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Em Cada Esquina

Mulheres da resistência

Maria Alda Nogueira

1923–1998

Maria Alda Barbosa Nogueira

Militante comunista na clandestinidade, foi presa em 1959 e condenada a oito anos de prisão maior e medidas de segurança, que cumpriu em Caxias. Deputada desde a Constituinte, presidiu à Comissão Parlamentar da Condição Feminina de 1983 a 1985.

Oposiçãoprofessoramilitante comunista na clandestinidadepresa políticadeputada constituinte e à Assembleia da Repúblicapresidente da Comissão Parlamentar da Condição Feminina (1983–1985)
Nasceu
19 de março de 1923, Lisboa (Alcântara)
Morreu
5 de março de 1998, Lisboa
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Biografia

Nasceu em Alcântara, Lisboa, a 19 de março de 1923.4 Licenciou-se em Ciências Físico-Químicas.3 Ainda aluna da faculdade, entrou para a Associação Feminina Portuguesa para a Paz e, em 1945, para o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.1 Foi nesse ano que conheceu Maria Lamas; professora no Algarve, organizou ali várias delegações do Conselho.42

Passou à clandestinidade em 1949 e montou com Sérgio Vilarigues uma casa clandestina do PCP.2 A PIDE prendeu-a a 15 de outubro de 1959, num táxi, na Avenida da Liberdade.42 Foi julgada no Tribunal Plenário a 22 de outubro de 1960, com Maria Lamas e Maria Isabel Aboim Inglez entre as testemunhas abonatórias.2 Condenada a oito anos de prisão maior, seguidos de uma «medida de segurança de internamento» de seis meses a três anos, prorrogável por tempo indeterminado, foi a primeira mulher a receber essa pena.4

Cumpriu-a no Forte de Caxias.4 Nos primeiros dias, incomunicável, imaginou a história infantil «A Viagem numa Gota de Água», que publicou em 1977.4 Com Sofia Ferreira dirigiu a célula do PCP na prisão, e em 1961 fez sair de lá o Manifesto de Caxias.2 Ensinou Matemática e Geografia a Maria Lourença Cabecinha.5 Saiu em liberdade condicional em dezembro de 1968, ao fim de «nove anos e dois meses» de cárcere, segundo o MDM; o Memória Comum fala de «dez anos» e dá dezembro de 1969, mas a conta do MDM e as idades que ela própria deu apontam para 1968.26 «Na prisão retiraram-me os melhores anos da minha vida. Entrei com 35 anos, saí com 45 anos», disse numa entrevista a Helena Neves.4 O seu relato da vida clandestina e dos castigos dados às mulheres nas prisões ficou em «Mulheres Portuguesas na Resistência».1

Em 1975 foi eleita pelo PCP para a Assembleia Constituinte, uma das 27 mulheres que lá tiveram assento.3 Era a única deputada na 1.ª Comissão; nas atas, os deputados apareciam pelo nome e ela com um «D.» antes do seu — um exemplo, para o Parlamento, da dificuldade em tratar as mulheres como iguais.3 Deputada depois à Assembleia da República, de 1976 a 1986, presidiu à Comissão Parlamentar da Condição Feminina de 1983 a 1985.167 O seu busto em pedra está no claustro do Parlamento; é uma das duas deputadas com essa honra.1 Morreu em Lisboa a 5 de março de 1998.42

Notas sobre as fontes2
  • O dia do julgamento (22 de outubro de 1960) e o lugar da prisão (num táxi, na Avenida da Liberdade) só aparecem na Wikipédia.
  • A placa de homenagem descerrada em 2024 na Rua José Dias Coelho, em Alcântara, referida só na Wikipédia.

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Fontes9
  1. 1Mulheres pela Igualdade (biografias). CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Maria Alda Nogueira. Wikipédia (português) — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3As mulheres na Constituinte de 1975-1976. Assembleia da República — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Maria Alda Barbosa Nogueira. Memória Comum – Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5Maria Lourença Cabecinha (testemunho e biografia). Museu do Aljube Resistência e Liberdade — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 6«Alda Nogueira — uma vida de combate, pelos direitos da mulher, pela liberdade e pela paz». Movimento Democrático de Mulheres, 2025 — consultado a 4 de outubro de 2026Presa pela PIDE (dá 4 de outubro de 1959), condenada a 8 anos, «permaneceu nos cárceres nove anos e dois meses»; deputada do PCP na Constituinte e na Assembleia da República «de 1976 a 1986».
  7. 7Biografia de Maria Alda Barbosa Nogueira (deputada). Assembleia da República — consultado a 4 de outubro de 2026Regista os mandatos na Assembleia Constituinte e nas I, II, III e IV legislaturas (a IV começou em novembro de 1985).
  8. 8Consulta SPARQL de identificadores e datas (P569/P570) de pessoas. Wikidata Query Service — consultado a 2 de outubro de 2026
  9. 9Maria Alda Nogueira (Q105747231). Wikidata — consultado a 2 de outubro de 2026

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