Militante comunista na clandestinidade, foi presa em 1959 e condenada a oito anos de prisão maior e medidas de segurança, que cumpriu em Caxias. Deputada desde a Constituinte, presidiu à Comissão Parlamentar da Condição Feminina de 1983 a 1985.
Oposiçãoprofessoramilitante comunista na clandestinidadepresa políticadeputada constituinte e à Assembleia da Repúblicapresidente da Comissão Parlamentar da Condição Feminina (1983–1985)
Passou à clandestinidade em 1949 e montou com Sérgio Vilarigues uma casa clandestina do PCP.2 A PIDE prendeu-a a 15 de outubro de 1959, num táxi, na Avenida da Liberdade.42 Foi julgada no Tribunal Plenário a 22 de outubro de 1960, com Maria Lamas e Maria Isabel Aboim Inglez entre as testemunhas abonatórias.2 Condenada a oito anos de prisão maior, seguidos de uma «medida de segurança de internamento» de seis meses a três anos, prorrogável por tempo indeterminado, foi a primeira mulher a receber essa pena.4
Cumpriu-a no Forte de Caxias.4 Nos primeiros dias, incomunicável, imaginou a história infantil «A Viagem numa Gota de Água», que publicou em 1977.4 Com Sofia Ferreira dirigiu a célula do PCP na prisão, e em 1961 fez sair de lá o Manifesto de Caxias.2 Ensinou Matemática e Geografia a Maria Lourença Cabecinha.5 Saiu em liberdade condicional em dezembro de 1968, ao fim de «nove anos e dois meses» de cárcere, segundo o MDM; o Memória Comum fala de «dez anos» e dá dezembro de 1969, mas a conta do MDM e as idades que ela própria deu apontam para 1968.26 «Na prisão retiraram-me os melhores anos da minha vida. Entrei com 35 anos, saí com 45 anos», disse numa entrevista a Helena Neves.4 O seu relato da vida clandestina e dos castigos dados às mulheres nas prisões ficou em «Mulheres Portuguesas na Resistência».1
Em 1975 foi eleita pelo PCP para a Assembleia Constituinte, uma das 27 mulheres que lá tiveram assento.3 Era a única deputada na 1.ª Comissão; nas atas, os deputados apareciam pelo nome e ela com um «D.» antes do seu — um exemplo, para o Parlamento, da dificuldade em tratar as mulheres como iguais.3 Deputada depois à Assembleia da República, de 1976 a 1986, presidiu à Comissão Parlamentar da Condição Feminina de 1983 a 1985.167 O seu busto em pedra está no claustro do Parlamento; é uma das duas deputadas com essa honra.1 Morreu em Lisboa a 5 de março de 1998.42
7Biografia de Maria Alda Barbosa Nogueira (deputada). Assembleia da República — consultado a 4 de outubro de 2026Regista os mandatos na Assembleia Constituinte e nas I, II, III e IV legislaturas (a IV começou em novembro de 1985).