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Pessoas

Sérgio Godinho

n. 1945

Sérgio de Barros Godinho

Poeta, compositor, cantor e ator. Saiu de Portugal aos 20 anos para não ir à guerra colonial e viveu exilado em Genebra, Paris, Amesterdão, no Brasil e em Vancouver. O seu primeiro disco, «Os Sobreviventes», gravado em França, foi proibido pela censura.

Cultura e censurapoeta, compositor e cantoratorexilado por recusar a guerra colonial
Nasceu
31 de agosto de 1945, Porto
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Biografia

Nasceu no Porto a 31 de agosto de 1945. Aos 20 anos saiu de Portugal por se recusar a combater na guerra colonial e viveu exilado em Genebra, Paris, Amesterdão, no Brasil e em Vancouver.1 A 10 de novembro de 1970 foi o primeiro a cantar, na Mutualité, em Paris, no concerto «La Chanson de Combat Portugaise», com José Mário Branco, Tino Flores, Luís Cília e José Afonso.2

Em 1971 participou, como músico e autor, em «Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades», o primeiro disco a solo de José Mário Branco.1 O seu primeiro LP, «Os Sobreviventes», foi gravado em abril desse ano no Château d'Hérouville, em França, com José Mário Branco como produtor e na flauta; uma das canções, «Que força é essa», falava aos operários mal pagos em Portugal e na emigração: «Vi-te a trabalhar o dia inteiro».3 Em Portugal, a censura proibiu o disco, autorizou-o e voltou a proibi-lo; mesmo assim, em 1973 a Casa da Imprensa deu-lhe o Prémio da Imprensa para melhor disco.13

Segundo o Museu do Aljube, voltou a Portugal um ano depois da revolução.1 O seu terceiro LP, «À Queima-Roupa», abre com «Liberdade», canção que começara a gravar no Canadá e que foi das mais ouvidas nos primeiros tempos depois do 25 de Abril.5 Em 1980 cantou no Coliseu, no 10.º aniversário da CGTP-IN, com José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luísa Basto, Paulo de Carvalho e José Mário Branco.4

Notas sobre as fontes2
  • Quando voltou a Portugal: o Museu do Aljube diz «um ano após a Revolução de Abril»; falta uma fonte com a data.
  • O ano de «Os Sobreviventes»: o Museu do Aljube diz que saiu em 1971 e foi interditado três dias depois; o Diário de Notícias diz que, gravado em abril de 1971, só foi publicado em setembro de 1972.

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Fontes5
  1. 1Sérgio de Barros Godinho (#nestedia, 31 de agosto). Museu do Aljube Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado a 3 de outubro de 2026
  2. 2Concerto «La Chanson de Combat Portugaise» (Paris, 10 de novembro de 1970). RTP Arquivos (Antena 1) — consultado a 3 de outubro de 2026
  3. 3Jorge Mangorrinha, #38 «Que força é essa» (Sérgio Godinho), Sérgio Godinho, 1972 — série «50 canções a chamar Abril». Diário de Notícias, 2024 — consultado a 3 de outubro de 2026
  4. 4António Adriano (textos), Adriano Correia de Oliveira, músico, 1942-1982. Câmara Municipal de Lisboa — Comissão Municipal de Toponímia, 2016 — consultado a 3 de outubro de 2026
  5. 5João Carlos Callixto, Sérgio Godinho por João Carlos Callixto — «Liberdade» («Gramofone»). RTP Memória, 2015 — consultado a 4 de outubro de 2026«Liberdade», que Sérgio Godinho começou a gravar no Canadá, foi a faixa de abertura do seu terceiro disco, «À Queima-Roupa», depois de «Os Sobreviventes» (1972) e «Pré-Histórias» (1973), e uma das canções mais ouvidas nos primeiros tempos depois do 25 de Abril.

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