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Em Cada Esquina
Fotografia a cores de uma mulher de cabelo branco curto e óculos, com uma camisa às riscas e um casaco bege, com as alças de uma mochila aos ombros, diante de uma parede clara.

Mulheres da resistência

Diana Andringa

n. 1947

Manuelvbotelho, CC BY-SA 3.0

Diana Marina Dias Andringa

Jornalista e documentarista nascida em Angola. Estudante de Medicina ativa nas comissões de apoio aos presos políticos, foi presa em 1970 por contactos com os movimentos de libertação angolanos e condenada pelo Tribunal Plenário de Lisboa.

Repressãoestudante de Medicinaativista estudantiljornalistadocumentaristapresa política
Nasceu
21 de agosto de 1947, Dundo (Chitato), Angola
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Biografia

Nasceu a 21 de agosto de 1947 no Dundo, em Angola, numa família conservadora com simpatias pelo regime, e instalou-se em definitivo em Portugal em 1958. Em 1964 entrou na Faculdade de Medicina de Lisboa, que deixaria pelo jornalismo, e nesse ano participou na sua primeira manifestação, a exigir a libertação de Saldanha Sanches. Depois das prisões de janeiro de 1965 aprofundou a atividade política: manifestações, Comissões de Apoio aos Presos Políticos, cartazes e boletins.1

Em 1968 fez o primeiro curso de jornalismo do Sindicato dos Jornalistas e entrou para a revista Vida Mundial, onde a censura lhe cortou um artigo sobre a guerra colonial em Angola. Tinha contactos com militantes dos movimentos de libertação angolanos e, depois de alguns deles serem presos em Angola, foi presa em janeiro de 1970, na empresa de publicidade onde trabalhava. Passou dois meses e meio em isolamento em Caxias.1

Julgada no Tribunal Plenário de Lisboa em fevereiro e março de 1971, foi condenada a 20 meses de prisão e saiu em liberdade em setembro.1 Ainda nesse ano voltou ao Diário de Lisboa, onde colaborava desde 1967.2 Fez depois carreira na RTP, na RDP, no Diário de Notícias e no Público, e realizou vários documentários sobre a resistência antifascista e anticolonial.1 Um deles, «12 de Outubro de 1972: O Dia em que Perdemos o Medo» (2022), conta as repercussões do assassinato de Ribeiro Santos.5

Fontes5
  1. 1Diana Andringa (testemunho e biografia). Museu do Aljube Resistência e Liberdade — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Diana Andringa. Wikipédia — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3Consulta SPARQL de identificadores e datas (P569/P570) de pessoas. Wikidata Query Service — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Acabou-se a Legião. RTP Ensina — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 512 de Outubro de 1972: O Dia em que Perdemos o Medo. RTP Play, 2022 — consultado a 4 de outubro de 2026Documentário de Diana Andringa (realização e autoria, 2022), emitido a 12 de outubro de 2022.

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