Santa Maria Maior
Palácio da Independência – sede da Mocidade Portuguesa
No palácio onde se preparou o 1.º de dezembro de 1640, o Estado Novo instalou a sede da Mocidade Portuguesa, a organização da juventude do regime. Extinta no próprio dia 25 de abril de 1974, deu lugar à Associação dos Deficientes das Forças Armadas.
História
O palácio dos condes de Almada, no Largo de São Domingos, junto ao Rossio, é monumento nacional. Chamam-lhe da Independência ou da Restauração porque foi nesta casa que D. Antão de Almada e os conjurados prepararam o 1.º de dezembro de 1640.1
Um decreto de 30 de maio de 1939 autorizou a compra do palácio, para nele se instalarem a sede da Mocidade Portuguesa, o Museu da Restauração e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal; a 24 de novembro de 1940 passou para a tutela da Sociedade Histórica. Até 1974 tiveram aqui sede a Mocidade Portuguesa, a sua Liga dos Antigos Graduados e outras associações do Estado Novo.1 A Mocidade Portuguesa e a Mocidade Portuguesa Feminina tinham sido criadas, diz o decreto que as extinguiu em 1974, por uma lei de 11 de abril de 1936.4 Na Mocidade, como na Legião Portuguesa, teve cargos de relevo Humberto Delgado, que a partir dos anos 40 se foi afastando do regime até surgir, em 1958, como «o general sem medo».2
No próprio dia 25 de abril de 1974, o Decreto-Lei n.º 171/74, da Junta de Salvação Nacional, extinguiu a Mocidade Portuguesa e a Mocidade Portuguesa Feminina, com a DGS e a Legião Portuguesa.4 O palácio foi então ocupado, por imposição do Movimento das Forças Armadas, para instalar a Associação dos Deficientes das Forças Armadas. Só em 1983 voltou por inteiro à Sociedade Histórica, e a associação ainda aqui ficou, em parte, até 1993.1
Onde
Mapa com a localização de Palácio da Independência – sede da Mocidade Portuguesa.
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Perto daqui

Teatro Nacional D. Maria II
80 m · 1 min a pé

Igreja de São Domingos
100 m · 2 min a pé

Café Gelo
140 m · 2 min a pé

Café Chave d'Ouro
170 m · 3 min a pé
Datas
30 de maio de 1939
Um decreto autoriza a compra do palácio, para nele se instalar, entre outros, a sede da Mocidade Portuguesa.
24 de novembro de 1940
O palácio passa para a tutela da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.
25 de abril de 1974
O Decreto-Lei n.º 171/74 extingue a Mocidade Portuguesa e a Mocidade Portuguesa Feminina.
1983
O palácio volta por inteiro à Sociedade Histórica.
11 abr. 1936
Lei n.º 1941 cria a Mocidade Portuguesa
Vídeos
Noutros arquivos
Estes só se veem no sítio de cada arquivo.
Notas sobre as fontes4
- A história do palácio no século XX vem da Wikipédia, que cita o Diário da República e o inventário do património arquitetónico (SIPA); falta confirmá-la nessas fontes.
- Desde quando a Mocidade Portuguesa teve aqui a sede: o decreto de 30 de maio de 1939 previa-a, mas um decreto de 5 de junho do mesmo ano mandou entregar o palácio ao Estado «sem outro fim».
- Se a Mocidade Portuguesa Feminina também teve instalações no palácio.
- Quando nasceu a Mocidade Portuguesa Feminina: com a Lei n.º 1941, de 11 de abril de 1936, diz o Decreto-Lei n.º 171/74, que a extinguiu (citado pelo Centro de Documentação 25 de Abril); com o Decreto-Lei n.º 28 262, de 8 de dezembro de 1937, segundo a historiadora Irene Pimentel, citada pela Hemeroteca Municipal de Lisboa.
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Fontes5
- 1Palácio da Independência. Wikipédia (ponto de partida) — consultado a 2 de outubro de 2026
- 2Humberto da Silva Delgado (biografia). Museu do Aljube Resistência e Liberdade — consultado a 2 de outubro de 2026
- 3Nominatim – OpenStreetMap (geocodificação). OpenStreetMap contributors (ODbL) — consultado a 2 de outubro de 2026
- 4Legislação 25A – Extinção da DGS, LP e MP (Dec.-Lei 171/74 de 25 de Abril). Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra — consultado a 2 de outubro de 2026
- 5Helena Roldão, Mocidade Portuguesa Feminina: boletim mensal (Lisboa, 1939-1947) — ficha histórica. Hemeroteca Municipal de Lisboa, 2014 — consultado a 3 de outubro de 2026
Coordenadas: OpenStreetMap (Nominatim), consultado a 2 de outubro de 2026.
