Maria Stella Bicker Correia Ribeiro Piteira Santos
Uma das primeiras associadas da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, ajudou refugiados judeus durante a guerra. Presa e torturada pela PIDE em 1962, exilou-se na Argélia e foi, em Argel, a primeira voz feminina da Rádio Voz da Liberdade.
Repressãoativista feminista e antifascistapresa políticaexilada na Argélialocutora da Rádio Voz da Liberdade
Nasceu em Portimão em 1917.4 Começou a atividade política em 1934, a ajudar amigos do PCP: datilografava atas e levava textos para a imprensa clandestina.3 Nesse ano, aos 17 anos, casou com Inácio Fiadeiro, estudante de Direito e militante comunista; tiveram dois filhos, António e Maria Antónia Fiadeiro.4 Em maio de 1938, com o marido e outros militantes do PCP, ajudou a organizar a fuga do dirigente comunista Francisco de Paula Oliveira, o «Pavel», da enfermaria da cadeia do Aljube, onde estava internado, gravemente doente; depois, o casal escondeu-o em casa.41
Participou no golpe de Beja, e a PIDE prendeu-a pouco depois, a 15 de fevereiro de 1962.14 Esteve quase dois meses em Caxias, onde foi submetida à tortura do sono, numa cela com Alda Nogueira, Sofia Ferreira e Cândida Ventura.43 Exilou-se depois na Argélia com o segundo marido, Fernando Piteira Santos, com quem casara a 7 de fevereiro de 1948.342 Em Argel foi a primeira mulher locutora da Rádio Voz da Liberdade, criada em 1963, e lá trabalhou até 1974.4 Era a sua voz que abria as emissões: «Amigos, companheiros e camaradas, daqui fala a Rádio Voz da Liberdade, em nome da Frente Patriótica de Libertação Nacional».3
O 25 de Abril apanhou-a em Argel, e voltou logo a Portugal: a 2 de maio de 1974, o dia em que regressou Fernando Piteira Santos.142 Morreu em Lisboa em 2009.34
Vêm só da Wikipédia: o dia da prisão (15 de fevereiro de 1962), a passagem por Caxias e o pormenor de ter sido a primeira mulher locutora da Rádio Voz da Liberdade. O documentário da RTP («Mulheres na Resistência», com o testemunho dela) confirma a ajuda na fuga de «Pavel», a prisão depois do golpe de Beja, a tortura do sono, a rádio e o regresso logo a seguir ao 25 de Abril; a CIG diz que foi presa e torturada «em Lisboa».
Em que sede do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas militou: a dos Restauradores ou a das Amoreiras, para onde o Conselho se mudou em 1946. A Wikipédia situa a sua entrada depois de julho de 1946; a CIG não dá data.
1Maria Stella Piteira Santos («Mulheres na Resistência», documentário). RTP — consultado a 4 de outubro de 2026Episódio baseado numa entrevista de 2001 a Manuela Cruzeiro — a fuga de «Pavel» do Aljube, a participação no golpe de Beja (1962), a prisão e a tortura do sono que se seguiram, o exílio, a FPLN e a Rádio Voz da Liberdade, em Argel, e o regresso logo depois do 25 de Abril.
2Fernando Piteira Santos — português, cidadão do século XX (catálogo da exposição). Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra, 2003 — consultado a 4 de outubro de 2026Fernando Piteira Santos casou a 7 de fevereiro de 1948 com Maria Stella Bicker Correia Ribeiro; deixou Lisboa em 1962 e só voltou a 2 de maio de 1974, depois de doze anos de exílio em Argel.