre o colonialismo e o «assimilacionismo».1 Algum tempo depois deixou o curso, por razões políticas e financeiras.1

Em janeiro de 1953 regressou a São Tomé, onde foi professora e jornalista. Nesse ano escreveu o poema «Trindade», que denuncia o massacre de Batepá, de fevereiro desse ano.1 A 4 de dezembro de 1965 foi presa em São Tomé e encarcerada no forte-prisão de Caxias, acusada de «motivar a subversão no arquipélago».12

Depois da independência, em 1975, foi ministra da Educação e Cultura, ministra da Informação e Cultura e presidente da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe, e escreveu a letra do hino nacional, «Independência Total».12 Morreu em Luanda a 9 de março de 2010.21

Notas sobre as fontes3
  • Se foi fundadora do Centro de Estudos Africanos, como diz a Wikipédia: António Tomás Medeiros conta que o Centro era dirigido por Mário Pinto de Andrade, Amílcar Cabral, Francisco José Tenreiro e António Domingues, e que se instalou na casa onde ela vivia por intermédio de Mário de Andrade.
  • O dia da morte: 9 de março de 2010 (Wikipédia; Memória Comum) ou 10 de março (African Studies Centre Leiden). A idade decide-se pelas datas: nascida a 30 de abril de 1926 — dia que o Centro de Leiden confirma —, morreu com 83 anos, como diz Leiden; os 82 do Memória Comum não batem com elas.
  • O dia do massacre de Batepá: 3 de fevereiro de 1953, segundo o Museu do Aljube, que a cronologia segue; 5 de fevereiro, em Trindade, segundo o Memória Comum.

Sabe mais, ou tem um documento? Conte-nos.

Fontes7
  1. 1Alda Neves da Graça do Espírito Santo. Memória Comum — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Alda do Espírito Santo. Wikipédia — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3Entrevista a António Tomás Medeiros (Colecção E-Books). Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Casa dos Estudantes do Império: berço de líderes africanos em Lisboa (João Carlos, DW África). Buala — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5Casa dos Estudantes do Império. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 6Massacre de Batepá. Museu do Aljube Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado a 2 de outubro de 2026
  7. 7Alda do Espírito Santo (Library Weekly). African Studies Centre Leiden — consultado a 4 de outubro de 2026Nascida a 30 de abril de 1926; morreu «aged 83 in hospital in Luanda, Angola, on 10 March 2010» (a partir da Wikipédia inglesa e de Gerhard Seibert, 2012).

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