
Aeroporto de Lisboa (Portela)
Hoje: Aeroporto Humberto Delgado
96 lugares onde a história aconteceu. Muitos ainda lá estão; alguns mudaram de nome e de função; outros só existem na memória e nas fontes.

Hoje: Aeroporto Humberto Delgado

Hoje: Alameda D. Afonso Henriques / Fonte Monumental (Fonte Luminosa)
Hoje: Avenida Barbosa du Bocage

Hoje: Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário

Hoje: Bar Botequim (reaberto em 2010 por novos proprietários)

Hoje: O antigo Convento de Santa Mónica

Hoje: Museu do Aljube – Resistência e Liberdade

Hoje: Uma agência da Caixa Geral de Depósitos

Hoje: Gelo, marisqueira desde 2024

Hoje: Calçada Ribeiro Santos (antiga Calçada de Santos)

Hoje: Cantina Velha da Universidade de Lisboa

Hoje: Capela do Rato (Capela de Nossa Senhora da Bonança)
Na casa onde vivia a poeta são-tomense Alda do Espírito Santo instalou-se em 1951 o Centro de Estudos Africanos: Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Francisco José Tenreiro e outros reuniam-se aqui para «conhecer a África», longe dos olhos da PIDE.

Aqui morava, em 1909, a médica Carolina Beatriz Ângelo, com o marido, o médico republicano Januário Barreto. Daqui saiu o funeral dele, em 1910; a viuvez fez dela «chefe de família», a condição com que, em 1911, foi a primeira mulher a votar em Portugal.

Natália Correia viveu no 5.º andar do n.º 52 de 1953 até morrer, em 1993. Nos anos 1950 e 1960 a casa foi lugar das suas tertúlias e, em 1955, de uma estreia teatral à porta fechada: a tradução dela de «Huis clos», de Sartre.

Sophia de Mello Breyner Andresen viveu no 1.º andar do n.º 57 de 1951 até morrer, em 2004. Uma casa de portas abertas à oposição, com um lado virado para o rio e outro para a travessa da cadeia de mulheres das Mónicas.

Hoje: Edifício de serviços e habitação

Hoje: Uma pequena vivenda térrea
Neste centro republicano da Calçada de Arroios, ainda na monarquia, Maria Veleda criou cursos noturnos gratuitos para ensinar mulheres a ler e a escrever; em 1907, o Grupo Português de Estudos Feministas dava aqui aulas a mulheres analfabetas.

Hoje: Cidade Universitária – Universidade de Lisboa

Aqui funcionava, a 28 de maio de 1911, a assembleia de voto de São Jorge de Arroios. Foi nela que a médica Carolina Beatriz Ângelo, inscrita por ordem de um juiz, se tornou a primeira mulher a votar em Portugal.

Hoje: Coliseu dos Recreios

No Largo da Penha de França estava, a 25 de abril de 1974, o comando-geral da Legião Portuguesa, a milícia do regime criada em 1936, com uma rede de informadores e uma tropa de choque. Cercado pela coluna do major Jaime Neves, rendeu-se sem incidentes.

Hoje: Praça dos Restauradores, 13

Hoje: Um prédio com uma loja no rés-do-chão
Hoje: Cooperativa, bar e espaço cultural

Hoje: Cordoaria Nacional; no edifício funciona o Arquivo Histórico da Marinha

Hoje: Doca de Alcântara

Hoje: Edifício Franjinhas

A rádio oficial do regime foi ocupada na madrugada de 25 de abril de 1974 por uma pequena força do Campo de Tiro da Serra da Carregueira, para servir de emissora de reserva do MFA. Voltou a ser disputada a 11 de março e a 25 de novembro de 1975.

Do estúdio que os Emissores Associados de Lisboa tinham no 7.º andar deste prédio, o locutor João Paulo Diniz pôs no ar, às 22h55 de 24 de abril de 1974, «E Depois do Adeus» — a primeira senha do Movimento das Forças Armadas.

Hoje: Estação ferroviária de Santa Apolónia

Hoje: Parque de Jogos 1.º de Maio (Fundação INATEL)
Os antigos estúdios da RTP no Lumiar foram ocupados na madrugada de 25 de abril de 1974 por uma coluna da Escola Prática de Administração Militar. Daqui se apresentou ao país, na madrugada de 26, a Junta de Salvação Nacional.

Hoje: Gare marítima e Centro Interpretativo Murais de Almada nas Gares Marítimas

Hoje: Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (ampliação de 2015)

Hoje: Hospital de São José

Hoje: Panteão Nacional

Hoje: Igreja de São Domingos

Hoje: Instituto Superior Técnico – Universidade de Lisboa

Hoje: ISEG – Lisbon School of Economics & Management

Hoje: Jardim Botânico Tropical — Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Universidade de Lisboa)

Hoje: Largo Adelino Amaro da Costa

Hoje: Comando-Geral da GNR e Museu da Guarda Nacional Republicana

Hoje: Largo do Rato

Hoje: Escola Secundária de Camões

Hoje: Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho

Hoje: Palácio da Mitra

Hoje: Palácio Lançada, Rua de O Século

Hoje: Clínica de São Cristóvão, da Associação de Socorros Mútuos de Empregados no Comércio de Lisboa

Hoje: Monumento com miradouro, auditório e salas de exposições

Hoje: Residência oficial do primeiro-ministro

Hoje: Palácio à espera de reabilitação, aprovada em 2024 para sede da Museus e Monumentos de Portugal
Hoje: Sede da Fundação INATEL

Hoje: Serviços do Ministério dos Negócios Estrangeiros (em 2024, a Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus)

Hoje: Palácio da Independência (Sociedade Histórica da Independência de Portugal)

Hoje: Palácio de Belém – Presidência da República

Hoje: Assembleia da República

Hoje: Palácio Foz: serviços públicos e o Museu Nacional do Desporto

Hoje: Parque Eduardo VII

Hoje: Estabelecimento Prisional de Lisboa
Hoje: Núcleo Museológico do Posto de Comando do MFA, no Quartel da Pontinha

Hoje: Jardim público, com a Fonte Monumental ao centro
No quartel de Lanceiros 2, na Calçada da Ajuda, instalou-se a 25 de abril de 1974 o posto de comando das forças fiéis ao regime, até os próprios soldados se porem do lado do Movimento. Na manhã de 26 de novembro de 1975, os Comandos atacaram aqui o Regimento de Polícia Militar: três mortos.
Hoje: Quartel da Encarnação, do Regimento de Transportes
Na madrugada de 25 de abril de 1974, oficiais do MFA ocuparam estes estúdios e fizeram do Rádio Clube Português a voz do Movimento: às 4h26, Joaquim Furtado leu aqui o primeiro comunicado. À tarde, foi uma mulher, Clarisse Guerra, quem leu outro.

Hoje: Um hotel, The Ivens

No n.º 3 da Rua do Norte, na esquina com a Praça de Luís de Camões, ficava a redação de «A Capital», diário republicano da noite. Virgínia Quaresma, a primeira mulher jornalista em Portugal, escreveu nele e morou mesmo em frente; em 1911, o jornal contou a luta de Carolina Beatriz Ângelo pelo voto.

Hoje: Reitoria da Universidade de Lisboa

Hoje: Praça D. Pedro IV

O antigo Caminho do Forno do Tijolo recebeu em 1924 o nome de Angelina Vidal, propagandista republicana, com a legenda «Ilustre Conferencista e Propagandista da Emancipação Social». Ela não viveu aqui: morreu em 1917 na vizinha Rua de São Gens.

Hoje: Rua José Dias Coelho

Na Ribeira das Naus e na Rua do Arsenal, na manhã de 25 de abril de 1974, os soldados das forças fiéis ao regime recusaram as ordens do brigadeiro Junqueira dos Reis para disparar sobre Salgueiro Maia. «Foi ali que se ganhou o 25 de Abril», diria Maia.

Hoje: Rua do Carmo
Hoje: Rua Adelaide Cabete, Rua Ana de Castro Osório e Rua Maria Veleda
Hoje: Rua Carolina Ângelo, Rua Virgínia Quaresma, Rua Aurora de Castro, Rua Alice Pestana, Rua Olga Morais Sarmento e outras

Aqui tinha sede, em 1915, o sindicato das Costureiras e Ajuntadeiras. Foi para aqui que Adelaide Abrantes chamou as operárias da Ramiro Leão & C.ª, que fizeram greve contra o despedimento de três colegas e foram dispersas pela GNR.
Sede da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, que de 1935 a 1952 juntou mulheres pela paz e pelos seus direitos — de Maria Lamas, sua presidente, a Stella Piteira Santos, Isabel Aboim Inglez e Maria Alda Nogueira. O ministro do Interior dissolveu-a em 1952.

No 2.º andar do n.º 6 desta rua fundou-se em 1909 a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, de Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo, Adelaide Cabete e Maria Veleda — a primeira associação a juntar a defesa do feminismo e da República.

Hoje: Condomínio residencial
Hoje: Associação 25 de Abril

No n.º 116 ficava o República, o diário da oposição democrática. Esteve na conspiração do 25 de Abril, saiu nesse dia sem passar pela censura e, em maio de 1975, deu nome a uma das grandes crises da revolução, o «caso República».

Hoje: Um edifício da Rua da Misericórdia

Hoje: Sé de Lisboa (Igreja de Santa Maria Maior)

Hoje: Sociedade Nacional de Belas-Artes

No primeiro andar do n.º 20 desta rua ficava a Sociedade Portuguesa de Escritores. Em maio de 1965, por ter premiado «Luuanda», de Luandino Vieira, preso no Tarrafal, foi extinta pelo Governo, e a sede assaltada e destruída na mesma noite.

Hoje: Teatro Nacional D. Maria II

Hoje: São Luiz Teatro Municipal

Hoje: Obras do empreendimento EntreCampos, no terreno da antiga Feira Popular

Hoje: Teatro Villaret

Hoje: Praça do Comércio

Hoje: Antigo tribunal, fechado desde 2009

Em 1946, o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, presidido por Maria Lamas, mudou a sede para esta travessa das Amoreiras. A 28 de junho de 1947, a polícia fechou-a «sem aviso prévio», pondo fim a 33 anos de associação.

Hoje: Estabelecimento Prisional de Caxias

Hoje: Antigo campo de concentração do Tarrafal (Chão Bom), ilha de Santiago

Hoje: Museu Nacional Resistência e Liberdade