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Em Cada Esquina
Fotografia a preto e branco de um homem de cabelo escuro ondulado, com fato escuro, camisa clara e gravata às riscas, a olhar de frente.

Pessoas

Mário Soares

1924–2017

Claude Truong-Ngoc, CC BY-SA 3.0

Mário Alberto Nobre Lopes Soares

Secretário-geral do PS, regressou do exílio a 28 de abril de 1974 e foi recebido por uma multidão em Santa Apolónia. Em 1975 enfrentou o PCP no caso República e no comício da Fonte Luminosa; em 1976 chefiou o I Governo Constitucional.

Revoluçãosecretário-geral do Partido Socialistaprimeiro-ministro do I Governo Constitucional (1976)
Nasceu
7 de dezembro de 1924, Lisboa
Morreu
7 de janeiro de 2017, Lisboa
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Biografia

Nasceu em Lisboa a 7 de dezembro de 1924.8 Membro da Comissão Central do MUD, foi preso com ela a 31 de janeiro de 1948 e encarcerado no Aljube.9 A 15 de fevereiro de 1949 voltou a ser preso quando se dirigia ao Tribunal da Boa-Hora, onde ia ser julgada a Comissão Central do MUD Juvenil; a 22 de fevereiro casou no Aljube, por procuração, com Maria Barroso.9 Em 1974 vivia exilado em França e era secretário-geral do Partido Socialista, fundado no ano anterior.1 A 25 de abril estava em Bona, a convite de Willy Brandt, e partiu para Paris quando o SPD o informou de que em Portugal eclodira um movimento militar.2

A 28 de abril chegou de comboio à estação de Santa Apolónia, com Maria Barroso, também fundadora do PS. Esperava-o uma multidão; Soares falou de uma varanda da estação, de altifalante em punho, e seguiu para o Palácio da Cova da Moura, para um encontro com o general Spínola.13 Dois dias depois esperou Álvaro Cunhal a poucos metros do avião, no aeroporto. No 1.º de Maio, os dois desfilaram da Alameda D. Afonso Henriques até ao estádio da FNAT, rebatizado Estádio 1.º de Maio, e no comício Soares abraçou Cunhal.1

Em maio de 1975, no caso do jornal República, o PS convocou uma manifestação para dia 22, acusando o PCP de estar na origem da crise. Soares disse então ao megafone: «o 25 de Abril foi feito para acabar com uma ditadura e não para nos vir impor outra».4 A 19 de julho, no comício da Fonte Luminosa, atacou diretamente o PCP, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves e a Intersindical.5

O PS venceu as eleições para a Assembleia Constituinte, a 25 de abril de 1975, em que Soares foi eleito deputado,8 e as primeiras legislativas, a 25 de abril de 1976. Em julho de 1976, Soares tomou posse como primeiro-ministro do I Governo Constitucional.6 A 9 de março de 1986 tomou posse como Presidente da República, perante a Assembleia da República.9 Morreu em Lisboa a 7 de janeiro de 2017.8

Fontes9
  1. 1Operação Viragem Histórica. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Cronologia do 25 de Abril, por Jofre Alves (blogue Abril de Novo, 2010), na Biblioteca Digital do CD25A. Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3O regresso dos exilados. Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4O caso República. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5Escalada de tensão e crise político-militar (julho–agosto de 1975). Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 6A construção da democracia (1974-1976). Assembleia da República – Comunicar — consultado a 2 de outubro de 2026
  7. 7Mário Soares (Q156781). Wikidata — consultado a 2 de outubro de 2026
  8. 8Biografia de Mário Soares. Fundação Mário Soares e Maria Barroso — consultado a 3 de outubro de 2026
  9. 9A vida de Mário Soares, em momentos (cronologia). Fundação Mário Soares e Maria Barroso — consultado a 3 de outubro de 2026

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