Arquiteto e figura dos católicos progressistas, esteve na vigília pela paz de São Domingos (1968–1969) e foi um dos organizadores da vigília da Capela do Rato (1972). Preso pela DGS em 1970, depois do Rato e no fim de 1973, só saiu de Caxias com o 25 de Abril.
Repressãoarquitetocatólico progressistaorganizador da vigília da Capela do Ratopreso político
Nasceu em Lisboa em 1922 e formou-se em Arquitetura na Escola de Belas-Artes de Lisboa. É autor, entre outras obras, do Bloco das Águas Livres e do Edifício Franjinhas, na Rua Braamcamp.1 Dos primeiros anos da década de 1960 até ao 25 de Abril foi uma das figuras de destaque dos chamados católicos progressistas. Esteve na fundação da cooperativa Pragma, em 1964, e envolveu-se nos cadernos GEDOC (1969), na Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos (1970) e no Boletim Anti-Colonial (1972).1
Na passagem de 1968 para 1969 esteve na vigília pela paz da Igreja de São Domingos, e por isso prestou declarações na PIDE.23 Foi detido pela DGS em maio de 1970.1 Em dezembro de 1972 foi um dos organizadores da vigília da Capela do Rato, preparada por católicos ligados ao Boletim Anti-Colonial — com ele, Maria da Conceição Moita, Isabel Pimentel e Luís Moita — e por um grupo de estudantes.3 Quando a polícia a desfez, foi um dos catorze participantes apontados como líderes, levados para os calabouços do Governo Civil e depois para Caxias; o Sindicato dos Arquitectos protestou contra a sua prisão.34
Voltou a ser preso no fim de 1973 e ficou em Caxias até ao 25 de Abril. Foi um dos oradores do comício do 1.º de Maio de 1974, em Lisboa.1 Morreu em Lisboa em 2016.1