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O Palácio da Cova da Moura visto do portão, em maio de 2017. RicardoFilipePereira, CC BY-SA 4.0

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Palácio cor-de-rosa de três andares em volta de um pátio, com varandas de ferro e janelas de moldura clara, visto entre os pilares de um portão aberto.
O Palácio da Cova da Moura visto do portão, em maio de 2017. RicardoFilipePereira, CC BY-SA 4.0

Estrela

Palácio da Cova da Moura

Na noite de 26 de abril de 1974, o ajudante de campo de Spínola veio aqui consultar a Junta de Salvação Nacional e levou daqui para Caxias a ordem de libertar todos os presos políticos. Aqui Spínola recebeu também Mário Soares, chegado do exílio, e os banqueiros.

Hoje: Serviços do Ministério dos Negócios Estrangeiros (em 2024, a Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus)
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História

Depois do 25 de Abril, a Junta de Salvação Nacional teve aqui a sua sede: o arquivo da RTP guarda imagens de reuniões da Junta no palácio nos últimos dias de abril de 1974 e, no princípio de maio, do movimento de civis e militares à porta da «sede da Junta de Salvação Nacional».67

Na manhã de 26 de abril de 1974, uma força de paraquedistas tomou a cadeia de Caxias. A Junta de Salvação Nacional queria distinguir os presos «por motivos ideológicos» dos acusados de crimes comuns — uma ideia do general António de Spínola, difícil de pôr em prática —, e os presos responderam «ou todos ou ninguém». Perante o impasse, o coronel Dias de Lima, ajudante de campo de Spínola, veio à Cova da Moura consultar a Junta. Voltou a Caxias quando faltavam cinco minutos para a meia-noite, com a notícia de que os presos seriam libertados «na totalidade e imediatamente».1

A libertação começou às 00h30 de 27 de abril, diante de milhares de pessoas. Saíram, entre outros, as jornalistas Helena Neves e Elvira Nereu e Manuela Gil, empregada de escritório, condenada a dois anos «por alegada participação no movimento operário português», a quem faltavam três meses para cumprir a pena.1

A 28 de abril, Mário Soares, chegado do exílio em França com Maria Barroso, falou à multidão de uma varanda de Santa Apolónia e seguiu daí para o Palácio da Cova da Moura, para um encontro com Spínola.2 No dia seguinte, Spínola recebeu aqui representantes da banca: Miguel Quina, José Manuel de Melo, António Champalimaud e Ricardo Espírito Santo.3

O palácio acolhe hoje serviços do Ministério dos Negócios Estrangeiros: em 2024, era a morada da Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus.8

Fontes8
  1. 1Álvaro Arranja, «A libertação dos presos políticos na revolução de Abril». Esquerda.net — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Operação Viragem Histórica. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3General António de Spínola (pós-25 de Abril). Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4A Junta de Salvação Nacional (pós-25 de Abril). Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5O regresso dos exilados. Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 6Reunião da Junta de Salvação Nacional (Noticiário Nacional, 29 de abril de 1974). RTP Arquivos, 1974 — consultado a 4 de outubro de 2026Imagens da reunião da Junta de Salvação Nacional no Palácio da Cova da Moura, com todos os seus membros, quatro dias depois do 25 de Abril.
  7. 7Junta de Salvação Nacional (Informação Diária, 1 de maio de 1974). RTP Arquivos, 1974 — consultado a 4 de outubro de 2026«Lisboa, Palácio da Cova da Moura, movimento de civis e militares na sede da Junta de Salvação Nacional (JSN)», com Spínola, Costa Gomes, Pinheiro de Azevedo e Galvão de Melo.
  8. 8Negócios Estrangeiros — Acerca (XXIV Governo Constitucional). Portal do Governo da República Portuguesa, 2024 — consultado a 4 de outubro de 2026Morada da Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus — Palácio da Cova da Moura, Rua da Cova da Moura, n.º 1, 1350-115 Lisboa.

Coordenadas: OpenStreetMap (Nominatim), consultado a 2 de outubro de 2026.

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