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Em Cada Esquina
Fotografia a cores de uma mulher idosa de óculos e cabelo escuro apanhado, com um casaco azul-escuro e uma flor na lapela, apoiada numa bengala e a olhar para cima, no meio de outras pessoas.

Mulheres da resistência

Virgínia Moura

1915–1998

Egídio Santos, CC BY-SA 3.0

Virgínia Faria de Moura

Primeira mulher reconhecida como engenheira civil em Portugal e militante comunista, foi presa dezasseis vezes pela PIDE. Em 1949 esteve presa em Caxias ao mesmo tempo que Maria Lamas.

Oposiçãoengenheira civilmilitante comunistamembro do Comité Central do PCP na clandestinidadepresa política
Nasceu
19 de julho de 1915, São Martinho do Conde (Guimarães)
Morreu
1998
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Biografia

Nasceu a 19 de julho de 1915 em São Martinho do Conde, no concelho de Guimarães.4 Foi a primeira mulher reconhecida como engenheira civil em Portugal. Aos 18 anos aderiu ao Partido Comunista Português e, no mesmo ano, à secção portuguesa do Socorro Vermelho Internacional, que apoiava os presos políticos de Portugal e de Espanha. A oposição ao regime nunca lhe deixou ter um emprego público.1

No fim de 1945 entrou para a Comissão Distrital do Porto do Movimento de Unidade Democrática, e na clandestinidade foi membro do Comité Central do PCP. Nos anos 1940 e 1950, com o pseudónimo Maria Selma, colaborou em jornais e revistas e organizou conferências.1 Militou na Associação Feminina Portuguesa para a Paz, ao lado de Isabel Aboim Inglez, Manuela Porto e Elina Guimarães.3 Esteve no comício de apoio à candidatura de Norton de Matos e apoiou a de Humberto Delgado, a crise académica de 1962 e os congressos da oposição democrática de Aveiro, em 1969 e 1973.1

Foi presa dezasseis vezes pela PIDE, processada nove e condenada três, e várias vezes agredida pela polícia em público.1 A primeira prisão foi a 17 de dezembro de 1949, e esteve então em Caxias ao mesmo tempo que Maria Lamas e outros.24 Em 1951 foi julgada por «traição à Pátria», por ter assinado uma declaração que exigia a Salazar negociações com o governo da Índia sobre Goa, Damão e Diu.1

Depois do 25 de Abril foi feita grande-oficial da Ordem da Liberdade e recebeu a Medalha de Honra da Câmara Municipal do Porto. Publicou «Mulher de Abril: álbum de memórias». Morreu em 1998.1

Notas sobre as fontes2
  • O dia e o lugar da morte: 19 de abril de 1998, no Porto, segundo a Wikipédia, que cita a página de antigos estudantes da Universidade do Porto e o «Avante!» de 23 de abril de 1998 (nenhuma das duas abriu); a CIG dá só o ano.
  • O pseudónimo: «Maria Selma», segundo a CIG; «Maria Salema», segundo o Memória Comum.

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Fontes4
  1. 1Mulheres pela Igualdade (biografias). CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Maria Lamas. MDM – Movimento Democrático de Mulheres — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3Maria Isabel Aboim Inglês. Wikipédia (português) — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Virgínia de Faria Moura. Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos (Memória Comum) — consultado a 4 de outubro de 2026Nascida em São Martinho do Conde, Guimarães, a 19 de julho de 1915; primeira prisão a 17 de dezembro de 1949, depois mais 15; assinava «Maria Salema».

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